Comunicação

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Comunicação
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Classificação das Habilidades Sociais

Comunicação Verbal:
pode ser definida como uma troca de Informação verbal entre duas ou mais pessoas Segundo Chlavenato (2000) significa tornar comum uma mensagem ou informação.

As pessoas se comunicam de diversas formas. mas a comunicação verbal é a mais comum e se refere à emissão de palavras e sons que usamos para nos comunicar.

A comunicação é responsável pela formação de extensas redes de troca social que mantêm e alteram a cultura
A Interação social se manifesta na comunicação entre as pessoas e é por meio desta e de outros fenômenos que as pessoas manifestam seu comportamento em relação aos outros.

Sensibilidade Perceptiva:
(comunicação não verbal):
envolve a capacidade de decodificar o significado de comportamentos não verbais, por meio de gestos, posturas, expressões faciais, movimentos dos olhos, paralinguagem, dentre outros.

Refere-se também à capacidade de transmitir mensagens não verbais de acordo com os objetivos sociais.

A comunicação não verbal não apenas se ajusta à comunicação verbal, mas também favorece a expressão de Intenções e emoções (Portella. 2006) Para Rector e Trinta (1985: 1990, citado por Portei Ia, 2006) 65% da nossa comunicação é não verbal.

A percepção da atitude de uma pessoa seria Influenciada em 7% pelo conteúdo verbal, 38% pelo tom de voz e 55% pela face (Fortuna e Portella. 2010) refere-se à habilidade de fornecer e de receber feedback positivo e negativo, Para Fortuna e Portella (2010), dar e receber feedback (retroalimentação) constituem habilidades essenciais para regular o próprio desempenho e os das pessoas com quem se convive, visando a relações saudáveis e satisfatórias. Dar e receber feedbacks podem ser entendidos como uma descrição verbal ou escrita sobre o desempenho da pessoa.

Autoapresentação Positiva:
é uma habilidade social que consiste na capacidade de apresentar-se de forma adequada nas diferentes situações sociais, envolvendo aspectos relacionados às regras de demonstração e à aparência (Portella Stingel e Bastos. 2005). Pode também ser definida como as maneiras pelas quais os Indivíduos buscam controlar as Impressões pessoais para atingir um determinado objetivo (Leary 1995).

Capacidade Empática:
é a capacidade de compreender e sentir o que alguém pensa e sente em uma situação de demanda afetiva, comunicando-lhe adequadamente tal compreensão e sentimento (Dei Prette e Dei Prette. 2001) Por meio da empatia. é possível compreender os sentimentos e perspectivas da outra pessoa e experimentar para com a mesma compaixão e preocupação com seu bem-estar (Falcone. 1999).

Assertividade:
é a capacidade de expor de maneira objetiva. clara e direta o que se pensa sente ou quer sem ser passivo, tampouco agressivo.
Envolve autorrespeito e respeito pelos outros
É exercer os próprios direitos sem violar os dos outros, se colocando sem ser agressivo e sem ser passivo.
Dizer sim quando quer dizer sim. dizer não quando quer dizer não e solicitar mudança de comportamento são exemplos.

Fonte:
Revista Psique
Ano VI no. 63
Página 44

Publicado em: SinapsesLinks
https://sinapseslinks.wordpress.com/

Preciso de você

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Preciso de você

A ERA CIBERNÉTICA TRANSFORMOU A SOCIEDADE MODERNA, MAS, PARADOXALMENTE, AO CONTRÁRIO DO QUE PARECE, NA ERA VIRTUAL, A PRESENÇA FÍSICA DO OUTRO É AINDA MAIS FUNDAMENTAL

A jornalista me pergunta impressionada a razão de novas pesquisas constatarem que, contrariamente ao que muitos esperavam, o povo da internet cada vez mais associa seus passeios na rede com a necessidade de estar junto.

Esse fato relativiza as críticas morais que bradam ameaçadores avisos anunciando que o mundo estaria perdido, pois a WWW (World Wide Web) seria uma teia perigosíssima que estaria aprisionando nossa pobre juventude, em um isolacionismo narcisista e emburrecedor.

Essa notícia chega ao mesmo tempo em que o papa se precipita em condenar um aplicativo para smart-phones, por meio do qual o fiel antenado se confessaria on-line, sem a necessidade de se ajoelhar na madeira dura de um confessionário escurecido por muitos pecados ali penitenciados. Ao menos dessa vez, ufa!, o papa mostrou que “tá ligado”, pois a web não substitui a presença física.

Na mesma vertente, podemos falar da repetitiva pergunta se é possível fazer análise por Skype, ou serviço semelhante, sem ter de se preocupar com o terrível trânsito das grandes cidades, bem como se garantir em ter seu analista à mão, ou melhor, na tela, entre um mergulho e outro, em uma ilha paradisíaca, do outro lado do mundo.

Não dá.
Há um quê na presença física que é insubstituível.

E se dizemos “um quê” é exatamente pelo fato de não podermos precisar o que é isso da presença física que não sabemos traduzir em nenhum idioma e por nenhum meio, razão pela qual não a podemos substituir, pois, como celebrou Michel Foucault: “a palavra é a morte da coisa“; se falamos de algo, substituímos o algo pela palavra e não precisamos mais dele.

Em um mundo que quebrou os paradigmas cartesianos de espaço e tempo, jogando-nos no furacão do ilimitado sem fronteiras, não há nada a estranhar na necessidade da presença física do outro, do corpo do outro, do seu enigma, do cheiro, cor, som, movimento, textura, olhar, que não sabemos traduzir em bytes.

Esse enigma do outro é o remédio para a angústia tão atual, por nos termos visto transformar em habitantes de lugar nenhum.

Seis mil moças e moços geeks se acotovelaram por uma semana, em São Paulo, em uma festa chamada Campus Party. Seis mil! Em um pavilhão de exposições. É tão importante estarem juntos, que um nipo-brasileiro, morando ao lado do local da festa, trocou o conforto de seu quarto por uma tendinha de campanha, verdadeiro elogio do desconforto.

A presença do outro nos remete ao mais essencial de nós mesmos.

Se fôssemos honestos, parodiando Vinícius, jamais diríamos expressões do gênero: “no meu íntimo”. E isso porque o que nos escapa é exatamente o nosso íntimo. Diríamos, melhor, como Lacan: “no meu êxtimo”, sim, porque o meu íntimo me é tão estranho – quem já passou por uma análise sabe bem o que estou descrevendo – que melhor chamá-lo de êxtimo, clara alusão ao estranho e ao externo de si mesmo, que habita cada um.

Podemos nos livrar de muita coisa na vida, mas não da gente mesmo, em especial desse ponto íntimo desconhecido, promotor de nossas paixões, essa força estranha vivida na sensação do “mais forte que eu”. A presença física do amigo, do amado, do familiar, do próximo, nos reconecta com esse ponto fundamental, âncora de nossas existências, ponto transcendente de nossa imanência, se quisermos nos valer do discurso da Academia.

Nesse mundo de aparente “tudo pode”, e de “em tudo estou”, não por isso devemos nos assustar que ao lado do aumento dos acessos aos meios virtuais, vejamos crescer em paralelo os lugares de encontro físico, sejam eles campus parties, igrejas, consultórios, bares, cruzeiros. Os motivos são variados e o que neles se realiza, também, mas a necessidade é uma só: estar junto. Na era da pós-modernidade, onde o laço social das identificações é predominan- temente horizontal, nos damos conta que o principal afeto, o mais fundamental afeto, é o da amizade.

Cada pessoa precisa de alguém que a ajude a chamar o seu êxtimo, de meu íntimo…
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Autor:
Jorge Forbes é psicanalista e médico psiquiatra. É Analista Membro da Escola Brasileira de Psicanálise (A.M.E.), preside o IPLA – Instituto da Psicanálise Lacaniana e dirige a Clínica de Psicanálise do Centro do Genoma Humano da USP.
Site: http://www.jorgeforbes.com.br/
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Fonte:
Revista Psique
Ano VI número 63
http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESCV/
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Publicado em SinapsesLinks:
https://sinapseslinks.wordpress.com/
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Nota do Leal:
Desde o início do meu blog, 21julho2006, ênfase tem sido dada à Amizade!!!
Amigo e Amiga visitantes deste blog, te dedico esta mensagem.
Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
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Texto disponível em PDF. Click aqui. Grato.
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