Ética

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ÉTICA

Lenita Maria Costa de Almeida

“A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta.” (Valls, Álvaro L. M.. O que é ética, ta. Edição Ed. Brasiliense, 1993, p.7)

De acordo com o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é “o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto”.

Por outro lado, ética e moral parecem ser a mesma coisa. No nosso entender, entretanto, esses dois vocábulos se completam. Se, por um lado, ética é princípio, moral compreende condutas específicas; ética é permanente, moral é temporal; ética é universal, moral é cultural; ética é regra, moral é conduta da regra; ética é teoria, moral é prática. Etmologicamente, ética e moral são a mesma coisa.

Afinal, o que é ética? ÉTICA É ALGO QUE TODOS PRECISAM TER. ALGUNS DIZEM QUE TEM. POUCOS LEVAM A SÉRIO. NINGUÉM CUMPRE Á RISCA.
(COPYRIGHT 2002 – Prof. Vanderlei de Barros Rosas)

Passando para um ponto de vista prático, seria de perguntar como nasce o espírito ético e também quais os princípios morais que orientam uma pessoa.

Certa vez, dando aulas para uma sétima série do Curso Fundamental, um aluno foi mal educado e agressivo com o colega, ao discutirem determinada questão. Imediatamente conversei com eles e perguntei se sabiam o que era ética. Na ocasião, expliquei como pude, mas disse-lhes que aquela conduta que todos presenciaram não era ética. Disse-lhes que ser ético implicava princípios de educação, respeito ao próximo e não agir – como eles haviam feito – daquela forma. Portanto, embora as palavras do Prof. Vanderlei de Barros Rosas sejam sábias, no dia a dia temos os mais variados exemplos de atitudes não éticas por parte dos componentes de uma sociedade. A ética esbarra, sim, nos princípios morais que, não contendo a universalidade da ética, têm regras mais específicas, desprezando, por vezes, a flexibilidade das normas, quando necessário.

Quando Poncio Pilatos, o tribuno romano julgou Jesus, lavando as mãos e condenando o Mestre à cruz, passou por cima da ética e da moral, ao eximir-se de um julgamento justo. Postou-se acima da Lei dos homens e da espiritualidade, a Lei Maior que pertence a Deus.

Em nossos dias, mesmo politicamente falando, temos um Conselho de Ética no governo, para proteger as instituições e ações políticas individuais ou em grupo, de sua credibilidade e honorabilidade. São regras de conduta e comportamento que não podem ser subestimadas ou ignoradas , sob pena de julgamento e repressão.

O baluarte moral erguido pelas instituições religiosas, ao tratar de aspectos morais contribui nobremente para o desenvolvimento da ética na pessoa. É muito difícil agir eticamente, se não tiver havido nas bases, uma postura ética, vivenciada no lar, na escola e expandindo-se para o convívio social.

Daí, penso eu, as conclusões não muito esperançosas, do Prof. Vanderlei já citado. Num mundo onde o dinheiro é o valor mais alto, realmente fica difícil para pessoas não éticas, mudarem a postura. Se formos mais fundo, veremos que, indivíduos norteados pelo capitalismo selvagem ou outros interesses que só o dinheiro pode comprar, importem-se com ética ou moral, uma vez que não possuem nem uma, nem outra.

Em latim, existe uma frase “Nemo dat quod non habet” (ninguém dá o que não tem) confirma a dificuldade em ser ético, uma vez que os valores e exemplos com que nos deparamos, principalmente divulgados pela mídia, lamentavelmente nos tem mostrado exatamente a falta de ética nas pessoas e organizações e, porque não, falta de moral também.

Fortalecer o nosso próprio interior para abrigar ética e moral, fará de nós, com certeza, um exemplo positivo para consolidar o significado dessas duas palavras, que serão refletidas e observadas pela nossa maneira de ser. Seria a nossa contribuição para um mundo melhor.
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Sinopse da autora:
http://bit.ly/yqipjB
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Publicado em SinapsesLinks:
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Palavras mais utilizadas no Evangelho

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O Evangelho Segundo o Espiritismo
Palavras utilizadas mais de 100 vezes

01=105 Cristo
02=111 Tempo
03=112 Orgulho
04=121 Corpo
05=127 Moral
06=129 Verdade
07=130 Espiritismo
08=131 Pai
09=133 Fazer
10=133 Prece
11=150 Amor
12=156 Coração
13=183 Palavras
14=185 Alma
15=186 Lei
16=196 Fé
17=222 Mundo
18=236 Mal
19=241 Homens
20=242 Caridade
21=246 Pode
22=247 Aquele
23=247 Porque
24=259 Ser
25=265 Está
26=268 Jesus
27=272 Terra
28=285 Espírito
29=353 Homem
30=354 Vida
31=462 Espíritos
32=716 Deus

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Observação: A apuração das palavras utilizadas no Evangelho Segundo o Espiritismo foi realizada através de software específico desenvolvido pelo Leal. Processamento realizado em 30jan2000. Nesta listagem são mostradas as palavra que foram utilizadas mais de 100 vezes. São 32 palavras.
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Amigo(a) visitante, Salve! Suas considerações são sempre bem-vindas. Estou no aguardo sua sua mensagem.
Fraternalmente, Leal -71- aprendiz em todas as instâncias da Vida sinapseslinks@gmail.com
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Não acreditar em Deus

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“Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade”

Em novo livro, o filósofo e neurocientista americano Sam Harris propõe a criação de uma ‘ciência da moralidade’ para acabar de uma vez por todas com a influência da religião

Quando o filósofo americano Sam Harris soube que o atentado ao World Trade Center em Nova York (Estados Unidos), no dia 11 de setembro de 2001, teve motivações religiosas, a briga passou a ser pessoal. Harris publicou em 2004 o livro A Morte da Fé (Companhia das Letras) — uma brutal investida contra as religiões, segundo ele, responsáveis pelo sofrimento desnecessário de milhões. Para Harris, os únicos anjos que deveríamos invocar são a ‘razão’, a ‘honestidade’ e o ‘amor’.

“A Ciência é capaz de dizer o que é certo e o que é errado”, diz Sam Harris

Ao entrar de cabeça em um assunto tão delicado, o filósofo de 43 anos conquistou uma legião de inimigos e deu início a uma espécie de combate literário. Em resposta à repercussão de seu primeiro livro, que levou à publicação de livros-resposta sob as perspectivas muçulmana, católica e outras, os ataques de Harris à fé religiosa continuaram em 2006, com o lançamento do livro Carta a Uma Nação Cristã (Companhia das Letras).

Criado em um lar secular, que nunca discutiu a existência de Deus e nunca criticou outras religiões, Harris recebeu o título de Doutor em Neurociência em 2009 pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos). A pesquisa de doutorado serviu como base para seu terceiro livro, lançado em outubro de 2010: The Moral Landscape (sem edição brasileira). Nele, Harris conquista novos inimigos, dessa vez cientistas.

Agora, Harris tenta utilizar a razão e a investigação científica para resolver problemas morais, sugerindo a criação do que ele chama de “ciência da moralidade”. Ele afirma que o bem-estar humano está relacionado a estados mentais mensuráveis pela neurociência e, por isso, seria possível investigar a felicidade humana sob essa ótica — algo com que a maioria dos cientistas está longe de concordar.

A ciência da moralidade substituiria a religião no papel de dizer o que é bom ou mau. Esse ‘novo ateísmo’ rendeu a Harris e outros três autores proeminentes — Daniel Dennet, Richard Dawkins e Christopher Hitchens — o título de ‘Cavaleiros do Apocalipse’.
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http://veja.abril.com.br/
Texto na íntegra: http://migre.me/3lmVO
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54 Cérebro e Moral

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Cérebro e Moral
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Cérebro tem área ligada à moral, aponta pesquisa
RAFAEL GARCIA da Folha de S.Paulo
22/03/2007 – 10h14
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Para agir de maneira ética, basta pensar de maneira racional ou é preciso se deixar envolver também pelas emoções? De acordo com um estudo publicado ontem, julgamentos morais que as pessoas fazem quando estão diante de um dilema são mais emocionais do que se imaginava –sinal de que a moral não é baseada só na cultura e faz parte da natureza humana.

Para lidar com essa questão, um grupo liderado pelo psicólogo americano Marc Hauser, da Universidade Harvard, e pelo neurologista português António Damásio, da Universidade do Sul da Califórnia (ambas nos EUA), submeteu diversos voluntários a um questionário com situações imaginárias de deixar qualquer um arrepiado.

A maior parte delas envolvia decisões do tipo “escolha de Sofia”, como sacrificar um filho para salvar um grupo de pessoas. Que mãe permitiria isso?

Para tentar inferir o peso da emoção em julgamentos morais, os cientistas incluíram entre os voluntários seis pessoas que haviam sofrido lesões numa área específica do cérebro, o córtex frontal ventromedial. Entre as diversas funções dessa estrutura está a integração de sentimentos à consciência.

O resultado do experimento foi que os portadores da lesão tiveram tendência a pensar de maneira mais “utilitária”. Eles escolhiam, da maneira mais fria, a decisão que prejudicasse um número menor de pessoas.

“Em alguns casos –dilemas de grande conflito moral– a emoção parece ter papel significativo nos julgamentos”, explicou à Folha Michael Koenigs, colaborador de Hauser e Damásio. “Como os pacientes com a lesão que estudamos presumivelmente carecem de emoções sociais/morais apropriadas, seus julgamentos são mais baseados em considerações utilitárias do que em fatores emocionais.”

Uma das questões usadas pelos cientistas envolvia uma situação imaginária na qual famílias vivendo num porão se escondiam de soldados que procuravam civis para matar. Um bebê começa a chorar, e a única maneira de calá-lo para evitar que todos sejam encontrados é tapar a respiração da criança por tempo suficiente para matá-la. O que fazer?
Para os pacientes portadores da lesão estudada, a decisão correta era matar a criança.

Sem empatia

A resposta, de certa forma, era o que os pesquisadores esperavam. “Pacientes com essa lesão exibem menos empatia, compaixão, culpa, vergonha e arrependimento”, disse Koenigs, que foi autor principal do artigo que descreve o experimento hoje no site da revista “Nature”.

Ao contrário do que se podia imaginar, porém, essas características não tornaram essas pessoas “más” ou “cruéis”. Para situações sem dilemas, as respostas dos pacientes lesionados foram bastante semelhantes às dos voluntários sadios.

Na opinião dos cientistas, o estudo é uma forte evidência de que pensar de maneira puramente utilitarista simplesmente vai contra a natureza humana. O córtex frontal ventromedial, afinal, seria um produto da evolução que ajudou a moldar a forma como as pessoas se relacionam.

“Ele parece ser uma “parte emocional” inata do cérebro, e parece ser crítico para certos aspectos da moralidade”, diz Koenigs. O pesquisador afirma, porém, que não é possível separar a influência do ambiente na ética. “A reação da maquinaria emocional com respeito a questões morais é sem dúvida moldada por forças culturais.”
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16155.shtml
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