Quem é você?

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20130910_Quem_é_você
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Quem é você?
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Você já se situou no mundo?
Você pertence ao macrouniverso?
Você pertence ao microuniverso?
Você é parte de uma Inteligência Universal?
Você é eterno?
Você é um passageiro?
Você é oriundo de onde?
Você está a caminho…para onde?
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Consulte este Oráculo. (Click)
Analise a página com atenção. Observe as comparações.
Muito obrigado!
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Desejo que o seu Novo Dia Concedido seja: Feliz!
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Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
Encarnado há 26591 dias. Obrigado Senhor!
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Colaboração:
Luciano de Almeida Peruci

Três Dias Para Ver

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Três Dias Para Ver
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Por Helen Keller
O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?

Helen Keller, cega e surda desde bebê dá a sua resposta neste belo ensaio para aReader’sDigest(Seleções), que é publicada há 70 anos.

Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no principio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silencio lhe ensinaria as alegrias do som.

De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles veem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga, que voltava de um longo passeio pelo bosque, o que ela observara. “Nada de especial”, foi a resposta.

Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tato encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha.

Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro. Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeiro sinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.

Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão?! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.

Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas “janelas da alma”, os olhos. Só consigo “ver” as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos.

Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos. Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?

Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam.

Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias!

O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles. Também fixaria os olhos no rosto de um bebê para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta. Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno “scottieterrier” e o vigoroso dinamarquês.

À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr-do-sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.

No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrada o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida.

Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali, meus olhos veriam a história condensada da Terra – os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal.

Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tato as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira. Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tato. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante.

À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restrita ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso. Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.

Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino.

Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço.

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa.

Da 5aAvenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor.

Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas acho que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.

À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar.

Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão. Nas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual. Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você.

Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que veem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos. Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tato. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contato fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso.
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Seleções (Reader’sDigest)de Junho de 2002. Cortesia de José Pedro Amaral.
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Colaboração:
Luciano de Almeida Peruci
São Paulo-SP

Luciano de Almeida Peruci

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Contato: Leal, e-mail: sinapseslinks@gmail.com
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Luciano de Almeida Peruci
São Paulo-SP
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Caros colegas e amigos,

Dentro de poucas horas estarei viajando para a casa dos meus pais no interior e, por isso, já desejo para vocês o melhor Natal possível!

Não tive muito tempo, mas procurei fazer algo para oferecer a vocês.

Com algumas ferramentas muito toscas, inventei de criar uma pequena animação e acabo de publicá-la no YouTube.

Vídeo: http://youtu.be/PLk2OtFGWcY

Abraços e beijos.
Luciano.

PS. Eu escrevi que faltou tempo e que as ferramentas eram toscas, mas são desculpas: O que falta é habilidade, mesmo!
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Noite Feliz!

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Noite Feliz!

Conheça a história da tradicional canção de Natal “Noite Feliz”

Por Katinka Mezei OBERNDORF, Áustria.

Em 24 de dezembro, milhares de turistas irão mais uma vez para Oberndorf, perto de Salzburgo (região central da Áustria), onde há 185 anos foi composta “Noite Feliz”, que talvez seja a canção natalina mais conhecida do mundo.

“Stille Nacht, Heilige Nacht” em alemão, “Noite Feliz” em português, “Silent Night” em inglês, “Douce nuit” em francês: hoje traduzida para 330 idiomas, a canção de Natal austríaca foi criada por acaso, quando quebrou o órgão da igreja do povoado de seis mil habitantes.

Em 1818, dois dias antes do Natal, o antigo órgão da igreja de São Nicolau, a paróquia do padre Joseph Mohr, parou de tocar. Para não decepcionar os fiéis, o sacerdote pediu ao amigo Franz Xaver Gruber, maestro e organista do vizinho povoado de Arnsdorf para compor uma melodia para um texto de Natal que ele havia escrito dois anos antes.

Na Missa do Galo de 24 de dezembro, o padre Joseph Mohr, com sua bela voz de tenor e que tocava violão, e Gruber, com sua bela voz de baixo, interpretaram pela primeira vez, em alemão, a canção “Noite Feliz”.

O fato era totalmente incomum na época, quando os textos religiosos ainda eram escritos em latim. Mas Mohr achava que uma letra simples e fácil de entender era o mais adequado para seus fiéis, na grande maioria barqueiros e camponeses.

Em 1831, um coral que se dedicava a cantar cantos populares tiroleses incorporou a canção natalina do padre Mohr a seu repertório durante uma viagem pela Rússia. Dali, a canção viajou para Nova York, onde foi interpretada por um coral tirolês em 1839, mas onde seus autores e sua origem permaneceram desconhecidos.

Trinta e seis anos depois, a corte prussiana, que procurava a partitura original da canção, consultou o pároco de São Pedro de Salzburgo que, para surpresa geral, disse que Mohr e Gruber, mortos no anonimato em 1848 e 1863, respectivamente, eram os autores daquela canção que tinha sido atribuída ao compositor austríaco Michael Haydn.

Hoje, Oberndorf vela para que os dois homens não sejam esquecidos. Em 1937 foi construída uma capela no mesmo local onde, no século anterior, ficava a paróquia de São Nicolau, que foi destruída em 1913 por uma inundação. A ela foi dado o nome de “Noite Feliz” e em seus vitrais aparecem os retratos de Mohr e Gruber.

A capela é hoje uma atração turística que recebe 150 mil visitantes por ano.

O prefeito da cidade, Andreas Kinzl, estima que os turistas vêm visitá-la “porque ‘Noite Feliz’ é efetivamente uma mensagem de paz”, que os faz sentir melhores. As canções natalinas são executadas na cidade durante todo o mês de dezembro, onde no museu “Noite Feliz”, localizado em frente à capela podem ser vistas a partitura e a letra originais da canção e documentos que explicam a sua história.
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Colaboração:
Luciano de Almeida Peruci
São Paulo-SP
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Acervo do Leal:
C:\#1_Leal\1_WPD\2007\20071111WPD_Noite_Feliz
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SIMPÓSIO – DIGNIDADE DA VIDA

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SIMPÓSIO – DIGNIDADE DA VIDA

28 de setembro (segunda-feira)

CONFERÊNCIA DE ABERTURA – 9 HORAS

BIOÉTICA E INÍCIO DA VIDA
Presidente de Mesa
DR. RUI GERALDO CAMARGO VIANA
Advogado e Presidente da Comissão de Bioética, Biodireito e Biotecnologia.

Expositor
Pe. CHRISTIAN DE PAUL DE BARCHIFONTAINE
Reitor do Centro Universitário São Camilo; Vice-Superintendente da União Social Camiliana e do Círculo Social São Camilo do Ipiranga; Deputado do Parlamento Mundial para Segurança e Paz e Professor de Bioética.

Debatedores
DR. ALFREDO DOMINGUES BARBOSA MIGLIORE
Advogado; Mestre e Doutorando em Direito Civil pela Faculdade de Direito da USP e Membro da Comissão de Bioética, Biodireito e Biotécnologia.

DRA. MARIA BEATRIZ DE SOUZA LIMA RIZZI
Nutricionista; Mestre em Ciência dos Alimentos pela USP e Professora no Curso Técnico de Nutrição Dietética do Centro Paula Souza.

ABORTO DO FETO ANENCÉFALO – 11 HORAS

REFLEXÕES ÉTICAS E TRATAMENTO JURÍDICO
Presidente de Mesa
DR. JORGE SHIGUEMITSU FUJITA
Advogado; Doutor em Direito Civil pela USP e Professor Titular de Direito Civil dos Cursos de Graduação e Pós–graduação do Centro Universitário do FMU.

Expositor
DR. INGO WOLFGANG SARLET
Juiz de Direito no Rio Grande do Sul; Doutor e Pós–Doutor em Direito – Munique; Professor Titular da Faculdade de Direito e dos Programas de Mestrado e Doutorado em Direito e em Ciências Criminais da PUC RS e Professor da Escola de Magistratura.

Debatedor
DR. LUCIANO CUSTÓDIO TEIXEIRA
Advogado e Mestre em Direito Difusos e Coletivos pela PUC SP.

19 HORAS

EXPERIMENTAÇÃO EM EMBRIÕES: EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA E RESPEITO À VIDA
Presidente de Mesa
DRA. ANA ELIZABETH L. WANDERLEY CAVALCANTI
Advogada; Mestre e Doutora em Direito Civil pela PUC SP; Professora de Direito Civil e Biodireito nos Cursos de Graduação e Pós–Graduação nas FMU.

Expositores
DESEMBARGADOR JOSÉ RENATO NALINI
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e Presidente da Academia Paulista de Letras.

DESEMBARGADOR ERICKSON GAVAZZA MARQUES.
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e Professor na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

DRA. LILIAN PIÑERO EÇA
Biomédica, PHD em Biologia Molecular e Presidente do Instituto de Pesquisas de Células Tronco.

Debatedoras
DRA. ANA CLÁUDIA SILVA SCALQUETTE
Advogada; Doutora em Direito Civil pela USP; Mestre em Direito Político e Econômico; Professora de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Membro da Comissão de Bioética, Biodireito e Biotecnologia da OAB SP.

DRA. RENATA DA ROCHA
Advogada; Doutoranda e Mestre em Filosofia do Direito e do Estado pela PUC SP; Pesquisadora do Programa Instituto Milênio do CNPQ e Professora do Curso de Especialização da PUC SP.

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29 de setembro – 9 HORAS

TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS E TECIDOS: ENTRAVES À EFETIVAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
Presidente de Mesa
DR. FLÁVIO JOSÉ DANTAS DE OLIVEIRA
Médico e Advogado; Especialista em Direito Difusos e Coletivos; Mestre em Administração de Empresas; Doutor e Pós- Doutor em Medicina e Livre-Docente em Clínica Homeopática

Expositora DRA. DAISY GOGLIANO
Advogada; Professora Doutora da Faculdade de Direito USP e Professora do Curso de Especialização do CEPEDISA – Lato Sensu.

DR. JOSÉ OSMAR PESTANA MEDINA
Médico; Doutor Livre-Docente e Professor Titular de Nefrologia da Universidade Federal de São Paulo.

Debatedores
DR. ANTÔNIO ELIAN LAWAND JÚNIOR
Advogado e Mestre em Direito Ambiental pela Universidade Católica de Santos.

DR. ANTÔNIO ABEL PAUPERIO
Advogado e Médico; Mestrando na Sociedade da Informação nas FMU; Coordenador do Curso Direito e Médico das FMU e Palestrante de Direito Médico e Biodireito.

19 HORAS

IDENTIDADE SEXUAL: VISÃO MÉDICA E JURÍDICA
Presidente de Mesa
DRA. CLARISSA FERREIRA MACEDO D’ISEP
Advogada; Doutora em Direito pela Université de Limonges – França e PUC SP.

Expositores
DESEMBARGADOR HENRIQUE NELSON CALANDRA
Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e Presidente da Associação Paulista de Magistrados.

DR. CLAUDIO COHEN
Professor Associado da FMUSP em Bioética e Bioética Clínica e Presidente da Comissão de Bioética do Hospital das Clínicas da FMUSP. Debatedores

DR. RICARDO ALGARVE GREGORIO
Advogado; Mestre em Direito Civil pela FADUSP e Professor Titular de Direito Civil nas FMU.

DRA. ADRIANA CALDAS DO REGO FREITAS DABUS MALUF
Advogada; Nutricionista; Mestre e Doutoranda em Direito Civil pela USP.

30 de setembro (quarta-feira) – 9 HORAS

DIGNIDADE AO FINAL DA VIDA: DIREITO À ESCOLHA?
Presidente de Mesa
DR. PAULO CÁSSIO NICOLELLIS
Advogado; Especialista em Direito Processual Civil e Mestre em Direito Civil pela PUC SP e Vice-Presidente da Comissão de Bioética, Biodireito e Biotecnologia da OAB SP.

Expositores
Pe. LEO PESSINI
Mestre e Doutor em Teologia Moral /Bioética pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção em São Paulo e Vice-Reitor do Centro Universitário São Camilo em São Paulo e em Cachoeira do Itapemirim no Espírito Santo.

DR. REINALDO AYER DE OLIVEIRA
Docente em Bioética da Faculdade de Medicina da USP e Coordenador da Câmara Técnica de Bioética do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo.

RABINO RUBEN STERNSCHEIN
Rabino Integrante do Rabinato da Congregação Israelita Paulista; Bacharel em Educação e Mestre em Filosofia Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém.

Debatedores
DRA. CÍNTIA ROSA PEREIRA DE LIMA
Advogada; Doutora em Direito Civil pela USP; com bolsa CAPES ( Doutorado sanduíche) na Universidade Ottawa – Canadá e Secretária da Comissão de Bioética, Biodireito e Biotecnologia da OAB SP.

DR. GILBERTO BERGSTEIN
Advogado; Especialista em Responsabilidade Civil pela GVlaw; Doutorando em Direito Civil pela USP e Membro da Comissão de Bioética, Biodireito e Biotecnologia da OAB SP.

No encerramento haverá o lançamento da Obra Coletiva “Dignidade da Vida “– LTR Editora Homenagem ao Professor Rui Geraldo Camargo Viana

Inscrições / Informações
Mediante a doação de uma lata ou pacotes de leite integral
em pó – 400g, para cada dia, no ato da inscrição.
Praça da Sé, 385 – Térreo – Atendimento ou pelo site: http://www.oabsp.org.br

Promoção
Comissão de Bioética, Biodireito e Biotecnologia da OAB SP.

Apoio
Departamento de Cultura e Eventos da OAB SP
Dr. Umberto Luiz Borges D’Urso

***Serão conferidos certificados de participação — retirar em até 90 dias***
*** Vagas limitadas ***

Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso
Presidente da OAB SP
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Data / Horário: 28, 29 e 30 de setembro
Local: Auditório XI de Agosto da Faculdade de Direito – USP
Largo São Francisco, 95 – Centro
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Colaboração:
Luciano de Almeida Peruci
São Paulo-SP
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Silêncio

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A música: sons e tempos (silêncios)

A partitura, música “traduzida” para o papel, mostra as notas musicais, clave e pentagrama. Não consigo decifrá-la de forma alguma… Uma frustração que já deixei de lado, quase esquecida, pois o único objeto que mais se aproxima de um instrumento musical e que considero saber usar é o apito.

É muito provavel que não me veja envolvido com esse aprendizado nesta vida.

Mas como eu ia escrevendo, na partitura, há os tempos na execução da música. Esses tempos, espaços ou – por que não? – “silêncios”. Já ouvi algumas composições onde os intérpretes (maestros) conduzem os músicos e o resultado da composição teriam, se não estou enganado neste respeito – tempos discretamente diferentes.

Não respeitar otempo dentro da própria composição, entretanto, possibilitaria tornar a música harmoniosa em puro ruído. Porque a música que se padronizou com o tempo, é matematizada; De modo que uns dizem que músicaé matemática e vice-e-versa.

Há toda uma sorte de informações naqueles símbolos que, obviamente, uma vez entendida, se transformará no som previsto quando executado por instrumentos musicais.

Mas os tempos entre as notas são tão importantes no conjunto da obra? Se forem, como entendê-los?

A harmonia e melodia dão o ritmo da música. Antes de continuar, o termo TEMPO em música, não é o mesmo do uso “comum” que faço aqui. O “tempo” que me refiro e referirei sem que eu informe o contrário, é aquele entre uma nota e outra; Justamente o espaço de tempo entre a produção de um som e o próximo. Uma sucessão, ou seja, a sequência de sons é, enfim a Melodia, enquanto que a Harmonia são os sons tocados juntos.

Em música, este sentido comum de tempo é o intervalo considerado entre as Marcações.

Uma vez firmadas as diferenças, o que torna possível distinguir uma composição de um ruído é esse pequeno espaço, essa pequena duração de “vida” do som entre a marcação e outra (na partitura, marcações são as linhas verticais). É alí que o estímulo meramente mecânico, deixa de sê-lo e gera ou “se converte” em som.

É fácil imaginar isto, por exemplo, quando o músico desliza o arco sobre o violino, violoncelo; Os dedos acionam as teclas do piano, cravo, e também das teclas de metal do oboé, tuba associando a expiração pulmonar).

Ouvir, é necessariamente identificar um som em determinada duração (tempo). Como sugestão, e para evitar confusão, deixo de lado as definições de mono e polifonia, mas aos interessados, vale a pela buscar esses temas na Internet, saber que compositor introduziu e revolucionou a música tratando corretamente a polifonia.

Vai acontecendo, assim, uma sequência de fatores – antes “frios”, isolados – que corroboram para o aparecimento, para o nascimento da obra musical. “Sequência” da idéia de “aquilo que se segue – no tempo – mais de uma vez, ou repetidas vezes”.

Sem tempo, não há vida.

Os pitagóricos, seguidores de, ou influenciados pelo filósofo Pitágoras (571-0 a.C. até 532-1 a.C. – século VI a.C, portanto) deviam entender a importância do silêncio. Seu mestre teria-lhes ensinado que tudo no Universo é número, tudo é música, fazendo clara referência a matemática e a música e, mais que isso, que ambas são expressões da mesma coisa.

“Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, então cala-te”.

Com autoria atribuída a Pitágoras, antes de indicar uma manifestação colérica, um sermão, lembremos que silenciar trata-se de dar oportunidade à vida. Era o ensinamento mais amoroso a se oferecer, embora pareça o contrário.

De fato, a crença do mestre era tal a este respeito que acredita-se que Pitágoras impunha aos candidatos de sua “escola”, 5 anos de silêncio para que eles o entendesse (A Lei iniciática do silêncio).

Filosoficamente, a palavra (conhecimento, ensinamento, discurso) só existe porque identificamo-la separando-a da próxima. Eu poderia escrever tudo juntoou separando aspala vra sem pontosdiversos e voce teriadi ficulda dede compreendê-las. Claro que a extensão intelectual proposta vai além disso: Ouvir uma palavra (novamente entenda como discurso, narrativa, ensinamento, acontecimentos) sem respeitar o tempo de seu nascimento, é criar “ruído”.

Ouvir é respeitar o silêncio necessário para que a vida aconteça, é assimilar, o que foi imputado. É deixar “reverberar” como autofalantes em uma caixa acústica, é refletir, articular… É permitir que o que foi germinado, rebente.

Dentre várias possibilidades que o tema oferece, a Pitágoras poderia-se atribuir a comunhão dos diferentes (silêncio e som); Uma regra de convivialidade (o diálodo = DI, de “dois”, ou seja, plural) sugere 1. ouvir, entender a idéia do outro e 2. depois falar; Um aspecto político (julgue – deixe reverberar – segundo seus valores o que se apresenta).

Claro, entretanto é o aspecto do desenvolvimento do Homem, sua busca pela verdade (distinção/ oposição à mentira, ao falso), pela precisão de seus conhecimentos a partir dos fatos do Mundo.

Sem risco de desafinar, é conhecer a verdade… É conhecer Deus, pois tudo no Universo é Música.

Luciano de Almeida Peruci
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Oi Luciano!
Você é um colaborador frequente.
Estou te agradecendo a presença.
Seus temas são sempre lindos e educativos.
Receba meu abraço fraterno.
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
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