A Beleza do Sorriso

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A Beleza do Sorriso
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Neurociência
Suzana Herculano-Houzel

A felicidade começa no cérebro. Faça algo bem feito, receba um agrado ou um carinho ou ache graça em uma piada, e seu sistema de recompensa se encarrega de fazer com que as regiões do cérebro que cuidam de movimentos automáticos -aqueles que fazemos sem precisar pensar- estampem um belo sorriso em seu rosto.

Se ele é genuíno, essas regiões do cérebro tratam de elevar os cantos da boca, relaxar as sobrancelhas e, o mais importante, apertar levemente as pálpebras. É acionado também o córtex órbito-frontal (OFC), parte do cérebro que registra quando algo de bom acontece -como a causa do sorriso.

O sorriso forçado, aquele que damos tantas vezes para a câmera, é diferente. Ele parte de regiões do cérebro que comandam movimentos voluntários e não causa ativação do OFC. Não diz, portanto, ao resto do cérebro que algo de particularmente bom aconteceu. Ou seja: você pode até sorrir por fora, mas seu cérebro sabe que você não está sorrindo por dentro.

O incrível é que estampar um sorriso no rosto pode bastar para que comecemos a nos sentir bem. O truque funciona mesmo se você instruir um ator a montar um sorriso, músculo a músculo.

Quanto mais os atores aprendem a dominar o músculo que circunda as pálpebras, adotando uma expressão de felicidade genuína, mais seus corpos começam a se preparar para a felicidade, proporcionando-lhes um bem-estar que eles não sabem explicar. A neurociência, contudo, explica: um trabalho recente mostrou que o sorriso genuíno já basta para ativar o córtex da ínsula, região do cérebro que nos dá sensações subjetivas como a do bem-estar.

Ver alguém sorrir também funciona. Um sorriso no rosto de quem fala com você aciona as mesmas áreas do cérebro responsáveis pelo seu próprio sorriso, inclusive a ínsula e o OFC. É como se ver alguém sorrindo bastasse para você se sentir sorrindo por dentro também. Uma vez que seu cérebro repete por dentro o sorriso que ele vê por fora, o bem-estar do outro é contagiante. Felicidade gera felicidade: ela passa de um cérebro para o próximo por meio do sorriso.

E, se tudo isso ainda não bastar para você começar a sorrir agora mesmo, eis uma razão a mais: o OFC, que é acionado automaticamente quando vemos uma pessoa bonita (feia não serve!), fica ainda mais ativo quando essa pessoa sorri.

O sorriso é, portanto, o tratamento de beleza mais rápido, barato e democrático que a natureza -e a neurociência- já inventou…

[…] Estampar um sorriso no rosto pode bastar para que comecemos a nos sentir bem

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1708200609.htm

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SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, é professora da UFRJ e autora de “Sexo, Drogas, Rock’n’Roll & Chocolate” (ed. Vieira & Lent) e de “O Cérebro em Transformação” (ed. Objetiva)

Internet em junho 2013

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Internet em junho 2013
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‘Amadores’ renovam produção de notícias
Empresas checam fotos e vídeos da web

A imensidão de conteúdo produzida por cidadãos comuns na web, como fotos, vídeos e textos em redes sociais, está criando oportunidades na área de mídia.

Nos últimos anos, start-ups (empresas iniciantes) e veículos tradicionais lançaram serviços com o objetivo de ajudar a vasculhar, verificar e direcionar para jornalistas profissionais o material produzido por “amadores”.

A agência Storyful, fundada em 2010 na Irlanda, é uma das pioneiras. A empresa reúne, verifica e obtém licenças de uso de vídeos na internet. É possível acessar o material por meio de uma assinatura.

“Usamos tecnologia para monitorar as conversas mais importantes e nossos jornalistas fazem a tradicional checagem”, disse Claire Wardle, diretora do Storyful, em entrevista ao portal da Rede de Jornalistas Internacionais.

Segundo ela, a cada minuto são publicadas 72 horas de vídeos no YouTube, 100 mil tuítes e 700 mil comentários no Facebook.

A francesa Citizenside faz a intermediação entre empresas de mídia e produtores de conteúdo, reunindo material de 70 mil colaboradores. Em abril, o jornal “The Guardian” lançou um site para que usuários de dispositivos móveis compartilhem vídeos com conteúdo noticioso.
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Fonte: http://migre.me/f4Epi
JFSP 18JUN2013B6

Tecnologia de Imagem Cerebral

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Tecnologia de Imagem Cerebral
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Amigos, Salve!
Vale a pena conferir o artigo na Folha de São Paulo.
Já antevejo minhas SINAPSES ganhando cores!!!
=== Mapa do Cérebro ===
Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida

Pandemia Cibernética

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Pandemia Cibernética
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Ataques por malware são as novas armas de destruição em massa, mais precisas e mais potentes que bombas

Já se FOI o tempo em que ter um computador infectado por vírus era pouco mais do que um incômodo. E que um bom antivírus resolvia o problema. A computação em nuvem e a internet das coisas tornaram os ataques cibernéticos muito mais graves do que uma eventual perda de documentos. Não está distante o cenário em que automóveis, geladeiras ou termostatos infectados possam colocar a vida de seus usuários em risco.

As pragas digitais são tantas e tão diversificadas que hoje configuram uma categoria de software: o malware, do inglês “malicious software”. São ameaças como bots (que controlam computadores remotamente, criando redes de ataque ou distribuição), spyware (que monitoram as atividades de um sistema e enviam as informações coletadas), backdoors (que deixam a máquina desprotegida para a volta do invasor) e outros tantos, agindo isoladamente ou em conjunto e deixando a internet mais perigosa. Basta um ataque a uma rede como o Twitter para transformar os computadores de seus usuários em zumbis que disparam spam.

Malware é negócio de gente grande, que paga bem e demanda talento, normalmente financiado por indústria bélica, redes de crime organizado, tráfico de drogas ou espionagem, que colocam anúncios em fóruns buscando profissionais para “ações ofensivas no ciberespaço”. Essas ações envolvem ataques para destruir, camuflar, confundir e desconfigurar torres de controle e centros de distribuição, causando danos maiores e mais precisos do que bombas.

Um bom exemplo dessas ações foi o Stuxnet, que se espalhou pelo mundo infectando mais de 100 mil máquinas até se infiltrar em sistemas de supervisão e controle das centrífugas de usinas nucleares iranianas, danificando-as enquanto mostravam na tela de seus operadores que tudo estava bem.

Identificado em 2010, esse ataque teleguiado foi exposto na rede, inspirando ações criminosas ainda mais potentes. Uma delas é o Duqu, feito para sabotagem e espionagem, identificado em sistemas industriais no mundo todo. No ano passado foi descoberto o Flame, que funciona como um controle remoto configurável. Ele tem cerca de 20 vezes mais linhas de código que o Stuxnet e uma arquitetura modular, que permite a seus operadores desenvolver partes complementares para ataques específicos.

Boa parte do sucesso de ataques como esses vem da exploração de vulnerabilidades encontradas em sistemas operacionais, chamadas de “zero-days”. Por serem fraquezas desconhecidas, essas falhas permitem ao malware passar livremente pelos antivírus e, depois de ativo por alguns dias, destruir-se sem deixar vestígios. Negociadas abertamente, tais rachaduras digitais alcançam valores de centenas de milhares de dólares, o que estimula os profissionais qualificados a pesquisá-las.

Cibercrime é um braço em expansão do crime organizado e precisa ser combatido para garantir a qualidade de vida on-line. Desenvolver malware custa caro, precisa valer o investimento. Sistemas de defesa podem tornar esse tipo de ação mais lenta e dispendiosa, bloquear serviços de redirecionamento de links e processar bancos que aceitem depósitos de origem desconhecida. Por mais complexo que seja o ciberespaço, talento e dinheiro são uma combinação rara, e não é difícil identificá-la entre os principais suspeitos.

folha@luli.com.br
MARION STRECKER
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Fonte: http://migre.me/dpyKc

Acervo da Folha de São Paulo

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Acervo da Folha de São Paulo

Amigos da Folha, Parabéns!
Noventa anos de existência tem um significado muito especial.
Viva aos empreendedores!
Viva o Brasil, pelos benefícios auferidos!
Viva a democracia!
Por favor, continuem!!!
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Consulte o acervo da Folha. Click aqui.
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Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
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Meditação

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Meditação muda estrutura do cérebro, diz estudo

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO
30/01/2011

De olhos fechados, em silêncio e, de preferência, sentados, os praticantes da meditação de atenção plena devem se concentrar em apenas uma coisa: a respiração.

A técnica é antiga, da tradição budista, mas começou a ser mais difundida depois de ter sido usada em um curso não religioso de redução de estresse, criado em 1979 por Jon Kabat-Zinn, professor da Escola Médica da Universidade de Massachussets.

Os benefícios da técnica, conhecida também como “mindfulness”, já foram relatados em vários estudos.

A lista vai da melhora de sintomas de esclerose múltipla (como diz estudo publicado na “Neurology”) à prevenção de novos episódios de depressão (demonstrada em artigo na “Archives of General Psychiatry”).

Mas, agora, um estudo mostra, pela primeira vez, os efeitos provocados por essa meditação no cérebro.

A pesquisa, publicada hoje na “Psychiatry Research: Neuroimaging”, foi feita pela Harvard Medical School, nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem da Alemanha e a Universidade de Massachussets.

E o mais importante: as mudanças ocorreram em apenas oito semanas de meditação em praticantes adultos iniciantes.

As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo-controle que não fez as aulas.

Outros estudos já haviam sugerido que a meditação causa mudanças no cérebro. Mas eles não excluíam a possibilidade de haver diferenças preexistentes entre os grupos de meditadores experientes e não meditadores.

Ou seja, não era possível afirmar se os efeitos eram causados pela prática.

MENOS ESTRESSE

Todos os 16 participantes da pesquisa, com idades de 25 a 55 anos, deveriam obedecer a um critério: não ter feito nenhuma aula de meditação “mindfulness” nos últimos seis meses ou mais de dez aulas em toda a vida.

Eles frequentaram oito encontros semanais, com duração de duas horas e meia.

Também foram instruídos a fazer 45 minutos de exercícios diários e a praticar os ensinamentos da meditação em atividades do dia a dia, como andar, comer e tomar banho.

Para avaliar as mudanças, todos os participantes e o grupo-controle fizeram ressonâncias magnéticas antes e depois do período de aulas.

Os exames iniciais não indicaram diferenças entre grupos, mas as ressonâncias feitas após o curso mostraram um aumento na concentração de massa cinzenta no hipocampo esquerdo naqueles que haviam meditado.

Análises do cérebro todo revelaram mais quatro aumentos de massa cinzenta: no córtex cingulado posterior, na junção temporo-parietal e mais dois no cerebelo.

BENEFÍCIOS

Britta Hölzel, pesquisadora da Harvard Medical School e uma das autoras do estudo, disse à Folha que isso pode significar uma melhora em regiões envolvidas com aprendizagem, memória, emoções e estresse.

O aumento da massa cinzenta no hipocampo é benéfico porque ali há uma maior concentração de neurônios, afirma Sonia Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.

“Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar.”

Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado.

No ano passado, um estudo dos mesmos pesquisadores já mostrava redução da massa cinzenta na amígdala cerebral, uma região relacionada à ansiedade e ao estresse, em pessoas que fizeram meditação por oito semanas.

Mas qualquer um que começar a meditar amanhã terá esses mesmos efeitos benéficos em algumas semanas?

“Provavelmente sim”, diz a neurologista Sonia Brucki.

Ela ressalta, no entanto, que a idade média dos participantes da pesquisa é baixa e, por isso, não dá para afirmar com certeza que isso acontecerá com pessoas de todas as idades.

Agora, a pesquisadora Britta Hölzel quer entender como essas mudanças no cérebro estão relacionadas diretamente à melhora da vidas das pessoas.

“Essa é uma área nova, e pouco se sabe sobre o cérebro e os mecanismos psicológicos relacionados a ele. Mas os resultados até agora são animadores.”
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Fonte:
http://migre.me/3MtNs
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A WEB em 2010

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A WEB em 2010

E-mails
107 trilhões de e-mails enviados.
89,1% eram os indesejados spams.
A média de mensagens enviadas foi de 294 bilhões/dia.
São 1,88 bilhão de usuários de e-mail em todo o mundo.
Só em 2010, 480 milhões entraram para este grupo.

Sites
Durante o ano, foram criados 21,4 milhões de sites.
Eram 255 milhões de sites em dezembro de 2010.

Blogs
O número de novos blogs no ano foi de 152 milhões.

Twitter
os tuiteiros enviaram 25 bilhões de mensagens de até 140 caracteres.
O serviço de microblog recebeu 100 milhões de novas contas durante o ano.

YouTube
Foram 2 bilhões de vídeos vistos por dia no site.
A cada minuto, foram publicadas 35 horas de vídeo.

Flickr
Até setembro, 5 bilhões de fotos foram postadas no site.
Foram publicadas mais de 3.000 fotos por minuto.

Facebook
A rede chegou a 600 milhões de usuários no final de 2010.
Destes, quase metade entrou ao longo do ano.
30 milhões de diferentes tipos de conteúdo (links, notas, imagens, vídeos, etc.)
20 milhões de aplicativos instalados por dia.
Mais de 2 bilhões de vídeos assistidos por mês na rede.
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Fonte:
JFSP19JAN2010F8
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Premonição

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Premonição

Estudo sobre premonição causa polêmica

Nos EUA, cientistas estão furiosos com ex-professor de Harvard que publicou trabalho defendendo fenômeno

Estudo envolveu 1.100 voluntários tentando adivinhar o futuro e foi aceito em uma revista científica de prestígio

HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA

A figura é insuspeita: Daryl J. Bem é professor emérito de psicologia social da prestigiosa Universidade Cornell, em Nova York. Também já lecionou em Harvard e Stanford, entre outras instituições de elite dos EUA.

Ele, entretanto, escreveu um artigo no qual afirma ter demonstrado a existência da percepção extrassensorial (PES), isto é, da capacidade de pressentir o futuro.

Bem relata nove experimentos nos quais colocou um total de 1.100 universitários para adivinhar o futuro.

Eles tinham de realizar tarefas como predizer se uma fotografia vai aparecer do lado esquerdo ou direito da tela do computador ou descobrir onde está a imagem erótica. Em 8 dessas 9 situações, sustenta o psicólogo, os alunos se saíram um pouco melhor que o autorizado pelo acaso.

Para completar, o “paper” foi aceito para publicação pelo “Journal of Personality and Social Psychology”, um dos mais influentes periódicos dos EUA nessa área.

Como não poderia deixar de ser, a notícia está causando polêmica. O “The New York Times” dedicou uma página especial com nove artigos de opinião sobre a suposta descoberta. As blogosferas cética e parapsicológica também estão agitadas.

Entre os cientistas mais ortodoxos, as opiniões também se dividem entre dois extremos: os que acham graça e os que estão furibundos.

Para os representantes da primeira categoria, é importante preservar a liberdade de acadêmicos seniores de investigar o que quiserem.

Além disso, não há mal na publicação de uma pesquisa assim, pois seus resultados não serão replicados por nenhum laboratório, e ela cairá no esquecimento, a exemplo de várias outras tentativas de dar credibilidade à parapsicologia. Por enquanto, três tentativas de reproduzir os experimentos fracassaram. Há outras em curso.

Cada vez mais presentes no mundo da ciência, os estatísticos têm sua própria linha de crítica. Um grupo liderado por Eric-Jan Wagenmakers, da Universidade de Amsterdã, foi convidado para escrever uma revisão na mesma edição da revista em que sairá o polêmico artigo.

Para os holandeses, o professor emérito errou ao tratar dados colhidos de forma exploratória com um instrumental estatístico concebido para confirmar hipóteses. Ao fazê-lo, ele inadvertidamente superestimou as evidências contrárias à hipótese de que o fenômeno não existe.

Outros, porém, fazem críticas mais severas a Bem e, em especial, ao periódico que decidiu publicar seu artigo.

Para eles, a existência de PES é uma teoria extraordinária e, como tal, só poderia ser publicada num “journal” se fosse sustentada por evidências extraordinárias -o que não seria o caso mesmo se as conclusões de Bem fossem aceitas pacificamente.

Douglas Hofstadter, professor de ciência cognitiva da Universidade de Indiana, coloca o problema de forma veemente na página de debates do “New York Times”.

“Se algo disso [a PES] fosse verdade, então todas as bases da ciência contemporânea ruiriam, e nós teríamos de repensar a natureza do universo. Por essa razão, publicar um artigo como esse é um ato muito grave.”

Pelo menos no que diz respeito à natureza do universo, Hofstadter tem razão. Se a PES é uma realidade, então o futuro afeta o presente (retrocausalidade), o que torna urgente modificar todos os livros de física, segundo os quais o tempo é linear.

O professor Bem, é claro, discorda e, a exemplo de homeopatas e novos gurus, recorre à mecânica quântica para explicar seus achados.
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1301201101.htm
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Entre o espiritual e o material

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Entre o Espiritual e o Material

O material sem o espiritual é cego, e o espiritual sem o material é fantasia. Nossa humanidade está na interseção

EXISTIMOS NESSA FRONTEIRA, não muito bem delineada, entre o material e o espiritual. Somos criaturas feitas de matéria, mas temos algo mais. Somos átomos animados capazes de autorreflexão, de perguntar quem somos.

Devo dizer, de saída, que espiritual não implica algo sobrenatural e intangível. Uso a palavra para representar algo natural, mesmo intangível, pelo menos por enquanto.

Pois, se olharmos para o cérebro como o único local da mente, sabemos que é lá, na dança eletro-hormonal dos incontáveis neurônios, que é gerado o senso do “eu”.

Infelizmente, vivemos meio perdidos na polarização artificial entre a matéria e o espírito e, com frequência, acabamos optando por um dos dois extremos, criando grandes crises sociais que podem terminar em atrocidades.

Vivemos numa época onde o materialismo acentuado -do querer antes de tudo, do eu antes do outro, do agora antes do legado-, está por causar consequências sérias.

Lembro-me das sábias linhas do filósofo Robert Pirsig, no clássico “Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas”: “Nossa racionalidade não está movendo a sociedade para um mundo melhor. Ao contrário, ela a está distanciando disso”.
Ele continua: “Na Renascença, quando a necessidade de comida, de roupas e abrigo eram dominantes, as coisas funcionavam bem.

Mas agora, que massas de pessoas não têm mais essas necessidades, essas estruturas antigas de funcionamento não são adequadas. Nosso modo de comportamento passa a ser visto como de fato é: emocionalmente oco, esteticamente sem sentido e espiritualmente vazio”.

O ponto é claro: atingimos uma espécie de saturação material. Para chegar a isso, sacrificamos o componente espiritual. O material é reptiliano: “Eu quero, eu pego. Se não consigo, eu mato (metaforicamente ou de fato). O que quero é mais importante do que o que você quer”.

Claro, progredimos muito, dando conforto a milhões de pessoas, mas, no frenesi do sucesso, deixamos de lado o que nos torna humanos. Não só nossas necessidades, mas nossa generosidade, nossa capacidade de dividir e construir juntos.

Quando nossa sobrevivência está garantida, recaímos em nosso modo reptiliano de agir -autocentrado- e esquecemos da comunidade.

A diferença entre nossa realidade e a de Pirsig, que escreveu essas linhas acima em 1974, é que um novo tipo de conscientização está surgindo, em que o senso de comunidade está migrando do local ao global.

Isso me deixa otimista.

Em todo o planeta, um número cada vez maior de pessoas entendeu já que os excessos materialistas da nossa geração precisam terminar. Não é apenas porque o materialismo desenfreado é superficial. É porque é letal, tanto para nós quanto para a vida à nossa volta.

Olhamos para nosso planeta de modo que não olhávamos 20 anos atrás. O sucesso do filme “Avatar” não teria sido o mesmo em 1990.

O momento está chegando para um novo tipo de espiritualidade, que nos levará a uma existência mais equilibrada, onde o material e o espiritual mantêm um balanço dinâmico.

O material sem o espiritual é cego, e o espiritual sem o material é fantasia.

Nossa humanidade reside na interseção dos dois.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro “Criação Imperfeita”
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe3110201002.htm
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Empreendedor Individual

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Novo tempo com o Empreendedor Individual

É preciso que toda a sociedade participe dessa verdadeira mobilização nacional pela formalização do empreendedor individual

ONZE MILHÕES de homens e mulheres que trabalham por conta própria no comércio, na indústria e na prestação de serviços começam a ter as suas atividades formalizadas em todo o país graças ao Programa do Empreendedor Individual. Certamente esse será o tema mais discutido na sociedade durante os próximos cinco anos, com potencial para mudar o perfil do empreendedorismo no Brasil.

Em pouco tempo, borracheiros, doceiros, manicures, pipoqueiros, artesãos, caminhoneiros, costureiras, jardineiros, lavadores de carro, verdureiros e vidraceiros -dentre 170 ocupações de empreendedores individuais reconhecidas pelo Simples Nacional- de todas as unidades da Federação poderão formalizar gratuitamente o seu estabelecimento, de forma simples e sem burocracia. Para aderir a esse sistema inédito e inovador, o empreendedor precisa ter faturamento anual de até R$ 36 mil e, no máximo, um empregado.

Com esse programa, temos agora um grande instrumento de inclusão social, de acesso à proteção previdenciária e às políticas públicas. O objetivo do governo é resgatar a cidadania e contribuir para o crescimento desses trabalhadores como empresários.

O Empreendedor Individual é importante para o desenvolvimento nacional, estimula o mercado de trabalho e dá dignidade a milhões de trabalhadores e suas famílias.

Ao reconhecer os empreendedores como produtores de riqueza, permitindo-lhes um tratamento diferenciado, os governos federal, estaduais e municipais estão investindo em cidadania, na autoestima dessas pessoas e no desenvolvimento das economias locais.

Os pequenos empreendedores individuais podem ser legalizados com uma contribuição previdenciária de R$ 51,15 (11% do salário mínimo) e o pagamento simbólico de R$ 1 de ICMS ao Estado -para os que trabalham no comércio ou na indústria- ou de R$ 5 para o município, de ISS -no caso dos prestadores de serviço.

O que o pequeno empreendedor ganha com isso? Quero destacar que, ao formalizar a sua atividade, o trabalhador ganha a proteção da Previdência Social e passa a ter direito a aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e salário maternidade.
No ato da inscrição, sua família já fica protegida com pensão por morte e auxílio-reclusão, benefícios em que não há carência.

Além da cobertura previdenciária, os trabalhadores que aderirem ao Programa do Empreendedor Individual passam a usufruir de todas as vantagens do mundo formal.

Entre elas, é importante citar o acesso a linhas de crédito com juros diferenciados na rede bancária, a participação nas políticas públicas voltadas para o setor e a possibilidade de participar das compras governamentais, envolvendo todos os entes do pacto federativo.

Para ter uma ideia da importância dos empreendedores individuais, as micro e pequenas empresas geraram mais de 450 mil empregos em todo o Brasil somente no primeiro semestre de 2009. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego.

Ainda segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio de 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE), somente os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro têm 4.025.604 pessoas com perfil de empreendedor individual. A maior parte está no Estado de São Paulo, com 2.053.129. Minas Gerais tem 1.021.153, e o Rio de Janeiro, 951.322.

Houve um tempo em que o Estado olhava para os trabalhadores individuais com preconceito, tratando-os como fora da lei, sem importância para a produção nacional. Agora, esses batalhadores do dia a dia têm a atenção dos governos federal, estadual e municipal.

É um olhar diferenciado, em que o Estado expande sua proteção social, por meio da cobertura previdenciária, ao mesmo tempo em que oferece as condições e o estímulo necessários para que se tornem produtores de riquezas e de progresso para o país.

É necessário ressaltar o importante apoio do Sebrae e de diversas instituições em todo o país. Fundamental ainda é o papel das prefeituras que já estão implantando a sala do empreendedor em suas cidades e estimulando ainda mais a formalização de trabalhadores e trabalhadoras.

Mas é preciso que toda a sociedade e as forças políticas do país participem dessa verdadeira mobilização nacional pela formalização do empreendedor individual.

Essa é uma bandeira do Estado brasileiro que merece a atenção e o empenho dos que lutam pela melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e do desenvolvimento do Brasil.

Essa iniciativa é mais uma prova de que o Brasil vive um novo tempo.

JOSÉ PIMENTEL , advogado, deputado federal (PT-CE) licenciado, é ministro da Previdência Social.
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Jornal Folha de São Paulo
08set2009A3
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0809200908.htm
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Internet Kingdom

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Obama terá “ciberczar” para “guerras virtuais”

Novo cibercomando conduzirá operações defensivas e ofensivas contra “computadores inimigos’; nome ainda não foi escolhido.

Casa Branca vê ameaça cibernética como desafio de segurança nacional e estima que ação de hackers tenha custado US$ 8 bi em 2 anos

ANDREA MURTA
DE NOVA YORK

Após dizer que as redes digitais dos EUA são “bens nacionais estratégicos”, o presidente Barack Obama anunciou ontem a criação de um departamento específico na Casa Branca para ação em “guerras virtuais”. O órgão será coordenado por um “ciberczar”, cujo nome ainda não foi selecionado.

O novo cibercomando conduzirá não apenas operações de segurança mas também ofensivas contra “computadores inimigos”. Membros do governo não quiseram detalhar as potenciais operações ofensivas, mas afirmaram ver o ciberespaço como algo comparável a campos de batalha tradicionais.

Obama disse que tecnologias virtuais já são usadas em conflitos reais. “No ano passado, vislumbramos a próxima face da guerra. Enquanto tanques russos entravam na Geórgia, ciberataques prejudicaram sites do governo georgiano; os terroristas que semearam tanta morte e destruição em Mumbai se apoiaram não apenas em armas e granadas, mas também em sistemas GPS e telefones que usavam voz pela internet.”
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Jornal Folha de São Paulo – 30/05/09A14
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Texto completo:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft3005200901.htm
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Pensemos!
1)
Jesus nos ensinou e ensina:
“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
2)
Na prece da irmã de Cáritas diz sobre as “forças do mal que tentam dominar o mundo”.
3)
Todas as experiências nucleares já vividas e a serem vividas pela Humanidade colocaram e colocam em evidência o “VEO”, ou seja:
a Vaidade, o Egoísmo e o Orgulho.
4)
Espíritas:
Proporcionalmente, nós os Espíritas, somos uma pequeníssima parcela da Humanidade. Pequena parcela, mas importante no seu significado Moral.
5)
Apelo:
Você Espírita! Está convidado a criar seu blog ou site ou ambos para dar divulgação da Doutrina Redentora.
Esta Doutrina que promove, amorosamente, a Reforma Íntima.
É necessário e importante ocuparmos o espaço da Mídia Internet com os Magnos Ensinamentos de Jesus o Cristo.
Façamos a nossa parte!
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Fraternalmente,
Eudison de Paula
Leal
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