Solidariedade

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Solidariedade
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Quando aprenderemos?
O Amor é o promotor da nossa Felicidade.
Nos sentimos felizes quando imersos nas vibrações do Amor Fraterno.
Desde há muito Jesus já nos ensinava.
Veja o vídeo. Click aqui. Grato.
Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
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Colaboração:
José Rufino Xavier
São Caetano do Sul-SP

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Gripe Suina

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Gripe suína agrava temor por viagens

Plantão | Publicada em 28/04/2009 às 18h21m
Reuters/Brasil Online

Por Catherine Bremer

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) – Novos casos da gripe suína foram confirmados na terça-feira em diversas partes do mundo, e o espectro de uma pandemia começou a atingir em cheio o setor turístico, especialmente no México, onde 149 pessoas já morreram.

Nos Estados Unidos, o número de casos confirmados subiu para 65, nenhum com gravidade. O Canadá anunciou seis novos casos, e houve confirmações também em Israel e Nova Zelândia.

EUA, Canadá e União Europeia aconselharam seus cidadãos a evitarem viagens não-essenciais ao México, enquanto Cuba suspendeu durante 48 horas os voos de e para esse país. Tóquio aconselhou japoneses que estejam no México a anteciparem seu regresso.

A empresa Carnival Cruises cancelou as escalas de três navios seus no México na terça-feira, e a operadora canadense Transat AT adiou seus voos para o país até 1o de junho. O turismo é a terceira maior fonte de divisas para o México.

Algumas empresas estão adotando por conta própria restrições de viagens de seus funcionários não só para o México, mas também para qualquer outro país que tenha casos confirmados.

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu ao Congresso 1,5 bilhão de dólares para reagir à epidemia, e a Califórnia decretou estado de emergência, o que permite ao governo local mobilizar verbas e funcionários para o combate à doença.

A Organização Mundial da Saúde disse que uma pandemia (epidemia global) ainda não é inevitável, mas que todos os países – especialmente os mais pobres – devem se preparar para o pior. “Eles são atingidos de forma realmente desproporcional”, disse Keiji Fukuda, dirigente da OMS.

Um dos mistérios desse surto é o fato de que todas as mortes ocorreram no México, enquanto fora do país os casos foram mais benignos. Especialistas alertam que essa tendência pode não resistir ao avanço da epidemia.

Caso ocorra uma pandemia, o turismo, o comércio e a indústria devem ser afetados, revertendo os ainda frágeis sinais de recuperação na crise global. A última pandemia de gripe ocorreu em 1968, tendo origem em Hong Kong e matando cerca de 1 milhão de pessoas no mundo.

Espanha e Grã-Bretanha já confirmaram casos da nova gripe suína, e muitos outros países tem casos suspeitos.

O epicentro da crise continua sendo a Cidade do México, onde muitos moradores preferem ficar em casa – mesmo porque escolas, igrejas, cinemas e muitos restaurantes estão fechados.

O vírus não é transmitido pelo consumo da carne de porco e derivados, mas vários países, a começar por China e Rússia, proibiram a importação de carne suína dos EUA. A UE diz que não tem intenção de seguir essa medida.

“Os mercados estão fazendo aquilo que tendem a fazer, se assustar”, disse Howard Wheeldom, estrategista da BGC Partners, de Londres. “Mas, na minha opinião, isso é totalmente desnecessário.”

(Reportagem adicional de Maggie Fox em Washington; Jonathan Lynn e Laura Macinnis em Genebra; Helen Popper, Robin Emmott e Mica Rosenberg na Cidade do México; Jeff Franks em Havana; Tan Ee Lyn em Hong Kong; e Lincoln Feast em Cingapura)
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Fonte:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/04/28/gripe-suina-agrava-temor-por-viagens-755482475.asp
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Construtoras da Paz!

Construindo a paz entre judeus e muçulmanos, um doce de cada vez
25/07/2008
Jon Frosch
Em Paris

Em um momento em que uma brisa de possível mudança começa a soprar no Oriente Médio, tem sentido um grupo de mulheres francesas judias e muçulmanas se reunir para fazer doces e proibir qualquer conversa sobre o conflito israelense-palestino?

Muito, segundo as mulheres, que se chamam de Les Bâtisseuses de Paix, ou “as construtoras da paz”. Seu objetivo não é solucionar um conflito que desafia os melhores cérebros da diplomacia há décadas, mas principalmente “bloquear a transferência do conflito israelense-palestino para a França”.

Até seus adversários dizem que a meta é louvável, embora os meios possam ser inadequados para abordar problemas tão intratáveis.

Mas isso não arrefece o espírito das mulheres. Cerca de 50 delas se reuniram para tomar chá de hortelã recentemente no Les Jardins de la Méditerranée, um restaurante kosher em Créteil, subúrbio de Paris. Depois de beijos e elogios aos penteados, chega a hora dos negócios. “Vamos trabalhar!”, grita uma mulher, enquanto ovos, tâmaras e outros ingredientes doces são distribuídos.

O que parecia um clube de culinária foi criado em 2002 por Annie-Paule Derczansky, uma ex-jornalista que se sentiu perturbada pelo surto de atos anti-semitas na França, o país europeu que tem as maiores populações muçulmana e judia. Ela diz que a hostilidade entre as duas comunidades foi alimentada por “franceses judeus pensando que são israelenses e franceses muçulmanos pensando que são palestinos”.

As Construtoras da Paz enfrentam esse problema atirando a política pela janela, fornecendo um espaço neutro para as mulheres que não querem se envolver nas amargas preocupações que muitas vezes opuseram as duas comunidades. Do seu enfoque para a solidariedade entre judias e muçulmanas nasceu a regra de ouro da associação: não falar sobre Israel e Palestina, ou, como diz a judia Derczansky: “A primeira que mencionar o conflito tem de sair”.

Seis anos depois de sua criação, as Construtoras da Paz contam com centenas de participantes. Elas promovem programas de “intercâmbio cultural” em grandes instituições árabes e judias, oferecem seminários em Paris, participam de conferências em Bruxelas e estão em campanha para colocar uma placa na Grande Mesquita de Paris comemorando os judeus salvos por muçulmanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Importantes franceses judeus e muçulmanos elogiam suas iniciativas. “O que elas fazem é muito corajoso, porque é trabalho prático em campo”, diz Evelyne Berdugo, 60, que é chefe da organização de mulheres judias Coopération Féminine. “Nada de grandes palavras e discursos, mas ação com pessoas comuns que não são muito conhecidas.”

Ghaleb Bencheikh, 47, âncora de um programa de televisão chamado “Islam”, diz que o “carinho e o sentimento maternal” das mulheres fazem delas “os melhores agentes para conter o conflito”.

Mas outros criticam a associação por proibir a discussão do elefante na sala: o conflito. “É bom dar ênfase ao que os dois grupos têm em comum”, disse Jean-Pierre Allali, 69, que escreveu extensamente sobre assuntos judeus. “Infelizmente não é assim que vamos conseguir solucionar os problemas entre israelenses e palestinos ou entre judeus e árabes na França.”

Em algum momento o tema vai ter de aparecer, ele disse, acrescentando: “Há uma certa hipocrisia em não o discutir”.

Allali citou a recente agressão a um adolescente judeu em Paris por uma gangue de jovens principalmente muçulmanos como um exemplo do tipo de obstáculo que as mulheres enfrentam. Mas ele não foi totalmente negativo. “Essa associação em si não pode conseguir muita coisa”, disse. “Mas ao multiplicar esse tipo de iniciativa talvez algo possa ser feito.”

Derczansky, 48, está consciente dos desafios. Ela fica desanimada com comentários depreciativos sobre os muçulmanos que ouve em círculos judeus. Mas essas conversas só confirmam sua crença de que por enquanto a maneira de incentivar a estabilidade muçulmano-judaica na França é se concentrar em coisas simples que as duas comunidades podem compartilhar – como receitas.

A França tem cerca de 5 milhões de muçulmanos e 600 mil judeus, muitos concentrados em Paris e seus subúrbios, onde as tensões têm surgido com maior força. Mas a comida é algo que une essas populações, já que a maioria dos judeus franceses hoje é de sefarditas, com laços familiares com o norte da África.

As Construtoras da Paz permite que mulheres que podem ser sionistas declaradas ou decididamente pró-Palestina arregacem as mangas e unam forças na cozinha, onde as preocupações giram mais em torno de amêndoas e bolinhos do que de geopolítica.

Uma mulher que participa da oficina de doces mensal é Nathalie Obadia, uma judia de origem tunisiana para quem as questões divisórias do Oriente Médio não devem envenenar as relações com suas vizinhas. “O que está acontecendo lá é lá”, diz Obadia, 39. “Aqui estamos na França.”

A união prevaleceu no recente dia de doces assados, com as mulheres aplaudindo sua produção de “yo-yos” (rosquinha do norte da África), “charutos” (espécie de rocambole) e bolos em forma de diamante com mel e pistache.

Quer esse trabalho tenha ou não um impacto sobre a geopolítica, logo vai adquirir uma dimensão internacional. Em outubro, a Construtoras da Paz viajará para Nova York para se encontrar com mulheres americanas judias e muçulmanas.

Na Europa há outras iniciativas para tentar reforçar os laços judeus-muçulmanos evitando a política em favor da cultura. Um grupo britânico, o Alif-Aleph U.K., encoraja os contatos inter-religiosos através de projeções de filmes, apresentações musicais e eventos sociais. Na Holanda, o projeto MAJO Soccer organiza partidas de futebol entre jovens judeus e muçulmanos, seguidos de refeições kosher e halal.

Mas os grupos especificamente para mulheres judias e muçulmanas são raros.

A Bâtisseuses de Paix foi inspirada por uma viagem como repórter que Derczansky fez ao Oriente Médio em 2002, durante a segunda intifada, quando ela descobriu que embora a comunicação política estivesse desgastada os grupos culturais de mulheres israelense-palestinos perduravam.

Ela voltou à França convencida de que um modelo de harmonia judaico-muçulmana poderia ser transmitido pelas mulheres. “A palavra das mães é muito importante nas famílias judias e muçulmanas”, notou Derczansky.

Djamila Saadi, 45, uma muçulmana da Argélia que participou da oficina de doces, compreende essa mensagem. “Isto é para nossos filhos”, ela diz, com as mãos cobertas de farinha, enquanto mulheres judias trabalham ao seu lado. “É para mais tarde.”

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/herald/2008/07/25/ult2680u709.jhtm
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Paz!
Paz em todos os Corações!
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