Trilhos

20150525_Trilhos
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Palavras-Chaves:
(Keywords)

Allan Kardec, Alma, Ansiedade, Arte, Atômico, Átomo, Auto Ajuda, Autonomia, Autorrealização, Avatar, Célula Biológica, Célula Humana, Cérebro, Chico Xavier, Ciência, Competência, CorelDraw, Cosmo, Depressão, Dever, Dinheiro, Discernimento, DNA, Dor Humana, Edgard Armond, Encéfalo, Entendimento, Espiritismo, Espiritualidade, Ética, Espírito, Espírito Matéria, Ética, Eudison, Família, Filosofia, Física, Francisco Cândido Xavier, Genealogia, Holismo, Holístico, Honestidade, Inteligência, Inteligência Artificial, Inteligência Humana, Jan Val Ellam, Janelas da Alma, Jesus, Jesus o Cristo, José Grosso, Kardec, Leal, Lógica, Maçon, Macro, Medicina Alternativa, Meditação, Médium, Memória, Memória Humana, Metafísica, Miramez, Música Clássica, Neurônio, Palminha, Paranormal, Perispírito, Pineal, Prazer, Prestígio, Poder, Psico, Psicobiofísica, Psicofonia, Psicografia, Psicometria, Ramatis, Salto Quântico, Segurança, Sérgio Felipe de Oliveira, Sinapse, Sinapseslinks, Sinapsesartes, Teosofia, Valores Espirituais, Valores Eternos, Valores Humanos, VBA, Virtude, Visual Basic, WordPerfect, WordPress,
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* Pindamonhangaba-SP – Segunda-feira
* 25/mai/2015
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*** Trilhos
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Bom Dia!
Sejamos Abençoados!
Saúde!
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As “Palavras Chaves” da list acima são verdadeiros trilhos.
É o bom caminho pontilhado…
Nem sempre conseguimos trilhar o caminho “adequado”!!!
Cometemos erros, diariamente, de forma consciente ou não.
Assim…eu te peço, ajude-me a corrigir meus desvios para que o meu trem não sai dos trilhos causando cenários tristes e inconvenientes.
Conto com você.
Eu te agradeço.
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Desejo que o seu Novo Dia Concedido seja: Feliz!
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Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
Encarnado há 27.336 dias.
Eu TE Agradeço Senhor!
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Colabore com a divulgação. Grato.
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*** https://sinapseslinks.wordpress.com/

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Mente-Cérebro

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1º Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro

Agenda
De 24/9/2010 a 26/9/2010
Duração: 3 dias
Agência FAPESP – O 1º Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro será realizado de 24 a 26 de setembro, em São Paulo.

O encontro tem como principal objetivo discutir relações entre mente e cérebro sob as perspectivas científica e filosófica.

“Ciência e mente: análise empírica e filosófica do cartesianismo e do materialismo reducionista” será a palestra proferida por Robert Almeder, professor emérito de filosofia da Universidade do Estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Mario Beauregard, professor da Universidade de Montreal (Canadá), falará sobre “Cérebro, a mente e experiências transcendentes”. Chris J. S. Clarke, da Universidade de Southampton (Reino Unido), abordará o tema “Física sem colapso, mecanicismo e espiritualidade”.

O simpósio será realizado no Centro de Convenções Rebouças, na Avenida Rebouças, 600.

O I Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro é fruto da parceria entre a Disciplina de Emergências Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e o Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e conta com o apoio de várias instituições.

Os temas das palestras resultarão em um suplemento especial da Revista de Psiquiatria Clínica, publicada pelo Departamento e Instituto de Psiquiatria da FMUSP.

O evento terá tradução simultânea de todas as palestras Inglês-Português e Português-Inglês.
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Contato:
Eduardo Romero
speedy33sp@hotmail.com – Telefone (11) 2533-2905
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Sons Edificantes

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Sons Edificantes

Meus irmãos queridos,

Nós do plano espiritual temos nos preocupado muito com a atuação das pessoas que passam a maior parte do dia sós.

Pedimos a atenção de todos para que modifiquem as suas atitudes diárias a fim de terem resultados benéficos a sua saúde orgânica.

Ninguém cumpre a tarefa terrena sem um corpo saudável com um cérebro em bom funcionamento.

Quando estiver só em seu lar, não fique em silêncio.
Faça alguma coisa para que os sons inundem o seu ambiente.

Coloque uma música. Se sentir vontade dance. A música transmite energias salutares e proporciona bons pensamentos. Escolha sons agradáveis a seus ouvidos.

A alegria emite vibrações de luz e seus pensamentos estarão disponíveis somente para coisas boas.

Mesmo que a tristeza estiver por perto, mesmo que tenha acabado de passar por uma aflição, não desanime. Mude a esfera ao redor.

O subconsciente precisa de subsídios saudáveis para proporcionar elementos que possam lhe oferecer uma carga energética positiva a fim de que você não consiga emitir pensamentos negativos.

Os problemas familiares, pessoais, do trabalho e o estresse do dia a dia podem romper a barreira que existe entre o consciente e subconsciente, não permitindo que material com fluidos metabolizadores adentrem os canais do sistema nervoso central.
É preciso ajudar o seu organismo a receber o que é bom, para combater o que é ruim.

Esse exercício deve ser constante e ininterrupto , pois somente assim o seu cérebro poderá ter um funcionamento saudável.

O bem-estar do seu organismo depende do cérebro. Cuide dele como uma jóia valiosa.

Ingerir alimentos saudavéis com baixo teor de açúcares e gorduras irá favorecer todo o processo aqui explicado proporcionando corpo e mente saudáveis.

Diariamente, vemos matérias em todos os meios de comunicação alertando para esses males, no entanto pouco é feito.

O plano espiritual vem tentando ajudar de muitas formas, mas também tem encontrado dificuldades de assimilação por parte dos irmãos em tarefa terrena.

É preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, disse Jesus.

Fiquemos mais atentos irmãos queridos.

Vamos pedir ao Pai que nos abençõe e que todos possam ter dias mais felizes.

Graças a Deus
(Espírito) Vandobler Gusman
Psicografia: Ana Joaquina Andrade
São Paulo-SP
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Fonte:
http://anajo2010.blogspot.com/2010/08/sons-edificantes.html
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Neurociência

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Neurociência

O cérebro: maleável, capaz, vulnerável
29/05/2007

Do Science Times

Em geral, nas livrarias, a sessão de ciências fica bem longe da sessão de auto-ajuda, com a dura realidade em uma estante e o pensamento otimista na outra. Mas a sinopse de Norman Doidge da atual revolução na neurociência, “The Brain That Changes Itself: Stories of Personal Triumph From the Frontiers of Brain Science” (O cérebro que se muda: histórias de triunfo pessoal das fronteiras da ciência cerebral) cobre essa distância: a antiga distinção entre o cérebro e a mente está se desfazendo rapidamente, na medida em que o poder do pensamento positivo finalmente ganha credibilidade científica. O credo dessa revolução é a neuroplasticidade – a descoberta que o cérebro humano é tão maleável quanto uma massa de argila úmida, não só na infância, como os cientistas sabem há muito, mas em qualquer idade.

Na neurociência clássica, o cérebro adulto era considerado uma máquina imutável, tão maravilhosamente precisa quanto um relógio em uma caixa trancada. Toda parte tinha seu propósito específico, nenhuma podia ser substituída ou consertada, e a máquina estava destinada a progredir em um ritmo constante até suas engrenagens corroerem com a idade.

Agora, técnicas experimentais sofisticadas sugerem que o cérebro é mais como uma criatura marítima animada da Disney. Vazando constantemente em várias direções, é aparentemente capaz de responder aos ferimentos com uma reorganização funcional impressionantemente, e às vezes pode de fato se reconfigurar com o pensamento, em um fenômeno de ‘verbo que se torna carne’ muito mais característico de Lurdes do que dos Institutos Nacionais de Saúde.

Então é perdoável que Doidge, um psiquiatra canadense e autor de ciência vencedor de prêmios, reconte as conquistas dos “neuroplásticos” como ele chama os neurocientistas envolvidos nesses novos estudos, com uma reverência abismada. As descobertas de fato são inovadoras, milagreiras, que transformam a realidade e têm implicações não apenas para pacientes individuais com doenças neurológicas, mas para todos os seres humanos, sem mencionar a cultura, o aprendizado e a história humana, como Doidge observa.

E tudo isso a partir do fato que os circuitos eletrônicos em uma pequena massa de tecido cinzento são perfeitamente acessíveis para qualquer técnico com os instrumentos corretos.

Para os pacientes com danos cerebrais, a revolução traz apenas boas notícias, como Doidge descreve em diversos exemplos. Uma mulher com dano no sistema vestibular do ouvido interno, onde reside o sentido do equilíbrio, sente como se estivesse em queda livre, caindo pelo espaço como um banhista sendo puxado sob a onda no mar. Em um laboratório de neurociências, ela coloca um conjunto de eletrodos na superfície de sua língua e um chapéu duro com fios na cabeça, e a sensação de queda pára. O aparato é conectado a um computador para criar um sistema vestibular externo, que substitui o danificado enviando os sinais adequados para seu cérebro pela língua.

Mas isso não é tudo. Após um ano de sessões com o aparelho, ela não precisa mais dele: seu cérebro se reestruturou e fez um desvio do sistema vestibular danificado com um novo circuito.

Um cirurgião em seus 50 anos sofreu um derrame que o debilitou. Ele é um dos primeiros pacientes a se inscreverem em uma clínica de reabilitação guiada por princípios de neuroplasticidade: seu braço bom é imobilizado, e ele vai limpar as mesas. A princípio, a tarefa é impossível; depois, o braço ruim lembra suas capacidades. Ele aprende a escrever novamente; joga tênis novamente: as funções das áreas do cérebro mortas no derrame se transferiram para regiões saudáveis.

Um amputado tem uma coceira bizarra na mão que falta: como não dá para coçar, a sensação atormenta-o. Um neurocientista descobre que as células do cérebro que recebiam dados da mão agora estão dedicadas ao rosto do homem; uma boa coçada na bochecha alivia a coceira. Outro amputado tem 10 anos de dores “fantasma” terríveis, em seu cotovelo amputado. Quando coloca o braço bom em uma caixa com espelhos, ele parece reconhecer o braço que falta e pode finalmente esticar o cotovelo. Depois de um mês, seu cérebro reconhece seus circuitos danificados, e a ilusão do braço e a dor desaparecem.

A pesquisa sobre a maleabilidade do cérebro normal não é em nada menos impressionante. Voluntários aprendem a tocar uma seqüência de notas no piano e desenvolvem mudanças características na atividade elétrica do cérebro; quando outros voluntários sentam-se na frente do piano e apenas pensam em tocar as mesmas notas, a mesma mudança ocorre. É o virtual tornado real, uma quantificação sólida do poder do pensamento.

Destes dados experimentais ainda relativamente primitivos, é possível construir teorias para toda a experiência humana: a criatividade e o amor, o vício e a obsessão, a raiva e o sofrimento – tudo, presumivelmente, resulta de associações elétricas distintas que podem ser manipuladas pelo próprio cérebro e pelos cérebros dos outros, para melhor ou para pior.

Pois a neuroplasticidade também pode se provar uma maldição. O cérebro pode pensar e criar rotas, com hábitos elétricos tão difíceis de erradicar como se fossem, de fato, a máquina imutável de antes. Algumas vezes “bloqueios” podem ser criados para ajudar a levar a atividade na direção desejada (como atar o braço bom do paciente de derrame). Algumas vezes, recriar os circuitos requer trabalho cerebral duro; Doidge cita a análise freudiana bem sucedida de um de seus pacientes.

E é claro, as implicações da reconstrução externa do cérebro humana são ameaçadoras pois, se o cérebro é maleável, também é infinitamente vulnerável, não só aos seus próprios erros mas também às ambições e excessos de outros, sejam pais desorientados, modistas culturais bem intencionados ou líderes nacionais despóticos. A nova ciência do cérebro pode estar em sua infância, mas as mentes científicas já estão pulando à frente, como deixa claro Doidge.

Tradução: Deborah Weinberg
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Fonte:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2007/05/29/ult574u7483.jhtm
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52 Sexo e Cérebro

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Sexo e Cérebro

10/04/2007
O cérebro, o verdadeiro órgão sexual dos seres humanos

Nicholas Wade

Quando se trata do desejo, a evolução deixa pouco espaço para o acaso. O comportamento sexual humano não é um desempenho improvisado, concluem os biólogos, mas guiado a todo momento por programas genéticos

O desejo entre os sexos não é uma questão de opção.

Os homens heterossexuais, ao que parece, possuem circuitos neurais que os levam a procurar as mulheres; os homens gays os têm programados para procurarem outros homens. Os cérebros das mulheres podem ser organizados para selecionar homens que apresentem maior probabilidade de serem provedores a elas e seus filhos. O acordo é selado com outros programas neurais que induzem uma onda de amor romântico, seguido por uma ligação de longo prazo.

Tanto barulho, uma dança tão complexa, tudo para obter sucesso na única coisa simples com que a evolução se importa, que é a condução do maior número de crianças à idade adulta. O desejo pode parecer o centro do comportamento sexual humano, mas é apenas o ato central de um longo drama cujo roteiro está escrito basicamente nos genes.

No útero, o corpo do feto em desenvolvimento é naturalmente feminino e se torna masculino se o gene que determina o gênero masculino, conhecido como SRY, estiver presente. Este gene dominante, a única e mais orgulhosa posse do cromossomo Y, muda o tecido reprodutivo de seu destino de ovário e o transforma em testículo. Os hormônios dos testículos, principalmente a testosterona, então esculpem o corpo na forma masculina.

Na cena seguinte, a puberdade, os sistemas reprodutivos são preparados para a ação pelo cérebro. Apesar de ser uma fantástica máquina elétrica, o cérebro também pode se comportar como uma humilde glândula. No hipotálamo, uma região na base central do cérebro, se encontra um aglomerado de cerca de 2 mil neurônios que dão início à puberdade quando começam a secretar pulsos do hormônio liberador de gonadotropina, que dispara um efeito cascata de outros hormônios.

O gatilho que dispara estes hormônios ainda é desconhecido, mas provavelmente o cérebro monitora os sinais internos para saber quando o corpo está pronto para e reprodução e os indícios externos sobre se as circunstâncias são propícias para produção do desejo.

Vários avanços na última década destacaram o fato bizarro de que o cérebro é um órgão sexual pleno, com os dois sexos tendo versões profundamente diferentes dele. Isto é obra da testosterona, que masculiniza o cérebro amplamente como faz com o restante do corpo.

É um conceito errôneo pensar nas diferenças entre os cérebros de homens e mulheres como sendo pequenas, erráticas ou encontradas apenas em poucos casos extremos, escreveu Larry Cahill, da Universidade da Califórnia, em Irvine, no ano passado na “Nature Reviews Neuroscience”. Amplas regiões do córtex, a camada externa do cérebro que realiza grande parte de seu processamento de alto nível, são mais espessas nas mulheres. O hipocampo, onde as memórias iniciais são formadas, ocupa uma fração maior do cérebro feminino.

Técnicas de obtenção de imagens do cérebro começaram a mostrar que homens e mulheres usam seus cérebros de formas diferentes mesmo quando realizam as mesmas coisas. No caso da amídala, um par de órgãos que ajuda a priorizar as memórias de acordo com sua força emocional, as mulheres usam a amídala esquerda para este fim enquanto os homens tendem a usar a direita.

Não causa surpresa o fato das versões masculinas e femininas do cérebro humano operarem em padrões distintos, apesar da alta influência da cultura. O cérebro masculino é sexualmente orientado para ver as mulheres como objetos de desejo. A evidência mais direta vem de um punhado de casos, alguns deles acidentes de circuncisão, nos quais os bebês perderam seus pênis e foram criados como mulheres. Apesar de toda indução social para o oposto, eles crescem desejando as mulheres como parceiras, não homens.

“Se você não pode fazer um homem ficar atraído por outros homens cortando fora seus pênis, quão forte pode ser qualquer efeito psicossocial?” disse J. Michael Bailey, um especialista em orientação sexual da Universidade do Noroeste.

Presumivelmente, a masculinização do cérebro molda alguns circuitos neurais que tornam as mulheres desejáveis. Se for o caso, este circuito está moldado de forma diferente nos homens gays. Em experiências nas quais são exibidas aos indivíduos fotos de homens e mulheres desejáveis, os homens heterossexuais são estimulados por mulheres, os gays por homens.

Tais experiências não mostram a mesma divisão clara entre as mulheres.
Independente das mulheres se descreverem como heterossexuais ou lésbicas, “o estimulo sexual delas parece ser relativamente indiscriminado – elas são estimuladas tanto por imagens de homens quanto mulheres”, disse Bailey. “Eu nem mesmo tenho certeza de que as mulheres têm uma orientação sexual. Mas elas têm preferências sexuais. As mulheres são bastante seletivas e a maioria escolhe ter relação sexual com homens.”

Bailey acredita que os sistemas para orientação sexual e estímulo fazem os homens procurarem por pessoas com as quais fazer sexo, enquanto as mulheres estão mais concentradas em aceitar ou rejeitar aqueles que desejam fazer sexo com elas.

Diferenças semelhantes entre os sexos são vistas por Marc Breedlove, um neurocientista da Universidade Estadual de Michigan. “A maioria dos homens é bastante teimosa em suas idéias sobre que sexo desejam, enquanto as mulheres parecem mais flexíveis”, ele disse.

A orientação sexual, pelo menos para os homens, parece ser estabelecida antes do nascimento. “Eu acho que a maioria dos cientistas que trabalham nesta questão está convencida de que os antecedentes da orientação sexual nos homens ocorrem no início da vida, provavelmente antes do nascimento”, disse Breedlove, “enquanto para as mulheres, algumas provavelmente nascem para se tornarem homossexuais, mas claramente chegam a tal escolha mais tarde na vida”.

O comportamento sexual inclui muito mais do que sexo. Helen Fisher, uma antropóloga da Universidade Rutgers, argumenta que os três sistemas primários do sexo evoluíram para orientar o comportamento reprodutivo. Um é o impulso sexual que motiva as pessoas a buscarem parceiros. Um segundo é um programa para atração romântica que faz as pessoas se fixarem em parceiros específicos. O terceiro é um mecanismo para ligação em longo prazo que induz as pessoas a permanecerem juntas tempo suficiente para completarem seus deveres paternos.

O amor romântico, que em seu intenso estágio inicial “pode durar de 12 a 18 meses”, é um fenômeno humano universal, escreveu Fisher no ano passado em “The Proceedings of the Royal Society”, e provavelmente é uma função integrada no cérebro. Estudos de imagens do cérebro mostram que uma área em particular do cérebro, uma associada ao sistema de recompensa, é ativada quando os pacientes contemplam uma foto da pessoa amada.

A melhor evidência para um processo de ligação em longo prazo em mamíferos vem de estudos de ratos-calunga, um pequeno roedor semelhante a um camundongo. Um hormônio chamado vasopressina, que é ativado no cérebro, leva alguns ratos-calunga a se manterem fiéis por toda a vida. As pessoas possuem o mesmo hormônio, o que sugere que um mecanismo semelhante pode funcionar nos seres humanos, apesar disto ainda não ter sido pr
ovado.

Os pesquisadores dedicaram um esforço considerável na compreensão da homossexualidade em homens e mulheres, tanto por seu interesse intrínseco quanto pela luz que pode fornecer aos canais mais comuns do desejo. Os estudos de gêmeos mostram que a homossexualidade, especialmente entre homens, é herdável, o que significa que há um componente genético nela. Mas como homens gays têm cerca de um quinto do número de filhos que homens heterossexuais têm, qualquer gene que favorece a homossexualidade deveria desaparecer rapidamente da população.

Tais genes poderiam ser retidos se os homens gays fossem protetores incomumente eficazes de seus sobrinhos e sobrinhas, o que ajudaria genes como os deles a serem transmitidos para gerações futuras. Mas os homens gays não são melhores tios do que os homens heterossexuais, segundo um estudo de Bailey.

Assim, isto deixa a possibilidade de que ser gay é um subproduto de um gene que persiste porque amplia a fertilidade em outros membros da família. Alguns estudos revelaram que os homens gays têm mais parentes do que os homens heterossexuais, particularmente pelo lado materno.

Mas Bailey acredita que o efeito, se real, seria mais claro. “A homossexualidade masculina é mal adaptada evolutivamente”, ele disse, notando que a frase significa apenas que os genes que favorecem a homossexualidade não podem ser favorecidos pela evolução se menos de tais genes chegarem à próxima geração.

Uma pista um pouco mais direta sobre a origem da homossexualidade é o efeito ordem de nascimento fraternal. Dois pesquisadores canadenses, Ray Blanchard e Anthony F. Bogaert, mostraram que ter irmãos mais velhos aumenta substancialmente as chances de que um homem será gay. Irmãs mais velhas não contam, nem importa se os irmãos estão na casa quando o menino é criado.

O fato sugere que a homossexualidade masculina nestes casos é causada por algum evento no útero, como uma “resposta imunológica maternal a gravidezes masculinas sucessivas”, escreveu Bogaert no ano passado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Anticorpos antimasculinos poderiam talvez interferir com a masculinização do cérebro que ocorre antes do nascimento, apesar de tais anticorpos ainda não terem sido detectados.

O efeito ordem de nascimento fraternal é bastante substancial. Cerca de 15% dos homens gays podem atribuir sua homossexualidade a ele, com base na suposição de que entre 1% e 4% dos homens são gays, e cada irmão mais velho adicional aumenta as chances de atração pelo mesmo sexo em 33%.

O efeito apóia a idéia de que os níveis de circulação de testosterona antes do nascimento são críticos na determinação da orientação sexual. Mas a testosterona no feto não pode ser medida, e na idade adulta, homens gays e homossexuais apresentam os mesmos níveis do hormônio, o que não dá pista de exposição pré-natal. Assim a hipótese, apesar de plausível, ainda não foi provada.

Um recente avanço significativo na compreensão da base da sexualidade e desejo foi a descoberta de que os genes podem ter um efeito direto na diferenciação sexual do cérebro. Os pesquisadores há muito presumiam que hormônios esteróides como a testosterona e o estrógeno realizam todo o trabalho pesado da moldagem dos cérebros masculino e feminino. Mas Arthur Arnold, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (Ucla), descobriu que os neurônios masculinos e femininos se comportam de forma um tanto diferente quando mantidos em vidros de laboratório. E no ano passado, Eric Vilain, também da Ucla, fez a descoberta surpreendente de que o gene SRY é ativo em certas células do cérebro, pelo menos em camundongos. Seu papel no cérebro é bem diferente de suas atividades relacionadas à testosterona e os neurônios das mulheres presumidamente realizam tal papel de outras formas.

Acontece que um número incomumente alto de genes ligados ao cérebro estão situados no cromossomo X. O repentino despontar de cromossomos X e Y na função cerebral chamou a atenção de biólogos evolutivos. Como os homens possuem apenas um cromossomo X, a seleção natural pode promover aceleradamente qualquer mutação vantajosa que ocorra em um dos genes X.
Assim, se aquelas mulheres seletivas estiverem à procura de inteligência em um parceiro masculino potencial, isto poderia explicar por que tantos genes relacionados ao cérebro acabam no X.

“É popular entre os acadêmicos do sexo masculino dizer que as mulheres preferem os sujeitos mais inteligentes”, disse Arnold. “Tais genes serão rapidamente selecionados nos homens porque novas mutações benéficas se tornarão rapidamente aparentes.”

Várias conseqüências profundas derivam do fato dos homens disporem de apenas uma cópia de muitos genes cerebrais ligados a X e as mulheres duas. Uma é que muitas doenças neurológicas são mais comuns em homens porque é menor a probabilidade de que as mulheres sofram mutações em ambas as cópias de um gene.

Outra é que os homens, com um grupo, “terão mais fenótipos variáveis de cérebro”, escreveu Arnold, porque a segunda cópia de cada gene das mulheres refreia os efeitos das mutações que surgem no outro.

A maior variação nos homens significa que apesar do QI médio ser idêntico entre homens e mulheres, há uma média mais baixa entre os homens e uma maior em ambos os extremos. O cuidado das mulheres em selecionar homens, combinado com a rápida seleção possibilitada pela falta de cópia reserva entre os homens dos genes ligados a X, pode ter levado à divergência entre os cérebros masculino e feminino. Os mesmos fatores podem explicar, acreditam alguns pesquisadores, por que o cérebro humano triplicou em volume nos últimos 2,5 milhões de anos.

Quem pode duvidar? É, na verdade, o desejo que faz o mundo girar.

Tradução: George El Khouri Andolfato
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Fonte:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2007/04/10/ult574u7384.jhtm
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54 Cérebro e Moral

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Cérebro e Moral
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Cérebro tem área ligada à moral, aponta pesquisa
RAFAEL GARCIA da Folha de S.Paulo
22/03/2007 – 10h14
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Para agir de maneira ética, basta pensar de maneira racional ou é preciso se deixar envolver também pelas emoções? De acordo com um estudo publicado ontem, julgamentos morais que as pessoas fazem quando estão diante de um dilema são mais emocionais do que se imaginava –sinal de que a moral não é baseada só na cultura e faz parte da natureza humana.

Para lidar com essa questão, um grupo liderado pelo psicólogo americano Marc Hauser, da Universidade Harvard, e pelo neurologista português António Damásio, da Universidade do Sul da Califórnia (ambas nos EUA), submeteu diversos voluntários a um questionário com situações imaginárias de deixar qualquer um arrepiado.

A maior parte delas envolvia decisões do tipo “escolha de Sofia”, como sacrificar um filho para salvar um grupo de pessoas. Que mãe permitiria isso?

Para tentar inferir o peso da emoção em julgamentos morais, os cientistas incluíram entre os voluntários seis pessoas que haviam sofrido lesões numa área específica do cérebro, o córtex frontal ventromedial. Entre as diversas funções dessa estrutura está a integração de sentimentos à consciência.

O resultado do experimento foi que os portadores da lesão tiveram tendência a pensar de maneira mais “utilitária”. Eles escolhiam, da maneira mais fria, a decisão que prejudicasse um número menor de pessoas.

“Em alguns casos –dilemas de grande conflito moral– a emoção parece ter papel significativo nos julgamentos”, explicou à Folha Michael Koenigs, colaborador de Hauser e Damásio. “Como os pacientes com a lesão que estudamos presumivelmente carecem de emoções sociais/morais apropriadas, seus julgamentos são mais baseados em considerações utilitárias do que em fatores emocionais.”

Uma das questões usadas pelos cientistas envolvia uma situação imaginária na qual famílias vivendo num porão se escondiam de soldados que procuravam civis para matar. Um bebê começa a chorar, e a única maneira de calá-lo para evitar que todos sejam encontrados é tapar a respiração da criança por tempo suficiente para matá-la. O que fazer?
Para os pacientes portadores da lesão estudada, a decisão correta era matar a criança.

Sem empatia

A resposta, de certa forma, era o que os pesquisadores esperavam. “Pacientes com essa lesão exibem menos empatia, compaixão, culpa, vergonha e arrependimento”, disse Koenigs, que foi autor principal do artigo que descreve o experimento hoje no site da revista “Nature”.

Ao contrário do que se podia imaginar, porém, essas características não tornaram essas pessoas “más” ou “cruéis”. Para situações sem dilemas, as respostas dos pacientes lesionados foram bastante semelhantes às dos voluntários sadios.

Na opinião dos cientistas, o estudo é uma forte evidência de que pensar de maneira puramente utilitarista simplesmente vai contra a natureza humana. O córtex frontal ventromedial, afinal, seria um produto da evolução que ajudou a moldar a forma como as pessoas se relacionam.

“Ele parece ser uma “parte emocional” inata do cérebro, e parece ser crítico para certos aspectos da moralidade”, diz Koenigs. O pesquisador afirma, porém, que não é possível separar a influência do ambiente na ética. “A reação da maquinaria emocional com respeito a questões morais é sem dúvida moldada por forças culturais.”
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16155.shtml
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