85 das infinitas religiões

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85 das Infinitas Religiões

(ordem alfabética)

A Barquinha
Bahai
Batista Bíblica
Batista Pentecostal
Batista Renovada
Budismo
Budismo Theravada
Budismo Tibetano
Candomblé
Católica Apostólica Brasileira
Católica Apostólica Romana
Católica Armênia, Católica Ucraniana
Católica Carismática, Católica Pentecostal
Católica Ortodoxa
Convenção Batista Brasileira
Convenção Batista Nacional
Discípulos Oshoo
Esotérica
Espírita, Kardecista
Evangélica Metodista Ortodoxa
Evangélica Metodista Wesleyana
Evangélica Pentecostal Sem Vínculo Institucional
Evangélica Renovada, Restaurada e Reformada
Exército da Salvação
Hare Krishna
Hinduísmo
Igreja Assembléia de Deus Madureira
Igreja Assembléia de Deus Todos os Santos
Igreja Congregacional Cristã do Brasil
Igreja Congregacional Independente
Igreja de J.Cristo Santos dos Últimos Dias / Mormons
Igreja de Origem Pentecostal Nova Vida
Igreja do Nazareno
Igreja Evangelho Quadrangular
Igreja Evangélica Adventista da Promessa
Igreja Evangélica Adventista do Sétimo Dia
Igreja Evangélica Adventista Movimento de Reforma
Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Igreja Evangélica Batista
Igreja Evangélica Cadeia da Prece
Igreja Evangélica Casa da Benção
Igreja Evangélica Casa de Oração
Igreja Evangélica Comunidade Cristã
Igreja Evangélica Comunidade Evangélica
Igreja Evangélica Congregacional
Igreja Evangélica Episcopal Anglicana
Igreja Evangélica Menonita
Igreja Evangélica Metodista
Igreja Evangélica Pentecostal Deus é Amor
Igreja Evangélica Pentecostal Maranata
Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo
Igreja Evangélica Presbiteriana
Igreja Messiânica Mundial
Igreja Pentecostal Avivamento Bíblico
Igreja Presbiteriana do Brasil
Igreja Presbiteriana Independente
Igreja Presbiteriana Unida
Igreja Universal do Reino de Deus
Igrejas Luteranas
Ioga
Islamismo
Judaísmo
Legião da Boa Vontade / Religião de Deus
Mahicari
Neoxamânica
Nitiren
Ortodoxa Cristã
Perfect Liberty
Presbiteriana Fundamentalista
Presbiteriana Renovada
Racionalismo Cristão
Religiosidade Católica/Candomblé
Religiosidade Católica/Espírita
Religiosidade Católica/Kardecista
Religiosidade Católica/Umbanda
Santo Daime
Seicho No-Ie
Shintoismo
Soka Gakkai
Taoismo
Tenrykyo
Testemunha de Jeová
Umbanda
União do Vegetal
Zen Budismo
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Muito obrigado,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
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Taubaté

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Seminário de Humanização apresenta resultado positivo em Taubaté

11/05/2009

Na avaliação do Pai Alessandro Jorge Machado, um dos coordenadores do Seminário de Humanização e Promoção da Equidade em Saúde, realizado no último mês de abril em parceria com a Prefeitura de Taubaté através do Fundo Social de Solidariedade e Departamento de Saúde, Rede Nacional das Religiões Afro-Brasileira e Rede Nacional da População Negra, apresentou resultado positivo devido a ampla discussões de temas importantes para a sociedade.

O evento que ocorreu nas dependências do SESI (Serviço Social da Indústria), contou com a presença de representantes dos governos Estadual e Municipal, líderes religiosos de vários etnias (Umbanda, Candomblé, Católico, Evangélico e Espírita) da região do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira, Grande ABC, São Paulo (Capital), totalizando aproximadamente 150 pessoas representando mais de 20 municípios.

De acordo ainda com o Pai Alessandro Machado, todos os participantes foram unânimes em elogiar este evento, parabenizaram ainda a administração do prefeito Roberto Peixoto pelo compromisso social que mantém em todo o município de Taubaté.
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Fonte:
http://www.diariotaubate.com.br/display.php?id=13258
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Mãe Jussara de Yansã

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OBALUAIÊ – OMULU – XAPANÃ – SAPATÁ

Um dos Orixás mais temidos dentro de qualquer culto afro, e também um dos mais respeitado e poderosos, tanto que seu nome nunca deve ser mencionado em vão.

Suas raízes até hoje ainda são discutidas, pois cada escritor, cada lenda, o traz de lugar diferente. Filho de Nanã com Orixalá, dependendo da nação, tem um nome como Omulu, Obaluaê, Xapanâ ou Sapatá. Dono das doenças, das pragas, da miséria, domina a terra árida e quente, como o calor do sol e do fogo. Conhecido por sua personalidade muito forte, sempre contra os malfeitores e àqueles que não têm caráter, mas sempre indispensável dentro de qualquer ritual do candomblé ou outros.

Este orixá tem também um grande poder sobre os eguns (espíritos desencarnados ou ancestrais). Conhece todos os segredos da morte, sendo as vezes confundido com eku (a própria morte), é quem faz a limpeza do corpo, levando assim o egum para o outro plano. Seu principal símbolo é o xaxará, feito com a palha extraída da folha da palmeira, enfeitado com búzios e contas. Com esta ôarma® é que ele varre as doenças, os feitiços, a miséria e os males incuráveis. Usa também um longo cajado com três cabaças presas, onde carrega todo o segredo da criação.

Sua vestimenta é sempre de palha das costas, cobrindo o corpo inteiro, sua dança tem um ritmo totalmente particular chamado ôopanijé®. Sua saudação, dependendo da nação é Atôtô, ou Abawo. Tradicionais casas de Candomblé ou Umbanda do Brasil cultuam este Orixá no mês de Agosto, proporcionando cerimônias ôOlubajé® em sua homenagem. Normalmente, na casa de Candomblé, Obaluaiê tem o papel fundamental nos ebós (trabalhos) para que sejam afastados os obsessores, as doenças e a negatividade. Sua festa anual é o Olubajé, (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer ; ou ainda aquele-que-come), são feitas oferendas e são servidas suas comidas votivas, seus “filhos” devidamente “incorporados” e paramentados oferecem as mesmas aos convidados/assistentes desta festa, em folhas de bananeira ou mamona.
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Mãe Jussara de Yansã (Axé Cantuá)
mae_jussara@hotmail.com
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Fonte:
http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/ocultismo/873267.html
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Macumba em Londres!

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Macumba em Londres

Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

O terreiro fica em Willesden. Noroeste de Londres. Bairro globalizado. Judeus, irlandeses, negros.

O terreiro é um flat térreo numa casa comum de três andares. Funciona às sextas-feiras. O pai de santo recebe os convidados na entrada. Todo de branco, expressão séria.

O terreiro ocupa apenas a sala de estar. Para um lado foi rolado o tapete, num canto um boom box batuca tambores, noutro um rapaz muito branco, sem camisa, está sentado de cócoras, mexendo com conchas: é o preto véio.

Duas mocinhas com lenço branco na cabeça, lembrando ciganas, ensaiam uns passos no centro da sala. Uma poltrona e uma mesa desmontável ficaram empoleiradas no corredor. Na parede, um poster do Cristo Redentor e outro da cachaça 51 (“The favorite flavour of Brazil”). Alguém comenta que, se é inglês britânico, o “favorite” deveria ser com U, “favourite”, feito o “flavour”. Falou um pouco alto demais. O dono da casa, ou pai de santo, faz uma cara feia.

Durante a semana, trabalha atrás do balcão de uma churrascaria de rodízio em Willesden Junction. A mesma pessoa que fez a observação sobre a falta de unidade ortográfica do poster, agora em voz mais baixa, respeitosa, explica para o companheiro ao lado, que as duas moças são pomba-giras e, quando não estão empombadas ou girando, estudam inglês numa escola de Oxford Street e aguardam uma decisão sobre a legalidade de seus casamentos. Uma com um polonês, outra com um escocês.

Deve haver, entre os assistentes, umas 6 pessoas. Quase o mesmo número de participantes ativos. Sem qualquer aviso, os trabalhos têm início. Quem informa é o boom box com o volume lá em cima espalhando pelo recinto tambores, atabaques e instrumentos de percussão variados.

O pai de santo solta o primeiro “êe” da noite. Levanta o braço direito como um boxeador que defende o rosto, deixa o esquerdo cair ao longo do tronco. Curvado, após mais um ou dois “êes”, se anuncia tomado. Lembra vagamente Chico Anísio numa de suas encarnações dos anos 70. Diz em voz negroide que o Caboclo das Sete Encruzilhadas estava presente. As pomba-giras executam uma pequena dança, os olhos voltados para o chão, as duas mãos cruzadas nas costas. “Êe” cantarolam suaves. Como se não querendo roubar a cena do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

O rapaz de cócoras acende um charuto e passa-o para o pai de santo. Depois acende outro para ele mesmo. Não se sabe direito de onde, surge uma garrafa de cachaça. A 51. O caboclo dá uma boa talagada pelo gargalo. Passa a garrafa para as pomba-giras que repetem o ritual. O que sobra, e não é muito, volta para o rapaz no chão, que liquida de vez com a aguardente. Solta um “êê” em tom decidido e começa a sacudir as conchas na mão. O pai de santo executa algo parecido com passos de dança murmurando resmungos ininteligíveis.

Alguém, sempre o mesmo alguém misterioso, quase invisível, aumentou, ao que parece, o som do poderoso rádio de mão. Dois dos assistentes, um homem e uma mulher, de aspecto indistinto, vão se entender com o rapaz sem camisa, o preto véio. Pedem para que jogue os búzios. Que são jogados. Bem alto, todo mundo ouvindo, conclama quase com a mesma voz do pai de santo, apenas um pouco mais gutural, que é para ele tomar cuidado pois querem “quebrar a perna dele”. Depois, como uma vírgula, outro “êe” e agora a sorte é para a moça: ela que se cuide pois “cavalo preto quer montar nela”. Cara sem graça dos dois. No terreiro, charutadas, passos curtos e corcovas.

Uma ou duas horas depois, todos restabelecidos. Quem era para subir, subiu. Ficou quem era para ficar. O boom box agora na estação de reggae, bem baixinho. Servem croquetes, pão de queijo e caipirinha. Passam um vaso decorado com uma arara para contribuições destinadas a manter o terreiro, que não se destina a fins lucrativos, como deixam bem claro.

Na estação de Willesden Green, esperando o metrô que os leve ao centro, onde serão feitas as devidas baldeações, dois dos convidados de primeira viagem, comentam a autenticidade do evento de que participaram. Debatem ainda, sem muita erudição, pormenores do sincretismo religioso brasileiro, e quais as diferenças entre macumba, umbanda, quimbanda, candomblé e espiritismo kardequiano. Não entendem nada. Faz frio. Um deles solta um “êe”. O outro olha feio.
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Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/01/090211_ivanlessa_tp.shtml
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Publicado em:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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Janelas da Alma:
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