Aylla Harard

20090525_aylla_livro_00
*
Amo
*
Amo-te somente,sem explicar, amo, pelo simples motivo, sem razão alguma de amar.
Porque amar não é tempo, mas, tempo só tem razão de ser se for para amar.
Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh’alma alcança, quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do ser, a graça entressonhada.

Amo-te no deleite da noite enluarada.
No vazio perplexo de um olhar sem direção.
Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do sol, na noite sossegada.
Na letra da canção,
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.
Venho a ti de mão vazias mas, com a almas cheia de flores perfumadas.

Amo-te com o doer das velhas penas, como castigo de um anjo caído.
Com sorrisos, com lágrimas de prece e esperança.
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
Mas o cansaço da velhice me lembra, já não sou mais criança.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.

Amor é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem o fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das coisas, lábios que só falam a essência das coisas. Amor é o resultado de uma longa jornada interior ao âmago da vida e a habilidade de lá descansar e assistir. O que é realmente amor nunca pode ser vítima do tempo, Porque ternura é a qualidade da pessoa cuja vida tocou a eternidade.
Já não somos poeira mas Amor de verdade.
Aylla Harard
*

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