Mulheres

20150319_Dr_Formiga
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Mulheres
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Dr. Luiz Carlos Formiga

Um comentário anônimo (*) diz que “falar de mulher, é um assunto muito complexo…“

O comportamento humano é complexo. O do homem não é diferente. Raciocinemos com a mulher do Próximo, Norberta. (1)

Ele, Nicolau era vaidoso. Infância difícil e juventude cercada de problemas financeiros.

Achava que a natureza humana era egoísta, malvada, sem remédio e que a sociedade nunca superaria a fase “Caim & Abel”. É o pessimismo do pecado original sem redenção pela cruz. Com a idade madura consolidou-se a ideia: “o fim justifica os meios”.

Dr. Nicolau acreditava na possibilidade de se constituir um estado a partir da experiência real sem a necessidade de levar em conta os valores éticos, religiosos ou espirituais. Ele chegou a acreditar que o fim último era o “Estado”, a que tudo deve ser subordinado. Personalidade inflacionada pelo complexo de superioridade.

Nicolau achava que o importante era a técnica, mas não aquela que simplesmente fizesse chegar ao poder, mas que garantisse a permanência nele. Para isso, pensava, era necessário conjugar a força do leão e a refinada prudência da raposa. Era fundamental conhecer as paixões humanas e suas fraquezas, para usar como meio de dominação. Estressado, Nicolau Próximo acabou morrendo, sem chegar a terceira idade.

A esposa, Norberta também era advogada, com formação cristã, uma dessas mulheres que apaixonam pela beleza interior. Para ela a religião deveria imunizar-se contra o fascínio do poder econômico e do proselitismo. Tinha Jesus como modelo, amava São Francisco e era devota de um santo católico, que fora doutor em Direito Civil.

Para ela, a democracia podia ser cansativa, mas não lhe haviam apresentado coisa melhor. Pensava num projeto pedagógico que privilegiasse a educação para a cidadania e levasse ao voto consciente. Ela era uma democrata incorrigível.

Morreu velhinha, mas feliz ao lado do filho e dos netos, que nunca esquecerão suas lições: – “democracia deve ser pensada como um processo contínuo. Sem desconsiderar os direitos humanos, constituir um ordenamento com as normas, definidoras da legitimidade, de quem deve governar”.

Lembrei deste casal, quando escrevi “O homem, a mulher e as linhas paralelas”. Nesse artigo comento aquele coração leviano, espírito encarnado em corpo de mulher, cantado por Paulinho da Viola e diferente de Norberta.

Aquele coração feminino não apresentava a mesma sensibilidade daquela mulher, portadora de lesão espinhal, com implicações na sexualidade e que foi entrevistada numa tese de mestrado.(2)

O espírito reencarnado, homem ou mulher, é ser complexo porque é de natureza biológica, psicológica, social, cultural, mas, principalmente, espiritual, herdeiro de si mesmo. (3)

Leitura Adicional

(*) Mulheres.

https://sinapseslinks.wordpress.com/2015/03/18/comentario-de-anonimoa/

(1) A Mulher do Próximo. Do Delito e das Penas.
http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/F_autores/FORMIGA_Luiz_tit_Mulher_do_proximo.htm
(2) O Homem, A Mulher e as Linhas Paralelas.
http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2013/08/o-homem-mulher-e-as-linhas-paralelas.html
(3) QI, QE, QS.
http://juli.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=2016352

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