Disciplina!

20150319_Disciplina
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Disciplina
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Amigo(a) Visitante deste blog, Salve!

Estou te convidando a fazer duas leituras:
Após ver o Vídeo, leia o texto abaixo.

Qualquer semelhança não é obra do acaso.

Externe sua opinião.
Eu te agradeço.
Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
*
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TEXTO
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Luiz Gonzaga Pinheiro
Conta Marcel Souto Maior, no livro “As vidas de Chico Xavier” o primeiro encontro entre Emmanuel e Chico Xavier. Em 1931, enquanto rezava na beira da represa, teve sua conversa com Deus interrompida pela visita de uma cruz luminosa. Franziu os olhos e percebeu, entre os raios, a poucos metros, a figura de um senhor imponente, vestido com túnica típica de sacerdotes.

O recém-chegado foi direto ao assunto.
– Está mesmo disposto a trabalhar na mediunidade?
– Sim, se os bons espíritos não me abandonarem.
– Você não será desamparado, mas para isso é preciso que trabalhe, estude e se esforce no bem.
– O senhor acha que estou em condições de aceitar o compromisso?
– Perfeitamente, desde que respeite os três pontos básicos para o serviço.
Diante do silêncio do desconhecido, Chico perguntou:

– Qual o primeiro ponto?
A resposta veio seca:
– Disciplina.
– E o segundo?
– Disciplina.
– E o terceiro?
– Disciplina, é claro.

DISCIPLINA é uma palavra de larga aplicação na vida. Podemos considerá-la uma virtude pessoal e intransferível, que adorna o espírito quando conquistada por aquisição, mas que pode violentá-lo quando por imposição.

A DISCIPLINA pode ser adequada ou inadequada, dependendo da situação daquele que a impõe e daquele que deve submeter-se a ela.
Quando Gandhi rebelou-se contra a política inglesa e estabeleceu a revolução pacifica da não-violência, foi taxado de indisciplinado pelos ingleses.
Mas exigiu, para consigo e seu povo, uma disciplina férrea de não agressão a seus opositores, nem por pensamento.

Assim, a DISCIPLINA tem direção e sentido, que devem ser coerentes na aplicação e justos na causa.
Autoritarismo não é sinônimo de DISCIPLINA. Aquele que tenta disciplinar utilizando normas despóticas e arbitrárias, é apenas prepotente, arrogante e tirano.
A DISCIPLINA deve ser ao mesmo tempo firme e dócil por quem emprega e enérgica e suave para quem a compreende.

DISCIPLINA não é sinônimo de castigo, mas de ordem e respeito aos objetivos propostos como meta por quem lhe adotou.

A DISCIPLINA deve ajustar-se às necessidades atuais de cada indivíduo, evoluindo com ele. Superadas as dificuldades e necessidades que a DISCIPLINA enfrentou, a mesma poderá mudar a sua atuação, acompanhando o ser em seu crescimento. Os pais precisam perceber que para cada filho há uma necessidade de DISCIPLINA diferente.

Quando se resolve ser espírita, tem-se invariavelmente um encontro marcado com a DISCIPLINA. Mesmo que não seja o “vigiai e orai”, estágio disciplinar mais avançado, o principiante espírita deverá sair da rotina do comodismo, para a conscientização de suas necessidades evolutivas.

Aos poucos ele vai descobrindo que na casa espírita os minutos revestem-se de maior significação, aproveitados no trabalho, no estudo doutrinário, no esclarecimento dos problemas existenciais, no fortalecimento da amizade, na gentileza ou nos afagos da caridade.

DISCIPLINA e CARIDADE formam o dueto maior atuando conjuntamente sob a orientação do bom senso. A DISCIPLINA não deve ser tão rígida que atropele a CARIDADE, e esta deve ser suficientemente racional para não descaracterizar a DISCIPLINA.

O indisciplinado é um fora da lei (Lei Divina) que precisa ajustar-se ao roteiro benéfico para ele criado, visando proporcionar-lhe os benefícios da paz.
Nenhum Espírito ingressa no mundo superior sendo indiferente à DISCIPLINA.

A DISCIPLINA precisa da AFETIVIDADE. Impor disciplina com gritos e ameaças (cumpridas ou não) revela desconhecimento do tema. O que se consegue obter desta forma é obediência ou colaboração, na maioria das vezes apenas representação. Na presença do ditador pode-se observar a revolta muda sob a máscara da obediência. Quando ele se afasta fica o desagrado e rebeldia.

A atitude de firmeza, serenidade e delicadeza é que levam a DISCIPLINA por aquisição. Ao iniciar a colaboração no processo disciplinar, o indivíduo, de livre vontade, assume o engajamento nas mudanças, despertando o espírito para as reformas interiores que se refletem nos comportamentos exteriores.
Quando Jesus mencionou a “porta estreita”, o “negar a si mesmo”, estava falando de quê? Não seria de RENÚNCIA, uma das velhas companheiras da DISCIPLINA? Para tomar a cruz aos ombros é urgente negar a si mesmo, reafirmando não o eu mundano, mas o eu divino, essência final da evolução.

Do espírita exige-se algo mais, que o retire da extensa lista dos acomodados: a DISCIPLINA. E ela se afirma no esforço de renovação, que deve ser feito a cada dia. É esse esforço que nos pacifica e rejuvenesce.

Disciplinemos nossas emoções para que elas não nos disciplinem.

Não esqueçamos nunca: saber dizer NÃO também consta da gramática do amor, no extenso capítulo da DISCIPLINA.
Para ter boa saúde é preciso disciplina.

Na mesa, na cama, na sala, na fala.
Disciplina ao respirar, disciplina ao pensar.
Disciplina no olhar, disciplina no tocar.
Pra poder evoluir é preciso disciplina.

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