Disciplina!

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Disciplina
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Amigo(a) Visitante deste blog, Salve!

Estou te convidando a fazer duas leituras:
Após ver o Vídeo, leia o texto abaixo.

Qualquer semelhança não é obra do acaso.

Externe sua opinião.
Eu te agradeço.
Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
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TEXTO
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Luiz Gonzaga Pinheiro
Conta Marcel Souto Maior, no livro “As vidas de Chico Xavier” o primeiro encontro entre Emmanuel e Chico Xavier. Em 1931, enquanto rezava na beira da represa, teve sua conversa com Deus interrompida pela visita de uma cruz luminosa. Franziu os olhos e percebeu, entre os raios, a poucos metros, a figura de um senhor imponente, vestido com túnica típica de sacerdotes.

O recém-chegado foi direto ao assunto.
– Está mesmo disposto a trabalhar na mediunidade?
– Sim, se os bons espíritos não me abandonarem.
– Você não será desamparado, mas para isso é preciso que trabalhe, estude e se esforce no bem.
– O senhor acha que estou em condições de aceitar o compromisso?
– Perfeitamente, desde que respeite os três pontos básicos para o serviço.
Diante do silêncio do desconhecido, Chico perguntou:

– Qual o primeiro ponto?
A resposta veio seca:
– Disciplina.
– E o segundo?
– Disciplina.
– E o terceiro?
– Disciplina, é claro.

DISCIPLINA é uma palavra de larga aplicação na vida. Podemos considerá-la uma virtude pessoal e intransferível, que adorna o espírito quando conquistada por aquisição, mas que pode violentá-lo quando por imposição.

A DISCIPLINA pode ser adequada ou inadequada, dependendo da situação daquele que a impõe e daquele que deve submeter-se a ela.
Quando Gandhi rebelou-se contra a política inglesa e estabeleceu a revolução pacifica da não-violência, foi taxado de indisciplinado pelos ingleses.
Mas exigiu, para consigo e seu povo, uma disciplina férrea de não agressão a seus opositores, nem por pensamento.

Assim, a DISCIPLINA tem direção e sentido, que devem ser coerentes na aplicação e justos na causa.
Autoritarismo não é sinônimo de DISCIPLINA. Aquele que tenta disciplinar utilizando normas despóticas e arbitrárias, é apenas prepotente, arrogante e tirano.
A DISCIPLINA deve ser ao mesmo tempo firme e dócil por quem emprega e enérgica e suave para quem a compreende.

DISCIPLINA não é sinônimo de castigo, mas de ordem e respeito aos objetivos propostos como meta por quem lhe adotou.

A DISCIPLINA deve ajustar-se às necessidades atuais de cada indivíduo, evoluindo com ele. Superadas as dificuldades e necessidades que a DISCIPLINA enfrentou, a mesma poderá mudar a sua atuação, acompanhando o ser em seu crescimento. Os pais precisam perceber que para cada filho há uma necessidade de DISCIPLINA diferente.

Quando se resolve ser espírita, tem-se invariavelmente um encontro marcado com a DISCIPLINA. Mesmo que não seja o “vigiai e orai”, estágio disciplinar mais avançado, o principiante espírita deverá sair da rotina do comodismo, para a conscientização de suas necessidades evolutivas.

Aos poucos ele vai descobrindo que na casa espírita os minutos revestem-se de maior significação, aproveitados no trabalho, no estudo doutrinário, no esclarecimento dos problemas existenciais, no fortalecimento da amizade, na gentileza ou nos afagos da caridade.

DISCIPLINA e CARIDADE formam o dueto maior atuando conjuntamente sob a orientação do bom senso. A DISCIPLINA não deve ser tão rígida que atropele a CARIDADE, e esta deve ser suficientemente racional para não descaracterizar a DISCIPLINA.

O indisciplinado é um fora da lei (Lei Divina) que precisa ajustar-se ao roteiro benéfico para ele criado, visando proporcionar-lhe os benefícios da paz.
Nenhum Espírito ingressa no mundo superior sendo indiferente à DISCIPLINA.

A DISCIPLINA precisa da AFETIVIDADE. Impor disciplina com gritos e ameaças (cumpridas ou não) revela desconhecimento do tema. O que se consegue obter desta forma é obediência ou colaboração, na maioria das vezes apenas representação. Na presença do ditador pode-se observar a revolta muda sob a máscara da obediência. Quando ele se afasta fica o desagrado e rebeldia.

A atitude de firmeza, serenidade e delicadeza é que levam a DISCIPLINA por aquisição. Ao iniciar a colaboração no processo disciplinar, o indivíduo, de livre vontade, assume o engajamento nas mudanças, despertando o espírito para as reformas interiores que se refletem nos comportamentos exteriores.
Quando Jesus mencionou a “porta estreita”, o “negar a si mesmo”, estava falando de quê? Não seria de RENÚNCIA, uma das velhas companheiras da DISCIPLINA? Para tomar a cruz aos ombros é urgente negar a si mesmo, reafirmando não o eu mundano, mas o eu divino, essência final da evolução.

Do espírita exige-se algo mais, que o retire da extensa lista dos acomodados: a DISCIPLINA. E ela se afirma no esforço de renovação, que deve ser feito a cada dia. É esse esforço que nos pacifica e rejuvenesce.

Disciplinemos nossas emoções para que elas não nos disciplinem.

Não esqueçamos nunca: saber dizer NÃO também consta da gramática do amor, no extenso capítulo da DISCIPLINA.
Para ter boa saúde é preciso disciplina.

Na mesa, na cama, na sala, na fala.
Disciplina ao respirar, disciplina ao pensar.
Disciplina no olhar, disciplina no tocar.
Pra poder evoluir é preciso disciplina.

Gisele

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Gisele
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Boa tardeee!!!

Quero te dar uma dica simples e especial hoje: comer chia.
No vídeo, eu explico como inseri-la no seu cardápio diário, quantidade por dia e os benefícios, inclusive para quem quer emagrecer com saúde!

Assista ao vídeo e compartilhe-o com seus amigos na sua página do Face. Desta forma, você contribui para cada cantinho deste Brasil ter um pouco mais de saúde, menos dores de cabeça, menos obesidade, menos problemas cardiovasculares, menos cancer…

Compartilhe o vídeo!

Grande abraço,

Gisele

A Espada

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A Espada
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Não vim trazer a paz, mas, a divisão

9. Não penseis que eu tenha vindo trazer paz à Terra; não vim trazer a paz, mas a espada; – porquanto vim separar de seu pai o filho, de sua mãe a filha, de sua sogra a nora; – e o homem terá por inimigos os de sua própria casa. (S. MATEUS, cap. X, vv. 34 a 36.)

10. Vim para lançar fogo à Terra; e que é o que desejo senão que ele se acenda? -Tenho de ser batizado com um batismo e quanto me sinto desejoso de que ele se cumpra! Julgais que eu tenha vindo trazer paz à Terra? Não, eu vos afirmo; ao contrário, vim trazer a divisão; – pois, doravante, se se acharem numa casa cinco pessoas, estarão elas divididas umas contra as outras: três contra duas e duas contra três. – O pai estará em divisão com o filho e o filho com o pai, a mãe com a filha e a filha com a mãe, a sogra com a nora e a nora com a sogra. (S. LUCAS, cap. XII, vv. 49 a 53.)

11. Será mesmo possível que Jesus, a personificação da doçura e da bondade, Jesus, que não cessou de pregar o amor do próximo, haja dito: “Não vim trazer a paz, mas a espada; vim separar do pai o filho, do esposo a esposa; vim lançar fogo à Terra e tenho pressa de que ele se acenda”? Não estarão essas palavras em contradição flagrante com os seus ensinos? Não haverá blasfêmia em lhe atribuírem a linguagem de um conquistador sanguinário e devastador? Não, não há blasfêmia, nem contradição nessas palavras, pois foi mesmo ele quem as pronunciou, e elas dão testemunho da sua alta sabedoria. Apenas, um pouco equivoca, a forma não lhe exprime com exatidão o pensamento, o que deu lugar a que se enganassem relativamente ao verdadeiro sentido delas. Tomadas à letra, tenderiam a transformar a sua missão, toda de paz, noutra de perturbação e discórdia, conseqüência absurda, que o bom-senso repele, porquanto Jesus não podia desmentir-se. (Cap. XIV, nº 6.)

12. Toda idéia nova forçosamente encontra oposição e nenhuma há que se implante sem lutas. Ora, nesses casos, a resistência é sempre proporcional à importância dos resultados previstos, porque, quanto maior ela é, tanto mais numerosos são os interesses que fere. Se for notoriamente falsa, se a julgam isenta de conseqüências, ninguém se alarma; deixam-na todos passar, certos de que lhe falta vitalidade. Se, porém, é verdadeira, se assenta em sólida base, se lhe prevêem futuro, um secreto pressentimento adverte os seus antagonistas de que constitui uni perigo para eles e para a ordem de coisas em cuja manutenção se empenham. Atiram-se, então, contra ela e contra os seus adeptos. Assim, pois, a medida da importância e dos resultados de uma idéia nova se encontra na emoção que o seu aparecimento causa, na violência da oposição que provoca, bem como no grau e na persistência da ira de seus adversários. 13. Jesus vinha proclamar uma doutrina que solaparia pela base os abusos de que viviam os fariseus, os escribas e os sacerdotes do seu tempo. Imolaram-no, portanto, certos de que, matando o homem, matariam a idéia. Esta, porém, sobreviveu, porque era verdadeira; engrandeceu-se, porque correspondia aos desígnios de Deus e, nascida num pequeno e obscuro burgo da Judéia, foi plantar o seu estandarte na capital mesma do mundo pagão, à face dos seus mais encarniçados inimigos, daqueles que mais porfiavam em combatê-la, porque subvertia crenças seculares a que eles se apegavam muito mais por interesse do que por convicção. Lutas das mais terríveis esperavam aí pelos seus apóstolos; foram inumeráveis as vítimas; a idéia, no entanto, avolumou-se sempre e triunfou, porque, como verdade, sobrelevava as que a precederam.

14. É de notar-se que o Cristianismo surgiu quando o Paganismo já entrara em declínio e se debatia contra as luzes da razão. Ainda era praticado pro forma; a crença, porém, desaparecera; apenas o interesse pessoal o sustentava. Ora, é tenaz o interesse; jamais cede à evidência; irrita-se tanto mais quanto mais peremptórios e demonstrativos de seu erro são os argumentos que se lhe opõem. Sabe ele muito bem que está errado, mas isso não o abala, porquanto a verdadeira fé não lhe está na alma. O que mais teme é a luz, que dá vista aos cegos. É-lhe proveitoso o erro; ele se lhe agarra e o defende. Sócrates, também, não ensinara uma doutrina até certo ponto análoga à do Cristo? Por que não prevaleceu naquela época a sua doutrina, no seio de um dos povos mais inteligentes da Terra? É que ainda não chegara o tempo. Ele semeou numa terra não lavrada; o Paganismo ainda se não achava gasto. O Cristo recebeu em propício tempo a sua missão. Muito faltava, é certo, para que todos os homens da sua época estivessem à altura das idéias cristãs, mas havia entre eles uma aptidão mais geral para as assimilar, pois que já se começava a sentir o vazio que as crenças vulgares deixavam na alma. Sócrates e Platão haviam aberto o caminho e predisposto os espíritos. (Veja-se, na “Introdução”, o § IV: Sócrates e Platão, precursores da idéia cristã e do Espiritismo.)

15. Infelizmente, os adeptos da nova doutrina não se entenderam quanto à interpretação das palavras do Mestre, veladas, as mais das vezes, pela alegoria e pelas figuras da linguagem. Daí o nascerem, sem demora, numerosas seitas, pretendendo todas possuir, exclusivamente, a verdade e o não bastarem dezoito séculos para pô-las de acordo. Olvidando o mais importante dos preceitos divinos, o que Jesus colocou por pedra angular do seu edifício e como condição expressa da salvação: a caridade, a fraternidade e o amor do próximo, aquelas seitas lançaram anátema umas sobre as outras, e umas contra as outras se atiraram, as mais fortes esmagando as mais fracas, afogando-as em sangue, aniquilando-as nas torturas e nas chamas das fogueiras. Vencedores do Paganismo, os cristãos, de perseguidos que eram, fizeram-se perseguidores. A ferro e fogo foi que se puseram a plantar a cruz do Cordeiro sem mácula nos dois mundos. E fato constante que as guerras de religião foram as mais cruéis, mais vítimas causaram do que as guerras políticas; em nenhumas outras se praticaram tantos atos de atrocidade e de barbárie. Cabe a culpa à doutrina do Cristo? Não, decerto, que ela formalmente condena toda violência. Disse ele alguma vez a seus discípulos: Ide, matai, massacrai, queimai os que não crerem como vós? Não; o que, ao contrário, lhes disse, foi: Todos os homens são irmãos e Deus é soberanamente misericordioso; amai o vosso próximo; amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos persigam. Disse-lhes, outrossim: Quem matar com a espada pela espada perecerá. A responsabilidade, portanto, não pertence à doutrina de Jesus, mas aos que a interpretaram falsamente e a transformaram em instrumento próprio a lhes satisfazer às paixões; pertence aos que desprezaram estas palavras: “Meu reino não é deste mundo.” Em sua profunda sabedoria, ele tinha a previdência do que aconteceria. Mas, essas coisas eram inevitáveis, porque inerentes à inferioridade da natureza humana, que não podia transformar-se repentinamente. Cumpria que o Cristianismo passasse por essa longa e cruel prova de dezoito séculos, para mostrar toda a sua força, visto que, mau grado a todo o mal cometido em seu nome, ele saiu dela puro. Jamais esteve em causa. As invectivas sempre recaíram sobre os que dele abusaram. A cada ato de intolerância, sempre se disse: Se o Cristianismo fosse mais bem compreendido e mais bem praticado, isso não se daria.

16. Quando Jesus declara: “Não creais que eu tenha vindo trazer a paz, mas, sim, a divisão”, seu pensamento era este:
“Não creais que a minha doutrina se estabeleça pacificamente; ela trará lutas sangrentas, tendo por pretexto o meu nome, porque os homens não me terão compreendido, ou não me terão querido compreender. Os irmãos, separados pelas suas respectivas crenças, desembainharão a espada um contra o outro e a divisão reinará no seio de uma mesma família, cujos membros não partilhem da mesma crença. Vim lançar fogo à Terra para expungi-la dos erros e dos preconceitos, do mesmo modo que se põe fogo a um campo para destruir nele as ervas más, e tenho pressa de que o fogo se acenda para que a depuração seja mais rápida, visto que do conflito sairá triunfante a verdade. A guerra sucederá a paz; ao ódio dos partidos, a fraternidade universal; às trevas do fanatismo, a luz da fé esclarecida. Então, quando o campo estiver preparado, eu vos enviarei o Consolador, o Espírito de Verdade, que virá restabelecer todas as coisas, isto é, que, dando a conhecer o sentido verdadeiro das minhas palavras, que os homens mais esclarecidos poderão enfim compreender, porá termo â luta fratricida que desune os filhos do mesmo Deus. Cansados, afinal, de um combate sem resultado, que consigo traz unicamente a desolação e a perturbação até ao seio das famílias, reconhecerão os homens onde estão seus verdadeiros interesses, com relação a este mundo e ao outro. Verão de que lado estão os amigos e os inimigos da tranqüilidade deles. Todos então se porão sob a mesma bandeira: a da caridade, e as coisas serão restabelecidas na Terra, de acordo com a verdade e os princípios que vos tenho ensinado.”

17. O Espiritismo vem realizar, na época prevista, as promessas do Cristo. Entretanto, não o pode fazer sem destruir os abusos. Como Jesus, ele topa com o orgulho, o egoísmo, a ambição, a cupidez, o fanatismo cego, os quais, levados às suas últimas trincheiras, tentam barrar-lhe o caminho e lhe suscitam entraves e perseguições. Também ele, portanto, tem de combater; mas, o tempo das lutas e das perseguições sanguinolentas passou; são todas de ordem moral as que terá de sofrer e próximo lhes está o termo. As primeiras duraram séculos; estas durarão apenas alguns anos, porque a luz, em vez de partir de um único foco, irrompe de todos os pontos do Globo e abrirá mais de pronto os olhos aos cegos.

l8. Essas palavras de Jesus devem, pois, entender-se com referência às cóleras que a sua doutrina provocaria, aos conflitos momentâneos a que ia dar causa, às lutas que teria de sustentar antes de se firmar, como aconteceu aos hebreus antes de entrarem na Terra Prometida, e não como decorrentes de um desígnio premeditado de sua parte de semear a desordem e a confusão. O mal viria dos homens e não dele, que era como o médico que se apresenta para curar, mas cujos remédios provocam uma crise salutar, atacando os maus humores do doente.
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Livro fonte:
O Evangelho Segundo o Espiritismo
CAPÍTULO XXIII
ESTRANHA MORAL

Mulheres

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Mulheres
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Dr. Luiz Carlos Formiga

Um comentário anônimo (*) diz que “falar de mulher, é um assunto muito complexo…“

O comportamento humano é complexo. O do homem não é diferente. Raciocinemos com a mulher do Próximo, Norberta. (1)

Ele, Nicolau era vaidoso. Infância difícil e juventude cercada de problemas financeiros.

Achava que a natureza humana era egoísta, malvada, sem remédio e que a sociedade nunca superaria a fase “Caim & Abel”. É o pessimismo do pecado original sem redenção pela cruz. Com a idade madura consolidou-se a ideia: “o fim justifica os meios”.

Dr. Nicolau acreditava na possibilidade de se constituir um estado a partir da experiência real sem a necessidade de levar em conta os valores éticos, religiosos ou espirituais. Ele chegou a acreditar que o fim último era o “Estado”, a que tudo deve ser subordinado. Personalidade inflacionada pelo complexo de superioridade.

Nicolau achava que o importante era a técnica, mas não aquela que simplesmente fizesse chegar ao poder, mas que garantisse a permanência nele. Para isso, pensava, era necessário conjugar a força do leão e a refinada prudência da raposa. Era fundamental conhecer as paixões humanas e suas fraquezas, para usar como meio de dominação. Estressado, Nicolau Próximo acabou morrendo, sem chegar a terceira idade.

A esposa, Norberta também era advogada, com formação cristã, uma dessas mulheres que apaixonam pela beleza interior. Para ela a religião deveria imunizar-se contra o fascínio do poder econômico e do proselitismo. Tinha Jesus como modelo, amava São Francisco e era devota de um santo católico, que fora doutor em Direito Civil.

Para ela, a democracia podia ser cansativa, mas não lhe haviam apresentado coisa melhor. Pensava num projeto pedagógico que privilegiasse a educação para a cidadania e levasse ao voto consciente. Ela era uma democrata incorrigível.

Morreu velhinha, mas feliz ao lado do filho e dos netos, que nunca esquecerão suas lições: – “democracia deve ser pensada como um processo contínuo. Sem desconsiderar os direitos humanos, constituir um ordenamento com as normas, definidoras da legitimidade, de quem deve governar”.

Lembrei deste casal, quando escrevi “O homem, a mulher e as linhas paralelas”. Nesse artigo comento aquele coração leviano, espírito encarnado em corpo de mulher, cantado por Paulinho da Viola e diferente de Norberta.

Aquele coração feminino não apresentava a mesma sensibilidade daquela mulher, portadora de lesão espinhal, com implicações na sexualidade e que foi entrevistada numa tese de mestrado.(2)

O espírito reencarnado, homem ou mulher, é ser complexo porque é de natureza biológica, psicológica, social, cultural, mas, principalmente, espiritual, herdeiro de si mesmo. (3)

Leitura Adicional

(*) Mulheres.

https://sinapseslinks.wordpress.com/2015/03/18/comentario-de-anonimoa/

(1) A Mulher do Próximo. Do Delito e das Penas.
http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/F_autores/FORMIGA_Luiz_tit_Mulher_do_proximo.htm
(2) O Homem, A Mulher e as Linhas Paralelas.
http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2013/08/o-homem-mulher-e-as-linhas-paralelas.html
(3) QI, QE, QS.
http://juli.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=2016352