Pandemia Cibernética

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Pandemia Cibernética
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Ataques por malware são as novas armas de destruição em massa, mais precisas e mais potentes que bombas

Já se FOI o tempo em que ter um computador infectado por vírus era pouco mais do que um incômodo. E que um bom antivírus resolvia o problema. A computação em nuvem e a internet das coisas tornaram os ataques cibernéticos muito mais graves do que uma eventual perda de documentos. Não está distante o cenário em que automóveis, geladeiras ou termostatos infectados possam colocar a vida de seus usuários em risco.

As pragas digitais são tantas e tão diversificadas que hoje configuram uma categoria de software: o malware, do inglês “malicious software”. São ameaças como bots (que controlam computadores remotamente, criando redes de ataque ou distribuição), spyware (que monitoram as atividades de um sistema e enviam as informações coletadas), backdoors (que deixam a máquina desprotegida para a volta do invasor) e outros tantos, agindo isoladamente ou em conjunto e deixando a internet mais perigosa. Basta um ataque a uma rede como o Twitter para transformar os computadores de seus usuários em zumbis que disparam spam.

Malware é negócio de gente grande, que paga bem e demanda talento, normalmente financiado por indústria bélica, redes de crime organizado, tráfico de drogas ou espionagem, que colocam anúncios em fóruns buscando profissionais para “ações ofensivas no ciberespaço”. Essas ações envolvem ataques para destruir, camuflar, confundir e desconfigurar torres de controle e centros de distribuição, causando danos maiores e mais precisos do que bombas.

Um bom exemplo dessas ações foi o Stuxnet, que se espalhou pelo mundo infectando mais de 100 mil máquinas até se infiltrar em sistemas de supervisão e controle das centrífugas de usinas nucleares iranianas, danificando-as enquanto mostravam na tela de seus operadores que tudo estava bem.

Identificado em 2010, esse ataque teleguiado foi exposto na rede, inspirando ações criminosas ainda mais potentes. Uma delas é o Duqu, feito para sabotagem e espionagem, identificado em sistemas industriais no mundo todo. No ano passado foi descoberto o Flame, que funciona como um controle remoto configurável. Ele tem cerca de 20 vezes mais linhas de código que o Stuxnet e uma arquitetura modular, que permite a seus operadores desenvolver partes complementares para ataques específicos.

Boa parte do sucesso de ataques como esses vem da exploração de vulnerabilidades encontradas em sistemas operacionais, chamadas de “zero-days”. Por serem fraquezas desconhecidas, essas falhas permitem ao malware passar livremente pelos antivírus e, depois de ativo por alguns dias, destruir-se sem deixar vestígios. Negociadas abertamente, tais rachaduras digitais alcançam valores de centenas de milhares de dólares, o que estimula os profissionais qualificados a pesquisá-las.

Cibercrime é um braço em expansão do crime organizado e precisa ser combatido para garantir a qualidade de vida on-line. Desenvolver malware custa caro, precisa valer o investimento. Sistemas de defesa podem tornar esse tipo de ação mais lenta e dispendiosa, bloquear serviços de redirecionamento de links e processar bancos que aceitem depósitos de origem desconhecida. Por mais complexo que seja o ciberespaço, talento e dinheiro são uma combinação rara, e não é difícil identificá-la entre os principais suspeitos.

folha@luli.com.br
MARION STRECKER
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Fonte: http://migre.me/dpyKc

Os Falsos Profetas da Erraticidade

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Os Falsos Profetas da Erraticidade
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10. Os falsos profetas não se encontram unicamente entre os encarnados.

Há-os também, e em muito maior número, entre os Espíritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade, semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando-lhe de través seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os aceitem.

E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam iludir, para darem mais peso às suas teorias, se apropriam sem escrúpulo de nomes que só com muito respeito os homens pronunciam.

São eles que espalham o fermento dos antagonismos entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos outros e a olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria para os desmascarar, pois, procedendo assim, são os primeiros a dar o mais formal desmentido às suas pretensões.

Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair em tão grosseiro embuste. Mas, há muitos outros meios de serem reconhecidos.

Espíritos da categoria em que eles dizem achar-se têm de ser não só muito bons, como também eminentemente racionais.

Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da razão e do bom senso e vede o que restará.

Convinde, pois, comigo, em que, todas as vezes que um Espírito indica, como remédio aos males da Humanidade ou como meio de conseguir-se a sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis, medidas pueris e ridículas; quando formula um sistema que as mais rudimentares noções da Ciência contradizem, não pode ser senão um Espírito ignorante e mentiroso.

Por outro lado, crede que, se nem sempre os indivíduos apreciam a verdade, esta é apreciada sempre pelo bom senso das massas, constituindo isso mais um critério.

Se dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais ecos e simpatias. Fora, com efeito, ilógico admitir-se que uma doutrina cujo número de adeptos diminua progressivamente seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus em continuo aumento.

Querendo que a verdade chegue a todos, Deus não a confina num círculo acanhado: fá-la surgir em diferentes pontos, a fim de que por toda a parte a luz esteja ao lado das trevas.

Repeli sem condescendência todos esses Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a separação e o insulamento.

São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes exagerados louvores, a fim de os fascinar e de tê-los dominados.

São, geralmente, Espíritos sequiosos de poder e que, déspotas públicos ou nos lares, quando vivos, ainda querem vitimas para tiranizar depois de terem morrido.

Em geral, desconfiai das comunicações que trazem um caráter de misticismo e de singularidade, ou que prescrevem cerimônias e atos extravagantes.

Há sempre, nesses casos, motivo legítimo de suspeição.

Estai certos, igualmente, de que quando uma verdade tem de ser revelada aos homens, é, por assim dizer, comunicada instantaneamente a todos os grupos sérios, que dispõem de médiuns também sérios, e não a tais ou quais, com exclusão dos outros.

Nenhum médium é perfeito, se está obsidiado; e há manifesta obsessão quando um médium só é apto a receber comunicações de determinado Espírito, por mais alto que este procure colocar-se.

Conseguintemente, todo médium e todo grupo que considerem privilégio seu receber as comunicações que obtêm e que, por outro lado, se submetem a práticas que tendem para a superstição, indubitavelmente se acham presas de uma obsessão bem caracterizada, sobretudo quando o Espírito dominador se pavoneia com um nome que todos, encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar e não permitir seja declinado a todo propósito.

É incontestável que, submetendo ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil se torna rejeitar a absurdidade e o erro, Pode um médium ser fascinado, e iludido um grupo; mas, a verificação severa a que procedam os outros grupos, a ciência adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunicações que os principais médiuns recebam, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, justiçarão rapidamente esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos mistificadores ou maus.
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Erasto, discípulo de São Paulo. (Paris, 1862,)
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Livro fonte:
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Capítulo XXI