Obrigado Senhor!

*
*
Por favor, click sobre a imagem para ampliá-la. Grato.
Link permanente para esta mensagem:___ http://wp.me/p1oMor-cXX
Contato: Leal, e-mail: sinapseslinks@gmail.com
*
*

*
*

Comunicar-se bem

*
*
Por favor, click sobre a imagem para ampliá-la. Grato.
Link permanente para esta mensagem:___ http://wp.me/p1oMor-cXT
Contato: Leal, e-mail: sinapseslinks@gmail.com
*
*

*
*
COMUNICAR-SE BEM

Uma questão de humildade

Por estranho que pareça a alguns, a língua e a linguagem, consideradas nos seus diversos níveis de registros, constitui-se em lamentável preconceito. E isso ocorre de ambas as partes dos interlocutores. Nos dominantes da língua culta, ou padrão, o preconceito é sutil, assume ares de tolerância, mas na verdade exclui.

Certamente quem se propõe a verticalizar suas ambições profissionais ou sociais, deve estar consciente da necessidade explícita ou implícita de praticar a norma culta para instrumentalizar seu discurso.

Em todos os países existe a língua oficial, utilizada para comunicações nacionais, internacionais ou ainda regionais, no âmbito interno de cada país. Isso prende-se ao fato de que , entre tantas diversidades lingüísticas inerentes ao próprio fenômeno comunicativo, faz-se necessário estabelecer uma uniformidade no código padrão ou oficial, como garantia de uma decodificação com o máximo de fidelidade, até quando passada para outras línguas, e portanto, unificando o entendimento, possibilitado pela mensagem assim construída.

Em termos de fala, faz-se necessário distinguir-se quem é o interlocutor, ouvi-lo falar, para que se escolha o nível de fala a ser usado. A penalidade, ao desprezar-se essa avaliação, é não ser compreendido. Essa realidade está muito mais presente do que se possa imaginar. Em Nova York há um grande edifício com lojas de departamentos. Em cada andar, utiliza-se um tipo de linguagem, com profissionais treinados para atender aos clientes praticantes de falas diferenciadas. O objetivo é comunicar-se para poder vender. Concluiu-se que o cliente não era bem atendido – e portanto não voltava – porque seu desejo não era compreendido…

Depreende-se, portanto, não tratar-se de falar certo ou errado, mas de adequar-se ao código lingüístico ou nível de fala, como requerem determinadas situações.

Por outro lado, quando se admite a norma culta como correta e as demais erradas, cria-se grande desconforto para quem se comunica de maneira diferenciada. A tendência dos “iluminados” é de desprezar, vetar e pior: corrigir. Só essa afirmação mereceria um artigo à parte . Essa atitude, não raro, emudece o falante, que se envergonha e não mais se expõe. Isso vale para os aprendizes de línguas estrangeiras. Dependendo das risadas, o trauma permanecerá para sempre.

O mal estar gerado pela falta de unificação de um código lingüístico, cria, por parte dos puristas da língua, uma atitude preconceituosa. A pessoa que fala com o “r” enrolado, já é taxada de caipira, embora o seu saber seja tão valioso quanto o de qualquer outro, como já afirmava o Mestre Paulo Freire. Mas, por via das dúvidas, o sistema o exclui. Conhecendo essas nuances, as pessoas podem ser mais cuidadosas ao se dirigirem a determinados interlocutores.

Contudo, focando agora as pessoas que pretendem, como já foi dito, galgar a verticalização de seus propósitos profissionais, passando pelos acadêmicos, faz-se necessário a conscientização de que as exigências são grandes, sim, mas absolutamente necessárias. O que pode ser tolerável e admissível em outros níveis de comunicação, não tem concessões em trabalhos científicos, oficiais, técnicos , empresariais ou para palestrantes. O texto, tanto como a explanação oral deve ser claro, objetivo, e vocabulário compatível, entre outros quesitos.

Entra aí a humildade. Nenhum escrito exime-se de criteriosa revisão, feita por profissional capaz e sobretudo não envolvido na produção original. Um segundo olhar, sem a pressão do envolvimento, poderá observar falhas de origens diversas, adequar a comunicação, sugerir terminologias mais indicadas, enfim, aprimorar o texto, dando-lhe cunho
de acervo de capital intelectual.

Essa prática deveria ser mais utilizada pelos autores de quaisquer produções escritas, para as mais diversas finalidades. Quando o autor assina, a responsabilidade lhe pertence. Não há dúvida de que a boa redação diferencia quem a faz com critério, pois seu resultado sinalizará, sem dúvida, a capacidade de quem utilizou-se desse recurso. Isso vale também para a oralidade. Aplica-se para qualquer profissional ou não, que utilize esses recursos, especialmente para estudantes de todos os níveis e, não é demais repetir, para trabalhos escritos de qualquer categoria,mas, especialmente acadêmicos. Aqui, a humildade pode ser a chave do sucesso. Aprendizado e aprimoramento são a base do esforço construtivo, exigência muito presente nos reclamos da atualidade.

Tentando estabelecer um link entre o arrazoado feito preliminarmente com referência aos problemas da diversidade de comunicação, que ocorre notadamente entre fala e escrita , vale lembrar que na Doutrina Espírita, muitos são ao palestrantes, nas mais variadas Casas Doutrinárias. Seria de bom alvitre, que o leitor das despretenciosas colocações aqui feitas, informe-se sobre as características do seu público alvo, para melhor fazer-se compreender, comunicando-se bem.

Lenita Maria Costa de Almeida
Pindamonhangaba – SP
*
Texto disponível em PDF. Click aqui. Grato.
*

Bom Português

*
*
Por favor, click sobre a imagem para ampliá-la. Grato.
Link permanente para esta mensagem:___ http://wp.me/p1oMor-cXJ
Contato: Leal, e-mail: sinapseslinks@gmail.com
*
*

*
*
Bom Português

Uma pergunta, uma senhora resposta…
 
Pergunta:
 
Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão “no frigir dos ovos”?

Resposta:

Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa

E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.

Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

Está respondido ???
*
Autor desconhecido
*
Colaboração:
Diniz Aleixo de Moraes
São Paulo-SP
*
Arquivo disponível em PDF. Click aqui. Grato.
*
Publicado em: SinapsesLinks
https://sinapseslinks.wordpress.com/
*