Fotografia em São Paulo – 1852

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Primórdios da Fotografia em São Paulo-SP

A primeira notícia de um estabelecimento fotográfico em são Paulo, é de 24.11.1852*.

Depois disso, muitos profissionais foram se estabelecendo, pois o mercado, na cidade que progredia a olhos vistos, era promissor.

Já as primeiras vistas da cidade, foram feitas somente a partir de 1860, quando as máquinas, já aperfeiçoadas, permitiam as tomadas instantâneas.

As vistas eram compiladas em álbuns de vinte ou trinta fotos, e oferecidas principalmente aos quintanistas da Academia de Direito, como lembrança do local em que eles viveram durante os anos de estudo.

Foi nesse contexto que Militão de Azevedo começou a fazer suas vistas de são Paulo.

A grande diferença entre este, e os outros fotógrafos da época, é que a maioria daqueles estúdios teve duração efêmera, enquanto que Militão atuou por mais de 25 anos.

O mais importante, no entanto, é que seus negativos originais (em vidro), eram arquivados e reladonados, o que acabou por preservar a maior parte do seu acervo (mais de 2.000 negativos), que atualmente estão sob a guarda do Museu Paulista.

Depois desse pioneiro, muitos outros seguiram seus passos, e dentre esses, escolhemos mais três, que continuaram o trabalho, quase que em sequência, até meados do século XX.

Nota: sobre as fotos originais, foi feito um trabalho de restauração, em Photoshop, para corrigir riscos, pequenas manchas, assim como dar um equillbrio de luminosidade e contraste, e estabelecer uma tonalidade semelhante em todas as fotos.

Gilberto Calixto Rios
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Para ver as fotos, click aqui. Grato.
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Colaboração:
Paulo Galante
São Paulo-SP
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Obsessão

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Obsessão
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Pelos obsidiados

81. PREFÁCIO. A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.

Oblitera todas as faculdades mediúnicas; traduz-se, na mediunidade escrevente, pela obstinação de um Espírito em se manifestar, com exclusão de todos os outros.

Os Espíritos maus pululam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja que eles desenvolvem faz parte dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo.

A obsessão, como as enfermidades e todas as tribulações da vida, deve ser considerada prova ou expiação e como tal aceita. Do mesmo modo que as doenças resultam das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um Espírito mau.

A causas físicas se opõem forças físicas; a uma causa moral, tem-se de opor uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros.

O auxílio destes se faz indispensável, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque aí não raro o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio. Quase sempre, a obsessão exprime a vingança que um Espírito tira e que com freqüência se radica nas relações que o obsidiado manteve com ele em precedente existência.

(Veja-se: Cap. X, n° 6; cap. XII, n° 5 e n° 6.) Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro fluido mau.

Mediante ação idêntica à do médium curador nos casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta a ação mecânica, mas que não basta; necessário, sobretudo, é que se atue sobre o ser inteligente, ao qual importa se possa falar com autoridade, que só existe onde há superioridade moral.

Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a autoridade. E não é tudo: para garantir-se a libertação, cumpre induzir o Espírito perverso a renunciar aos seus maus desígnios; fazer que nele despontem o arrependimento e o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particulares, objetivando a sua educação moral.

Pode-se então lograr a dupla satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito. A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece.

O mesmo não se dá, quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se ilude no tocante às qualidades daquele que o domina e se compraz no erro em que este último o lança, visto que, então, longe de secundar, repele toda assistência.

É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (O Livro aos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.) Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor.
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Livro fonte:
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec
Capítulo XXVIII
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