Banda larga: acesso universal

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Banda larga: acesso universal

O acesso universal à banda larga é fundamental porque propicia a igualdade de alcance do conhecimento.

NAS ÚLTIMAS colunas comentei situações e oportunidades para quem a conexão à internet já é realidade -em casa, no trabalho e no celular.

Mas ainda somos uma parcela relativamente pequena da população com acesso a serviços de banda larga e os muitos benefícios que a web oferece. Felizmente no mundo essa realidade começa a mudar.

Recentemente, a Finlândia tornou-se o primeiro país a declarar que o acesso à internet é direito fundamental de todo cidadão. Isso dá à web status e importância de telefone, eletricidade e água corrente.
É o que se conhece por “serviço universal”, conceito cada vez mais presente na regulamentação de telecomunicações e que prega a disponibilidade geral de certos serviços básicos para toda a população de um país.

Na América Latina, o Chile foi o primeiro a anunciar subsídios para suprir a demanda de acesso para a população.

Voltado inicialmente a empresas que levam banda larga a áreas distantes de grandes centros, com tarifas fixadas pelo governo, o projeto deve ser intensificado, com subsídios mais pesados que ajudem a massificar a internet no país, especialmente em áreas urbanas de baixa renda.

A iniciativa terá investimentos de quase US$ 500 milhões (R$ 840 milhões) nos próximos dois anos, com meta de que, em 2014, 70% da população chilena tenha banda larga.

Hoje, só 33% do país tem acesso ao serviço -média bem menor do que os 65% dos países-membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.

Com essa medida, o governo chileno também começou a liderar esforços multilaterais para reduzir os custos de internet no mundo.

A iniciativa, proposta e coordenada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, prevê que cada país assuma sua própria demanda interna de banda larga, gerando economia de escala que permitiria reduzir o custo internacional atual e consequentemente os preços para os usuários finais.

No Brasil, o governo federal criou o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), que também pretende democratizar o acesso à rede, embora de maneira diferente da chilena.

Aqui, a Telebrás foi reativada para realizar a tarefa de levar a internet a 40 milhões de brasileiros até 2014, com planos a preços populares. A estratégia quer aproveitar as redes de fibra óptica ociosas instaladas no país, contando com investimento privado, enquanto o Estado terá um papel complementar.

Segundo dados publicados na própria Folha, atualmente apenas 12,2 milhões de brasileiros possuem banda larga. Por aí, é possível ver o tamanho do desafio que o governo tem pela frente.

Para tocar o PNBL, o governo vai investir R$ 3,32 bilhões nos próximos anos e as cem primeiras cidades já foram anunciadas. A estimativa é de que mais de 14 milhões de brasileiros se beneficiem desse investimento.

Além do PNBL, existem outros esforços para conectar a população carente. Os mais de 100 mil moradores da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, têm acesso gratuito à web graças a uma iniciativa do governo fluminense e da PUC-RJ.

Esse programa, o Rio Estado Digital, também abrange outras comunidades, como Santa Marta, Pavão-Pavãozinho e Cidade de Deus.

O princípio do acesso universal à banda larga já pode se considerado uma tendência real. Algo a se comemorar, porque propicia a igualdade de acesso ao conhecimento.

Diz o Manifesto para a Banda Larga, que circula em sites chilenos: “Banda larga é educação, é comunicação, é o mundo em nossa casa, é biblioteca e conhecimento. Banda larga para aprender, para trabalhar, para inovar, para negócios, para lazer e para conquistar o mundo, quebrando o ciclo preconceituoso entre classes sociais e democratizando o conhecimento e a cultura”.

Para quem já está acostumado a ter acesso à informação, pode parecer apenas mais uma manifestação panfletária. Mas, para a população que tem pela primeira vez a chance de ter acesso imediato à informação, isso tem um peso realmente libertador e revolucionário.

ALEXANDRE HOHAGEN, 42, jornalista e publicitário, fundou a operação do Google no Brasil em 2005 e desde 2009 é presidente da empresa na América Latina. Escreve mensalmente, às quintas-feiras, nesta coluna.
colunadohohagen@gmail.com
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me0710201023.htm
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JFSP07OUT2010B11
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Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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Livre-arbítrio

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Livre Arbítrio

Você já ouviu, alguma vez, falar de Livre-arbítrio?

Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.

Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher. E a cada momento a vida nos exige decisão.

Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.

Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra.

Ao ouvir o despertador podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades.

Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos escolher entre resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.

Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor.

Conta um médico, que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.

Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que tirar um seio por causa da doença.

Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para curtir.

Quando alguém o ofende, você pode escolher entre revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto.

A decisão sempre é sua.

O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente, como conseqüência. E essa reação é de nossa total responsabilidade.

E isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve uns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.

Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito; para uma ação positiva, um efeito positivo; para uma ação infeliz, o resultado correspondente.

Se você chega no trabalho bem-humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua.

Você tem ainda outra possibilidade de escolha: ficar na sua. Todavia, da sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem.

Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita obrigatória.

Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de flores, colheremos flores, se plantarmos espinheiros, colheremos espinhos.

Não há outra saída. Mas o que importa, mesmo, é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que está a justiça Divina.

Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia darão seus frutos.

São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes.

Um dia, ainda que seja numa existência futura, eles aparecerão e reclamarão colheita.

Igualmente os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume.

É só deixar nas mãos do jardineiro Divino, a quem chamamos de Criador.
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Autoria: desconhecida
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Colaboração:
Alfredo F. Corrêa
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Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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