Acelerador LHC

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Mega-acelerador LHC começa a operar

Maior máquina do mundo faz com sucesso colisões de prótons em energia sem precedentes, para expandir fronteiras da física

Experimento levou 20 anos para ser montado e começar a fazer ciência; objetivo é estudar a origem do cosmo e achar a “partícula de Deus”

Denis Balibouse/Reuters

Imagem em tela mostra rastro de uma das colisões iniciais, ontem

RAFAEL GARCIA
LUCIANA COELHO
DE GENEBRA
JFSP31MAR2010A17

“Obrigado pela paciência”, foram as palavras do engenheiro Lyn Evans aos jornalistas quando o acelerador de partículas LHC, o maior experimento da história da física, anunciou ontem ter feito dois prótons colidirem a uma energia de 7 TeV (teraelétron-volts).

O choque, o evento mais violento já produzido em laboratório, aniquilou instantaneamente esses dois objetos -núcleos de átomos de hidrogênio- e produziu uma série de outras partículas que foram deixando rastros de suas trajetórias em detectores especiais.

O aparecimento das figuras com linhas tortas nos computadores dos centros de controle do laboratório às 13h06 (8h06 em Brasília) foi seguido de aplausos e gestos eufóricos dos cientistas em comemoração. Evans, que chefiou o projeto durante a maior parte dessas duas décadas no Cern (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear), estava visivelmente emocionado. Ele foi um dos cerca de 10 mil cientistas envolvidos na empreitada, que levou 20 anos para começar efetivamente seu programa científico.

Dez anos depois
O LHC (Grande Colisor de Hádrons) fica na fronteira da Suíça com a França, num túnel circular de 27 km de circunferência ao norte de Genebra. Ao ser idealizado, em 1991, tinha sua conclusão prevista para o ano 2000, mas só dez anos depois conseguiu vencer todos os obstáculos técnicos e humanos para ter início. Com o sucesso ontem, superou seu último trauma: um acidente que danificara parte da máquina, fazendo-a parar em 2008.

O incidente, uma sobrecarga de energia, fez o Cern mudar de planos. A estreia de ontem só acelerou os prótons a metade da energia prevista, para evitar que o problema se repetisse.

Até o fim de 2011, o LHC vai operar aquém da capacidade, e só depois disso haverá uma pausa para aprimorar a máquina e prepará-la para colisões com energia máxima, 14 TeV. Nesse estágio, a densidade de energia das colisões será semelhante à que existiu momentos após o Big Bang, a explosão que originou o Universo -daí o acelerador ter sido apelidado “Máquina do Big Bang”.

A expectativa de novas descobertas já nesse período, porém, é grande. O LHC já é três vezes e meia mais potente do que o Tevatron, o acelerador americano que, até ontem, era o mais poderoso do mundo.

“Quando as colisões foram registradas, vimos nos gráficos o sinal de que estamos agora em um novo regime de energia na física”, afirmou Fabiola Gianotti, italiana que lidera o Atlas, o maior dos quatro detectores de partículas do LHC.

Com uma capacidade sem precedentes de criar partículas elementares a partir da energia das colisões, cientistas esperam poder confirmar previsões teóricas da física e estudar as condições iniciais do Universo.

O bóson de Higgs -entidade hipotética que ganhou o apelido de “partícula de Deus”- talvez seja a peça mais aguardada. Ele seria a partícula que confere massa a todas as outras.

A despeito do sucesso, os cientistas logo alertaram que descobertas como essa ainda podem levar meses.

Mais colisões
“Pode ser que o bóson de Higgs tenha surgido aqui agora, mas os físicos só poderão dizer isso após analisarem os dados acumulados de muitas colisões”, explica Denis Damázio, engenheiro brasileiro do Atlas.

Ontem, uma hora depois do primeiro choque, o LHC já havia sido programado para produzir 40 colisões por segundo e continuou aumentando o ritmo. Depois de três horas de operação, encerrou os trabalhos do dia registrando meio milhão de eventos. Foi só uma amostra daquilo que poderá fazer se chegar à meta de produzir 800 colisões por segundo. Em se tratando de uma máquina da complexidade do LHC, porém, é difícil saber quando será possível atingir isso. Depois do acidente de 2008, cada nova ação ocorre em etapas.

Mesmo mobilizando uma grande estrutura para a imprensa cobrir o evento, o Cern evitou que uma “colisão com hora marcada” apressasse os cientistas. Os físicos trabalharam em seu ritmo, e os jornalistas tiveram de esperar sete horas para registrar o momento das colisões.

Steve Myers, diretor de aceleração do Cern, diz confiar em que um acidente como o de 2008 não se repetirá. “Deixamos o sistema de proteção da maquina tão sensível que ainda agora, quando injetamos o primeiro raio de prótons, o sistema achou que era uma saturação e desligou o raio”, contou. Resolvido o problema e feitas as colisões, revelou como ele e seus colegas se sentiam: “Emocionados, entusiasmados, aliviados e muito felizes”.
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe3103201001.htm
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A Partícula de Deus

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Maior máquina do mundo,
LHC começa hoje a produzir ciência

Choques de prótons em mega-acelerador poderão revelar a “partícula de Deus”

RAFAEL GARCIA
EM GENEBRA
JFSP 30MAR2010A16

O mega-acelerador de partículas LHC faria na madrugada de hoje as primeiras tentativas de colisões capazes de produzir ciência efetivamente inovadora. O experimento, que ganhou o apelido de “máquina do Big Bang”, poderá então tentar detectar o bóson de Higgs, a partícula que confere massa às outras, segundo a teoria.

Tecnicamente, o acelerador está funcionando desde novembro, mas só agora as colisões entre prótons que são produzidas em seu túnel circular de 27 km chegam à energia de 7 TeV (teraelétron-volts), necessária às detecções.
A violência dos choques entre essas partículas, porém, ainda é metade daquela prevista para o projeto. Quando o LHC estiver pronto para colidir seus feixes de prótons a 14 TeV, será como como produzir um choque frontal de dois trens-bala num túnel mais estreito que um fio de cabelo. Isso só deve acontecer em 2012.

A agenda de experimentos foi mudada depois de um acidente em setembro de 2008. Uma sobrecarga de energia danificou vários dos ímãs supercondutores responsáveis por acelerar as partículas.

Depois de ficar no conserto por mais de um ano, o LHC vai rodar sua primeira etapa de experimentos colidindo prótons a 3,5 TeV. Físicos na sede do Cern (Organização Europeia de Física Nuclear), na fronteira da Suíça com a França, estão ansiosos para o início do trabalho.

“Temos tido já, de vez em quando, algumas colisões a 7 TeV, mas creio que não 100% estáveis”, disse à Folha Denis Damázio, brasileiro que trabalha no Atlas, um dos grandes detectores do LHC. Segundo ele, os experimentos que vinham sendo feitos até a semana passada usavam apenas um “bunch” -um pequeno “vagão”, quando se compara o feixe de prótons a um trem.
Tanto o Atlas quanto os outros grandes detectores -o CMS, Alice e o LHCb- trabalham de forma independente entre si. Quase todos eles já inauguraram sua produção científica. Os artigos publicados, porém, ainda tratam mais de aspectos técnicos, como calibração das máquinas.

Quando o feixe de prótons completo estiver circulando hoje, porém, os cientistas esperam que o Cern cumpra sua promessa de “abrir a maior janela para potenciais descobertas na física de partículas em uma década”. Mesmo 7 TeV já são mais que o triplo da energia produzida pelo acelerador americano Tevatron, o melhor até o ano passado. Cientistas calculam que isso é mais do que suficiente para que de algumas colisões finalmente apareça o bóson de Higgs -a “partícula de Deus”, apelido que desagrada a muitos físicos.
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe3003201004.htm
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Nossos Entes Queridos

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Nossos Entes Queridos
Francisco Cândido Xavier/ Emmanuel


Um ponto importante nas relações afetivas: a nossa atitude para com os entes amados.

Habitualmente, em nossa dedicação, somos tentados a escolher caminhos que supomos devam eles trilhar.

Inclinação esta mais do que justa, porquanto muito institivamente desejamos para os outros alegrias semelhantes às nossas.

Urge considerar, entretanto, que Deus não dá cópias.

Dos pés à cabeça e de braço a braço, cada criatura é um mundo em si, gravitando para determinadas metas evolutivas, em órbitas diferentes.

Em face disso, cada pessoa possui necessidades originais e tem o passo marcado em ritmo diverso.

A vida, como sucede à escola, é igual para todos nos valores do tempo; no entanto, cada aprendiz da experiência humana, qual ocorre no educandário, estagia provisoriamente em determinado caminho de lições.

Aquele companheiro terá tomado corpo na Terra a fim de casar-se e constituir família; outro, porém, ter-se-á incorporado no plano físico para a geração de obras espirituais com imperativos de serviço muito diferentes daqueles da procriação propriamente considerada.

Esta irmã terá nascido no mundo para a formação de filhos destinados à sustentação da vida planetária; aquela outra, todavia, terá vindo ao campo dos humanos, a fim de servir a causas generosas em regime de celibato.

Cada coração pulsa em faixa específica de interesses afetivos.

Cada pessoa se ajusta a certa função, compreendendo assim, sempre que a nossa ternura se proponha traçar caminhos para os entes amados, saibamos consagrar-lhes, em silêncio, respeitoso carinho…

E, se quisermos auxiliá-los, oremos por eles, rogando à Sabedoria Divina os inspire e ilumine, de vez que só Deus sabe no íntimo de nós todos aquilo que mais convém ao burilamento e à felicidade de cada um…

Colaboração:
Daniela Marchi
Araçatuba-SP
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Não acredito em Deus

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Sobre a crença e a ciência

Respeito os que creem.
A ciência não tem agenda contra a religião

A pergunta que mais me fazem quando dou palestras, ou mesmo quando me mandam e-mails, é se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo um ar de confusão, às vezes até de medo, no rosto da pessoa: “Mas como o senhor consegue dormir à noite?”.

Não há nada de estranho em perguntar a um cientista sobre suas crenças. Afinal, ao seguirmos a velha rixa entre a ciência e a religião, vemos que, à medida em que a ciência foi progredindo, foi também ameaçando a presença de Deus no mundo. Mesmo o grande Newton via um papel essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem instabilidades e acabassem todos amontoados no centro, junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que esse Deus era desnecessário, que a natureza podia cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à mercê de suas leis.

Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?

Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a agenda da ciência é roubar Deus das pessoas. Um número espantoso de pessoas acha mesmo que esse é o objetivo dos cientistas, acabar com a crença de todo mundo. Os livros de Richard Dawkins e outros cientistas ateus militantes, que acusam os que creem de viverem num estado de delírio permanente, não ajudam em nada a situação. Mas será isso mesmo o que a ciência pretende? Será que esses fundamentalistas ateus falam por todos os cientistas?

De modo algum. Eu conheço muitos cientistas religiosos, que não veem qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles, quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu Deus. (São vários.) Mesmo que essa não seja a minha posição, respeito os que creem. A ciência não tem uma agenda contra a religião. Ela se propõe simplesmente a interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano, aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas de produção avançadas, ajudando no combate às doenças. O “resto”, a bagagem humana que acompanha e inspira o conhecimento (e que às vezes o atravanca), não vem da ciência como corpo de saber, mas dos homens e das mulheres que se dedicam ao seu estudo.

É óbvio que, como já afirmava Einstein, crer num Deus que interfere nos afazeres humanos é incompatível com a visão da ciência de que a natureza procede de acordo com leis que, bem ou mal, podemos compreender. O problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar fenômenos naturais; dizer que o mundo tem menos de 7.000 anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva, que, por sua vez, foram criados por Deus, é equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente, inaceitável. Por exemplo, um número enorme de pessoas se recusa a aceitar que o homem pousou na Lua. Quando ouço isso, fico horrorizado. Esse feito, como tantos outros, deveria ser celebrado como um dos marcos da civilização, motivo de orgulho para todos nós.

Podemos dizer que existem dois tipos de pessoa: os naturalistas e os sobrenaturalistas. Os sobrenaturalistas veem forças ocultas por trás dos afazeres dos homens, vivendo escravizados por medos apocalípticos e crenças inexplicáveis. Os naturalistas aceitam que nunca teremos todas as respostas.

Mas, em vez de temer o desconhecido, abraçam essa ignorância como um desafio e não uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro “Criação Imperfeita”
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2803201003.htm
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Atitudes Benditas

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Atitudes Benditas


Acordar
Decida ter um bom dia. Então, ao abrir os olhos e espreguiçar o corpo, agradeça a Deus pela noite de sono e por ter acordado para um novo dia.

“Este dia foi especialmente preparado pelo Senhor; vamos nos alegrar, vamos festejar por causa dele.”
(Sl 118:24)

Vestir
Vista-te, em primeiro lugar, de bom humor, de um sorriso agradável, de uma esperança renovada; senão, não vai adiantar escolher uma bela e elegante roupa se a face não estiver condizente.

“O Senhor não vê como o homem:
o homem vê o exterior,
o Senhor vê o coração.”
(I Sm 16:7)

Lavar as mãos e o rosto
Lavar as mãos e o rosto não é somente uma atitude de higiene corporal, mas de higiene espiritual. Este ato contribui para lavar os olhos que choraram de tristeza. Ao lavar o rosto jogue esses sentimentos que trazem angústia pelo ralo.

“Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos… Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.”
(Is. 1:16 e Sl. 51:2)

Falar
Quando falar, pronuncie palavras que abençoe a vida de alguém; se vai repreender alguém, faça-o com amor e sabedoria; fale o necessário e somente quando tiver algo de bom a acrescentar.

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros.
Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida…
O mexeriqueiro espalha os segredos; por isso fique longe de quem fala demais.”
(Tg. 4:11; Pv 13:3 e 20:19)

Calar
Saber falar é sábio; mas saber calar é divino. Neste dia, cala-te para não ferir; cala-te para não julgar; cala-te para não pecar. O Senhor Deus nos deu dois ouvidos e uma boca, com o propósito de ouvirmos mais e falarmos menos.

“…tempo de estar calado e tempo de falar. Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios”
(Ec. 3:7 e Sl. 141:3

Erguer a cabeça
Estar triste é normal, mas viver triste não é atitude daquele que crê em Jesus. Ergue, agora, a tua cabeça e contemple o céu. Veja, sinta e alegra-te com esta maravilha que Deus, hoje, te proporcionou. Não esqueça, Jesus venceu o mundo para te dar vitória.

“tudo posso n’Aquele que me fortalece“
(Fp. 4:13)

Esforçar
As pessoas têm sonhos a alcançar, planos a realizar e projetos a concretizar.
Esforça-te em tua caminhada.

“No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. Confia no Senhor Reconheça-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”
(João 16:33 e Pv 3:5-6)

Posicionar
Tomar uma posição na vida é buscar aquilo que dá sentido a ela. Posiciona o teu sonho ou projeto em direção Aquele que pode realizá-lo; posiciona a tua fé n’Aquele que te ama mais do que imaginas; posiciona-te perante Aquele que te fez, para receberes as bênçãos prometidas. Posiciona-te aos pés de Jesus Cristo e espera n’Ele que, tudo o mais, Ele fará.

“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.”
(Gl 6,9-10;)

Orar
Orar é conversar com Jesus, fale com Ele que está com os ouvidos atentos, os olhos abertos e as mãos estendida à oração que fizeres. Ele é o melhor Amigo, que não cansa de te ouvir; Ele é o Pai mais amoroso, que faz o impossível para te abençoar; Ele é o Companheiro mais fiel, que está do teu lado em todos os momento; Ele é o Senhor dos céus e da terra, que criou tudo para te fazer feliz; Ele é o Deus Todo-Poderoso, que tudo pode, tudo vê, tudo sabe e nunca te abandonará.

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica”
(Fl 4:6)

Crer
Creia que terás um dia abençoado, e terás.
Creia que irás consolar um coração aflito, e consolarás. Creia que dar é melhor que receber, e receberás muito mais do que tens pedido ou imaginado.

“Não temas, crê somente. Tudo é possível ao que crê. (…) quando em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.
(Mc. 5:36; 9:23; 11:24; )


Que Deus derrame sobre ti e em todas as áreas de tua vida a graça e a paz;
que tua semana seja, verdadeira, rica e abundantemente abençoada!



Colaboração:
Telma Canettieri Ferrari
Pindamonhangaba-SP

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Relógio do Coração

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Relógio do Coração

“Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.” (Eclesiastes)
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Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.

Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.

Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário nos mostrar que ficaram por anos em nossas agendas.

Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na Terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.

E há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados da folhinha.

Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembrança de horas.

Há eventos que marcaram, e que duram para sempre o nascimento do filho, a morte da avó, a viagem inesquecível, o êxtase do sonho realizado.

Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra “eternidade”.

Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.

Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz estava eu na ocasião.

O relógio do coração hoje descubro, bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.

Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.

Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.

É olhar as rugas e não perceber a maturidade.

É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças do que viveu.

Pense nisso.

E consulte sempre o relógio do coração: ele lhe mostrará o verdadeiro tempo do mundo.

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…

E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mario Quintana.

“O presente é a sombra que se move separando o ontem do amanhã.
Nele repousa a esperança.” (Frank Lloyd Wright)

“O tempo foi algo que inventaram para que as não acontecessem todas de uma vez.”
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Colaboração:
Mário Leal Filho – São Paulo-SP
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João de Deus

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Médium Max

Com placas e cardápios em inglês, cidade de 12 mil habitantes, a pouco mais de cem km de Brasília, hospeda espírita que atrai pessoas do mundo todo em busca de cura de doenças as mais variadas

Na rua do centro espírita, as lojas vendem suvenires como a camisa da seleção brasileira

VINICIUS SASSINE
COLABORAÇÃO PARA A
AGÊNCIA FOLHA,
EM ABADIÂNIA (GO)
JFSP 21MAR2010MAIS5

A entidade chama: “Este aqui chegou como louco, já tomou 22 eletrochoques”.

Depois, quer que os mais próximos ouçam o relato de uma mulher. “Por que você veio até aqui?”, pergunta.

“Porque eu não conseguia engravidar. A gravidez só “segurou” por sua causa”, responde a gaúcha de Cruz Alta (RS), pela segunda vez em Abadiânia, no interior de Goiás.

É a vez de uma paciente grega, que retornou ao Brasil para agradecer pela cirurgia realizada na última vez em que esteve na cidade. “Os médicos retiravam o tumor, mas ele voltava e sangrava.”

As conversas, sempre curtas, duram o dia inteiro no centro espírita Dom Inácio Loiola, conhecido como Casa de Dom Inácio. Uma multidão de enfermos se enfileira para ver e manifestar seus problemas a João de Deus.

Ou, melhor, a uma das mais de 30 entidades que a equipe do centro espírita diz que João recebe, entre elas o espírito do médico sanitarista brasileiro Osvaldo Cruz, morto no início do século passado.

João Teixeira Farias, de 68 anos, o João de Deus, contradiz a própria equipe. Não é espírita nem recebe tantas entidades, segundo ele. “Tenho uma missão apenas.”

João de Deus é John of God para a grande maioria das pessoas que passam as quartas, quintas e sextas-feiras na Casa Dom Inácio. Europeus, norte-americanos e asiáticos, nessa ordem, descobriram Abadiânia, uma cidade de 12 mil habitantes a 88 quilômetros de Goiânia e a pouco mais de 100 quilômetros de Brasília.

Cirurgias espirituais
Eles são maioria na busca pela cura que a medicina não obteve. Conduzem rituais de oração e “cirurgias espirituais”, muitas delas com incisões carregadas de misticismo para retirada de nódulos, cistos e outras partes doentes do corpo.

Vestem branco. Passam horas sentados, de olhos fechados. Esperam a vez da conversa ou da “cirurgia” com João de Deus.

A Casa Dom Inácio recebe, por dia, entre 600 e 800 pessoas que, de alguma maneira (principalmente pela boca de amigos), ficaram sabendo da existência de João de Deus.

Chegam, identificam a fila onde devem entrar da primeira vez, a da “cirurgia”, a fila do retorno e já decidem ali, frente à frente com o médium, qual será o procedimento adotado.

Na quarta-feira passada, uma única pessoa fez a cirurgia com cortes.
“Ele retirou com um bisturi os caroços que eu tinha perto do peito”, conta o empresário de Salvador (BA) Marcos Falcão, 46, enquanto se recuperava numa maca da enfermaria. “Sangrou, mas não senti dor.”

Outras 150 pessoas fizeram as “cirurgias espirituais”, sem incisões no corpo.
Foi assim que o estudante paulista Robert Hoffman, 22, diz ter se curado de um tumor benigno no cérebro. Robert fez a cirurgia espiritual na Casa Dom Inácio em 5/2.

No Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o tumor de cinco centímetros foi retirado sete dias depois.

“Não fiquei nem uma semana no hospital, e sem sequelas, como os médicos chegaram a dizer no início”, afirmou.

O centro espírita já registrou a presença de estrangeiros de 22 países. São principalmente pessoas com deficiências físicas ou com problemas graves de saúde, como esclerose múltipla e câncer. “Tenho esperança de ser curado”, diz o italiano Pietro de Maria, 38, paraplégico desde 1995 por causa de um acidente de moto. “Vou ser operado na semana que vem.”

O suíço Raymond Gallaz, 55, conta ter dispensado a cadeira de rodas que Pietro ainda usa por causa de João de Deus.

É a quarta vez do suíço em Abadiânia. “Não preciso mais da cadeira.”

Os voluntários de João de Deus são os mesmos que organizam as caravanas com os estrangeiros rumo a Abadiânia. Eles negociam a hospedagem entre os voluntários, são proprietários de dezenas de pousadas e hotéis na cidade e trabalham como tradutores ou guias na Casa Dom Inácio -um lugar amplo, com diversos espaços para cirurgias, orações, farmácia, enfermaria e sala de espera.

TV de plasma
Na rua do centro espírita, as lojas vendem suvenires como a camisa da seleção brasileira de futebol. As placas das pousadas e os cardápios das lanchonetes são em inglês. Muitas casas são alugadas pelos visitantes de outros países, que passam meses, anos ou até uma vida inteira em Abadiânia.

É é o caso de um francês que se casou com uma brasileira nascida na cidade. Na parede da casa, pintou uma mensagem que fala em cura na Casa Dom Inácio.

Questionado sobre a razão de tantos estrangeiros o procurarem, João de Deus diz que são os “trabalhos realizados por mais de 30 anos”. Ele dá respostas curtas às acusações que já enfrentou, principalmente de charlatanismo. “Para mim, tudo é normal.”

Ele viaja todos os anos para Nova York (EUA), onde mantém uma Casa Dom Inácio. Já esteve também na Nova Zelândia, na Alemanha, em Portugal e na Grécia.

Em cada atendimento, o médium ouve seu seguidor e anota num papel o medicamento necessário ao tratamento espiritual.

É uma essência de passiflora, produzida na farmácia do centro espírita e vendida por R$ 60. Banhos de cristal, suvenires e água fluidificada também são vendidos por sua equipe.

O centro recebe diversas doações, em dinheiro ou produtos. “Não cobramos dízimo”, provoca o médium. Mas uma placa exibida em uma das salas do centro -ao lado de uma TV de plasma que transmite continuamente sessões gravadas de cirurgias sempre com incisões conduzidas pelo médium- lembra: “All donation welcome”.
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2103201009.htm
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Veja também: (06fev2009)
http://sinapseslinks.blogspot.com/2009/02/joao-de-deus.html
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Veja também: (14out2008)
http://sinapseslinks.blogspot.com/2008/10/mediunidade-de-cura-osvaldo-shimoda-no.html
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