Chico Xavier – filme

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Filme busca os não espíritas

Na opinião de produtores, filão de filmes ligados ao sobrenatural nunca foi bem explorado no país

Dificuldades na escolha do diretor e na conclusão do roteiro fizeram com que “Chico Xavier” levasse seis anos para chegar às telas

DA REPORTAGEM LOCAL – Folha de São Paulo

Os produtores de “Chico Xavier” repetem, feito mantra, que não fizeram um filme espírita. “Tomei cuidado para que não fosse doutrinário”, diz o diretor Daniel Filho. “O filme, antes de qualquer denominação que possa segmentá-lo, é uma cinebiografia de uma das personalidades mais conhecidas e queridas dos brasileiros. Foi feito para ser visto por todos que gostam de uma belíssima história de vida”, emenda Carlos Eduardo Rodrigues, diretor da GloboFilmes. Daniel Filho diz, inclusive, que buscou colocar no roteiro todas as perguntas que ele próprio, não espírita, faz a si.

Mas, intenções à parte, “Chico Xavier”, construído sob uma atmosfera de fé e marcado pela adesão emocional ao personagem, é um filme que requer, do espectador, um pacto que passa pela crença. Das cartas enviadas pelos desencarnados – a palavra morte não é utilizada – às aparições do espírito do médico Bezerra de Menezes são muitas as cenas retocadas pelo sobrenatural.

Os fios da história são puxados a partir da entrevista que Xavier, morto em 2002, aos 92 anos, concedeu ao programa “Pinga Fogo”, da TV Tupi. O vaivém no tempo abarca três fases: infância (Matheus Costa), início da vida adulta (Ângelo Antônio) e maturidade (Nelson Xavier).

Esse projeto era acalentado desde 2004, quando o distribuidor Bruno Wainer comprou os direitos da biografia “As Vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior. Conseguiu, rapidamente, a adesão da GloboFilmes e da Sony. Mas faltava ao filme uma alma. Ou duas: roteiro e diretor. “Por divergências de visão, não chegávamos a um acordo sobre o diretor”, conta Wainer. Nome vai, nome vem, chegou-se a Daniel Filho, até então apenas produtor. Com essa solução teve início outro problema: o roteiro. Foram tantas as versões que até um thriller surgiu.

“Tentei fazer com que tivesse o tom do livro. O filme tem o ponto de vista do Chico, quando ele conta o que apenas ele via, ouvia e sentia”, diz Filho. É esse ponto de vista que, esperam os produtores, pode garantir ao filme um público mais amplo. “O filme do padre Marcelo [“Maria, Mãe do Filho de Deus”] tinha um aspecto doutrinário. “Chico” não tem”, compara Braga, da Sony.

O interesse da distribuidora hollywoodiana no projeto é, digamos, anterior ao próprio projeto. “Os livros religiosos são tão bem vendidos que sempre me perguntei por que não viravam filme.”

A prova de que esse filão adormecido tinha potencial veio com “Bezerra de Menezes” que, lançado sem alarde, fez quase 500 mil espectadores. Mas será que quem rejeita o espiritismo verá “Chico Xavier”? “Não sei”, responde Braga. O executivo assinala, no entanto, que filmes “sobrenaturais” costumam fazer sucesso no Brasil. “Filmes como “Ghost” e “O Sexto Sentido” fizeram especial sucesso aqui.”

Atrás do público que, mais do que ao cinema, costuma ir à barraquinha do camelô, o filme não só terá sessões especiais em Uberaba (MG), onde fica o museu Chico Xavier, e Pedro Leopoldo (MG) sua cidade natal, como aproveitará as frestas abertas pelo centenário do personagem. Só a GloboNews tem quatro programas sobre Xavier previstos para março. É o mais famoso médium brasileiro chegando à era da “convergência”.
(ANA PAULA SOUSA)
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2602201009.htm
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Falar com os mortos

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Falar com os “mortos”, coisa de maluco?

VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA (Folha de São Paulo)

Há cerca de 14 anos, quando fui convidado para dirigir a sucursal de Brasília da Folha, o diretor de redação, Otavio Frias Filho, marcou um almoço comigo para falar sobre a função. No meio do encontro, ele me surpreendeu quando mudou o rumo da conversa e pediu que eu falasse um pouco sobre minhas crenças.

Minha reação imediata foi: “Será que devo falar sobre isso? Você vai achar que colocou um maluco na direção do jornal em Brasília”. Como recebi estímulo para seguir, só falamos de espiritismo dali em diante.

Hoje, ao lembrar daquele episódio, vejo que eu mesmo tinha um certo receio em falar que era espírita. Exatamente por saber que, no meu meio, muitos me achavam maluco ao falar sobre comunicação com os “mortos”.

Otavio não só me estimulou como, ao final da conversa, não me classificou de “louco” por ser espírita, religião que hoje é muito mais aceita dentro da sociedade brasileira e começa a crescer, estando presente nas diversas classes sociais.

Uma religião que seus adeptos preferem classificar de doutrina cristã, fundada na fé raciocinada e que prega a caridade como principal caminho para a evolução espiritual.

Uma religião aberta, que costuma ter entre seus seguidores católicos que assistem à missa pela manhã e participam de reuniões espíritas à noite.

Se já foi considerada “coisa do demônio”, como dizia minha mãe, ou “crença de malucos”, o espiritismo vive um momento de expansão e divulgação, numa época de terreno fértil diante de novas teorias sobre o fim do mundo.

Chico Xavier dizia que “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Se só essa mensagem ficar na mente dos que virem o filme, já terá valido a pena. Ela vale para qualquer um. Tanto para os que creem que a vida é única e tem um fim -seja a deles ou a da terra. Como para os malucos que falam com os “mortos”.
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2602201011.htm
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Espiritismo

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O grande negócios dos espíritos

Centenário de nascimento de Chico Xavier, em 2 de abril, motiva onda de filmes sobre tema

ANA PAULA SOUSA
DA REPORTAGEM LOCAL

No mercado livreiro brasileiro, fez-se o milagre da multiplicação. De acordo com a última pesquisa publicada pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), o segmento de títulos religiosos, estimado em 50 milhões de exemplares anuais, é, em faturamento, o que mais cresce no país. Nos primeiros lugares dessa fila estão obras espíritas.

No cinema nacional, o santo é outro. Mas o milagre é o mesmo. Daniel Filho, em 2009, vendeu 5,6 milhões de ingressos com “Se Eu Fosse Você 2”, que só perde em rentabilidade para a avalanche “Titanic”.

E eis que os números da fé e do cinema se cruzam. Chico Xavier, o líder espiritual que psicografou mais de 400 livros e, se medido pela régua do mercado, poderia ser considerado autor best-seller, tornou-se filme pelas mãos de Daniel Filho.

Guardado a sete chaves até aqui, “Chico Xavier” dá início a sua jornada rumo ao público empurrado pela máquina da GloboFilmes e da Sony Pictures. A campanha começou na TV e, a partir da semana que vem, ocupará cinemas, outdoors, ônibus etc.

O filme chegará a mais de 300 salas numa data que nada tem de “mera coincidência”: 2 de abril, centenário de nascimento de Xavier e Sexta-feira da Paixão. E não é só.

Outros seis filmes espíritas estão a caminho.
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2602201008.htm
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Autocura

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A cura está no doente, diz médico

Entrevistado: Paulo de Tarso Lima
27 de janeiro de 2010
Por Luiz De França

Paulo de Tarso Lima, do Hospital Albert Einstein: energia e religião no caminho da cura

Não é habitual ouvir um médico respeitável, de uma instituição de saúde modelar, falar sobre o papel da energia do corpo humano e da religião no caminho para a cura.

É justamente o caso do cirurgião Paulo de Tarso Lima, coordenador do Departamento de Medicina Integrativa e Complementar do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. A medicina integrativa é uma prática em ascensão.

Surgida nos Estados Unidos na década de 1970, une a medicina tradicional oriental, com sua abordagem holísitica, e a ocidental, apoiada na produção científica e na tecnologia. A reunião tem revolucionado a busca pela cura de doenças como o câncer. “A ideia não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença”, afirma Lima, que estudou a medicina interativa na Universidade do Arizona (EUA) e cursa o primeiro ano da Barbara Brenner School of Healing, na Flórida, onde a cura é perseguida a partir do estudo da energia humana.

O médico é também autor do livro Medicina Integrativa – A Cura pelo Equilíbrio (MG Editores, 139 págs., 32,20 reais). Na entrevista a seguir, ele explica os fundamentos da medicina integrativa e aposta que a prática vai se espraiar por aqui por razões econômicas – por ora, apenas alguns hospitais e somente cinco universidades brasileiros se dedicam ao assunto.

Afinal, o que é medicina integrativa?

É um movimento que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e que começou a ser organizado com mais rigor na década de 1980, quando entrou para as faculdades de medicina. Hoje, existem 44 universidades americanas ligadas à pratica, que traz uma visão mais holística da pessoa no seu todo: corpo, mente e espírito. O que buscamos é oferecer uma assistência com informação e terapias que vão além da medicina convencional para ajudá-la a se conectar com a promoção de saúde. Eu não tenho a menor dúvida de que a medicina convencional é extremamente efetiva em se tratando de doença, mas saúde não é apenas ausência de doença.

Que terapias são essas?
Sistemas tradicionais como a medicina chinesa e indiana nos oferecem uma gama de alternativas, como acupuntura, reiki, yoga, entre outras, que trabalham a energia do nosso corpo, estimulando uma reação aos sintomas das doenças. A ideia desse movimento não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença.

Isso é uma mudança de paradigma, porque a possibilidade de voltar ao estado saudável não é algo dado à pessoa, mas é algo inato a ela.

Qual a explicação para só agora a medicina integrativa despertar interesse de médicos convencionais?

Há duas razões: a demanda dos pacientes e a produção acadêmica, que cresce a uma velocidade muito alta. Se entendemos como as coisas funcionam, sabemos que é seguro.

Qual a situação da prática no Brasil?

Estamos em uma situação de dualidade. Os alinhados à prática muitas vezes não usam a medicina convencional de maneira integrada, e os convencionais não usam a medicina integrativa. Temos no Brasil um movimento diferente dos Estados Unidos, menos acadêmico, mas que vem crescendo graças a uma portaria de 2006 que autorizou procedimentos de acupuntura, homeopatia, uso de plantas medicinais e fitoterapias no Sistema Único de Saúde (SUS).

E por que a resistência dos médicos convencionais?

Eu não entendo. Estamos falando de energia e não precisamos ir muito longe para provar que energia corporal existe.

A partir do momento que temos uma mitocôndria que produz energia dentro de cada célula, e isso é ensinado no primeiro ano de medicina, não há o que discutir. Temos energia no corpo, e pronto. O curioso é que muitos exames hospitalares rotineiros são baseados em mensuração do campo energético do corpo, como a ressonância magnética, o eletroencefalograma e outros mais sofisticados. Mas se você falar para um neurologista sobre a manipulação da energia do corpo, ele pira.

Por quê?

Porque entramos em um outro ponto da discussão sobre a energia humana, que é a interface com a religião. Estamos vivendo em uma nova fronteira em que se tenta entender essa energia, como ela é produzida, como pode ser manipulada e conduzida. E isso tem um impacto importante na questão da espiritualidade. Por isso, se algum paciente meu acha conforto na religião, se ele se sente bem assim, eu o estimulo a praticá-la.

E como se medem os resultados da medicina integrativa?

Começamos a medir os resultados pelas questões econômicas. A Prefeitura de Campinas, em São Paulo, registrou uma redução substancial de uso de analgésico dentro do SUS ao oferecer terapias ligadas à medicina chinesa focadas na questão ósseo-muscular. Além disso, tem uma série de trabalhos acadêmicos ligados à genética provando que a qualidade de vida produz efeitos na expressão genética da doença. E uma nova fase de trabalho investiga se uma gestante, cujo feto apresenta uma expressão genética de determinada doença, pode ajudar seu bebê se tiver uma gestação muito cuidadosa.

Como isso seria possível?

O homem carrega no seu código genético informações de doenças que podem ser a causa de sua morte. Isso já é provado. Só que você pode ter a característica genética da doença e não desenvolvê-la, ou tê-la precocemente. Isso vai depender da qualidade da sua vida. Comer bem, respirar melhor, praticar atividades físicas, lúdicas e contemplativas são fatores muito importantes ligados à qualidade de vida e que vão provocar um impacto no nosso bem-estar e, consequentemente, na resposta do corpo às doenças já estabelecidas e àquelas que estão programadas para acontecer.

O Prêmio Nobel do ano passado de Medicina (dividido entre os pesquisadores Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak) mostra que, se há um a importante mudança nutricional e de práticas contemplativas, há uma diminuição da expressão de câncer de próstata em determinados grupos de homens.

As pessoas, em geral, estão mais abertas para as práticas alternativas?

No Brasil, entre 45% e 80% dos pacientes diagnosticadas com câncer utilizam algum tipo terapia “alternativa” em conjunto com o tratamento. Nos Estados Unidos, 13% das crianças e 55% dos adultos saudáveis utilizam tais práticas.

O senhor acredita que essa corrente ganhará espaço no futuro?

Acredito. Não por razões humanitárias, mas por uma questão econômica. Afinal, a forma como a medicina é praticada atualmente implica altos custos. Não posso prever, porém, quanto tempo isso vai demorar, porque o convencimento dos profissionais a respeito do assunto exigirá um longo trabalho.
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Colaboração:
Mario Leal Filho – São Paulo-SP
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Publicado em: SinapsesLinks
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Ciência e Espiritismo

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Ciência e Espiritismo

Nos tempos medievais, havia o consenso de oposição entre fé e razão (Ciência e Religião). Entronizava-se o paradigma religioso, através do qual tudo era explicado pelas imposições religiosas. Na Renascença, ocorreu a revolução do pensamento científico, mormente a partir de Galileu e, posteriormente, de Newton. A partir deles, o homem modificou a maneira de ver e interpretar o mundo, irrompeu-se um novo enfoque – o científico, desintegrando-se os medievais métodos religiosos. Nos fenômenos espirituais (metafísicos), defrontamos com limitações no que se refere à experimentação científica. Esta classe de fenômenos é, ainda, muito pouco estudada, quando comparada com outros objetos de estudo das ciências ortodoxas. Para Eduardo Marino, professor titular de física, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e membro da Academia Brasileira de Ciências, hoje, apesar de ainda polêmico, há coexistência entre Ciência e espiritualidade, configurando-se em novo paradigma acadêmico.

Em 1962, Thomas Kuhn, introduziu o conceito de paradigma (1). Atualmente, paira um clima de inexatidão racional, compatível com o livre-exame e incompatível com todo princípio que se pretenda absoluto. O físico Fritjof Capra é, totalmente, aberto à metafísica e crê ser capaz de fornecer a matéria-prima para a elaboração de hipóteses experimentais. Em 1975, declarou, em seu livro, “O Tao da Física”, que “o método científico de abstração é muito eficaz e possante, mas não devemos lhe pagar o preço, pois existem outras aproximações possíveis da realidade”. (2) A rigor, “os inconcebíveis fenômenos da percepção extrasensorial parecem, de certo modo, menos absurdos, comparados aos inconcebíveis fenômenos da física”. (3)

De toda classe de fenômenos, os ditos fenômenos espirituais são os menos redutíveis e controláveis e, por isso, mais distantes de atingir aqueles pretensos requisitos que dão o status de Ciência ou “mais ciência que as outras”. O fato de não se conseguir precisão e controle tão apurados, como nas Ciências exatas, não significa que os métodos e técnicas das Ciências que investigam a espiritualidade sejam menos eficazes ou mais limitados. Os fenômenos quânticos, por exemplo; mas outros tantos campos, como a teoria do caos, revelam, de maneira mais profunda, que quase nada é perfeitamente preciso e controlável. O genial lionês não caiu na psicose de adequação ao paradigma materialista, positivista e reducionista das Ciências do Século XIX. Contudo, preservou características fundamentais a fim de dar um caráter de cientificidade à Terceira Revelação.

O nó da questão é que o “espiritual”, no senso comum, tende ao “sobrenatural”, destarte, não pode ser testado. Ora, não podendo ser testado e verificado, não pode ser científico. Por isso, para que exista uma “ciência espiritual” é preciso que este elemento não seja “sobrenatural” a fim de que possa ser observado e testado. Porém, o fato de ser natural não significa que seja material e nem, tampouco, que esteja sujeito aos mesmos meios de verificação da matéria. Alguns fenômenos quânticos possuem a característica de serem imprevisíveis e determinados por causas “imateriais”. Além disso, tem-se comprovado a participação da consciência do observador como elemento determinante no desenrolar de fenômenos físicos.

Para a teoria quântica, a matéria nem possui uma existência física real, mas uma probabilidade à existência. O que faz a matéria emergir do universo probalístico, para irromper como onda ou partícula, é a consciência do observador. Por isso, observador e coisa observada formam um único e mesmo sistema. A consciência, mais do que interferir sobre a matéria, é o elemento que torna possível a própria existência da matéria analisada e, como ela não pode ser causa e efeito ao mesmo tempo, é necessário admitir que consciência e matéria possuem naturezas distintas.

O Espiritismo, desde o princípio, reconheceu que a crença e o estado de espírito do observador têm influência direta sobre estes fenômenos e, ao invés de ignorar esse fato, considera-o como elemento fundamental para o sucesso na observação de fenômenos mediúnicos. Embora o Espiritismo trate de assuntos que escapam ao domínio das ciências clássicas, que se circunscrevem aos fenômenos físicos, Kardec, no Século XIX, escreveu que o “Espiritismo e a ciência se completam, reciprocamente”. (4)

Quando citamos ciência e espiritualidade, não estamos referindo a coisas incompatíveis e opostas. Todavia, devemos reconhecer que o objeto fundamental do Espiritismo não se pode comparar ao das ciências tradicionais, salvo nas interfaces ou nos pontos comuns. A Ciência, emancipada da fé, estabeleceu seus métodos de investigação, como meio de se aproximar da realidade, baseando-se em provas, princípios, argumentações e demonstrações que garantam a sua legítima validade.

Em verdade, o Espiritismo toca domínios, até agora, reservados às religiões. Porém, em metodologia, o Espiritismo difere, radicalmente, das religiões tradicionais, porque rejeita a fé dogmática, a crença cega, as práticas ritualizadas, o culto exterior ou esotérico. “Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à religião, incompatíveis com as suas necessidades de sentimento, não é razoável que a religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio.” (5)

Os que declaram que os fenômenos Espíritas não são objetos da Ciência, não sabem o que dizem, pois que “O objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual, (…) uma das forças da natureza, que reage, incessante e reciprocamente, sobre o princípio material.” (6)

O genial lyonês afirma que “Espiritismo e Ciência se completam, reciprocamente. A Ciência, sem o Espiritismo, acha-se na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. Ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação. Seria preciso alguma coisa para preencher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse; esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal” (7)

O Codificador lembra, ainda, que “O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro sobre um ponto, ele se modificará sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará.” (8)

Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com

FONTES:
(1) Os paradigmas são descobertas científicas universalmente reconhecidas que, por um tempo, fornecem a uma comunidade de pesquisadores problemas típicos e soluções
(2) Cf. Kempf Charles, artigo O Espiritismo é uma Ciência? Traduzido por: Paulo A. Ferreira, revisado por: Lúcia F. Ferreira, disponível acesso em 07-04-08
(3) Koestler , Arthur. As Razões da Coincidência, RJ: editora Nova Fronteira, 1972
(4) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, Cap. 1, parágrafo 16,
(5) Xavier, F. Cândido, Segue-me, ditada pelo Espírito Emmanuel, SP: 7.ed. Matão, Editora O CLARIM, 1994
(6) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, Cap. “Os milagres e as predições segundo o Espiritismo”, item 16v (7) Kardec, Allan. O Evangelho Segun
do o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1984, p. 37
(8) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, cap. 1, item 55
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Leia mais: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/02/coexistencia-entre-ciencia-e.html#ixzz0gXYcTTrD
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E-mail cria blog

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Saiba como produzir um blog a partir de um simples e-mail

O site Posterous possibilita que o usuário poste enviando uma mensagem

Se você ainda não criou um blog porque acha complicado ou não está animado com o ritual de se cadastrar, definir detalhes e só depois começar a fazer postagens, certamente vai gostar de conhecer o site posterous.com.

É quase um milagre. Você pode criar um blog sem ter que se cadastrar. Basta criar um e-mail com o conteúdo que você quiser, incluindo fotos, vídeo e música e enviar para o endereço post@posterous.com. Você pode fazer isso usando o seu programa de e-mail convencional ou algum webmail, como o Gmail ou o Hotmail.

Alguns minutos após enviar a mensagem, você receberá um e-mail de confirmação. No corpo da mensagem haverá um link, no qual você precisa clicar para ativar o blog. Feito isso, você verá o navegador exibir sua página inicial.

Nessa página, o site pede que você confirme que foi você mesmo que fez a postagem. Para tal, basta clicar no botão Claim this site.

O site cria um nome aleatório para o seu blog e permite, assim que você fizer a confirmação de que o blog é seu, personalizar o endereço escolhido.

Informe um nome e uma senha. Caso o nome já exista, o site lhe avisará e você deverá fornecer outra sugestão.

Feito isso, clique no botão Sign up. O programa pede para que você forneça um nome e, se achar necessário, coloque uma foto e um pequeno comentário sobre você. Mas essa opção fica por sua conta.

Na etapa seguinte, pode convidar amigos do Facebook, do Twitter, do Gmail, do Yahoo! ou do Hotmail para seguirem o seu blog. Mas esse passo só ocorre se você assim quiser.

A partir de agora, basta usar o seu e-mail para atualizar o blog. Se você enviar várias fotos, ele cria um mecanismo de visualização na página do blog. Tudo de forma automática.

Redes sociais
O Posterous tem outras vantagens. Além do blog, você pode usá-lo para atualizar outros sites sociais.

Uma postagem feita por meio do serviço do site pode ir automaticamente para o Facebook, o Twitter, o Flickr, o Friendfeed, o Picasa, o YouTube, o Blogger e o WordPress.

Para tal, você deverá ativar um recurso chamado Autopost. Clicando em Autopost na guia Manage, você deve clicar no botão Add a Service e depois sobre o botão do serviço desejado. Por exemplo, clique no botão Facebook e informe seu código de usuário e senha. Repita esse procedimento para cada rede social que desejar.

O melhor é que você poderá controlar por meio do seu e-mail para qual site, além do próprio Posterous, a postagem deverá ser enviada.

Por exemplo, para mandar para todos os sites cadastrados, envie o e-mail para post@posterous.com. Mas, para enviar o post apenas para o Facebook, o e-mail deve ser enviado para facebook@posterous.com. Para enviar só para o Posterous o e-mail deve ser posterous@posterous.com.

Também é possível combinar sites. Para fazer isso, coloque um sinal de mais entre os nomes. Sendo assim, flickr+twitter@posterous.com enviará a postagem apenas para os dois sites especificados.

canal aberto

José Antonio Ramalho
canalaberto@uol.com.br
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2402201006.htm
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Crianças Brasileiras

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Números escondem vidas

LYGIA DE SOUSA VIÉGAS
ESPECIAL PARA A FOLHA

Os dados recentes da educação brasileira atualizam uma discussão que povoa o mundo escolar: a reprovação no primeiro ano do ensino fundamental. O número agora apresentado, se analisado apenas sob o ponto de vista estatístico, parece pouco: a cada cem crianças, quatro são reprovadas. No entanto, devemos lembrar que os números escondem muitas vidas, pedindo reflexão.

Os caminhos são vários. Sem pretender esgotar o assunto, sinalizo dois extremos. De um lado, o mais óbvio, e que revela um traço da cultura escolar em nossa sociedade: a suposição de que “é normal que alguns alunos fiquem para trás”, cuja consequência no dia a dia é reforçar preconceitos em torno de alunos, que são, por vezes de maneira precoce, tratados como “aqueles que não têm condição de aprender”.

Com isso, a reprovação é vista como responsabilidade apenas desses alunos, que “não têm competência intelectual”.

Tratados como incapazes, eles aprendem na escola que lá não é lugar para eles. No futuro, muitos dirão “abandonei a escola”, sem se dar conta de que foi a escola que os abandonou.

A estrutura (que acompanha a história da educação brasileira há décadas quase de forma intocada) foi um dos motes para a implantação do ensino fundamental de nove anos, que veio acompanhada da promessa de alfabetizar todas as crianças antes dos sete anos, direito que faltava aos mais pobres e que, se supunha, os fazia reprovar logo ao entrar na escola.

No outro extremo, um “novo” aspecto deve compor a leitura desse índice, apontado por alguns como pequeno: diversos Estados e municípios implantaram políticas que proíbem a reprovação, produzindo como efeito que um número significativo de crianças passa de ano sem de fato aprender.

Basta olhar com atenção para notar que menos da metade dos municípios brasileiros registrou reprovações no primeiro ano. Assim, os alunos concluem o ensino fundamental e melhoram a estatística brasileira.

Pelos números, parece um bom resultado, mas o fato é que, mesmo dentro das escolas, eles permanecem excluídos e abandonados ao próprio azar.

Esses dois extremos da situação apontam para um aspecto comum: o descompromisso político com a melhoria da escola, sobretudo quando voltada para a população mais pobre. Saibamos: em termos de educação, os números não revelam a realidade! O fato é que ainda temos muito que avançar.

LYGIA VIÉGAS é mestre e doutora em psicologia escolar pelo Instituto de Psicologia da USP. Atualmente, coordena o curso de Psicologia da Faculdade São Bento da Bahia.
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2302201009.htm
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Publicado em: SinapsesLinks
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O abraço

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O ABRAÇO, SALVADOR DE VIDAS!

Já se comprovou que todos nós necessitamos de contato físico para nos sentirmos bem, e que uma das formas mais importantes de contato físico é o abraço.

Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida aos nossos sentidos, e reafirmamos a confiança nos nossos próprios sentimentos.

Algumas vezes, NÃO encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor maneira.

Há, ainda, ocasiões em que não nos atrevemos a dizer o que sentimos, seja por timidez, ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos, pode-se contar com o idioma dos abraços.

Os abraços, além de nos fazerem sentir bem, aliviam a dor, a depressão e a ansiedade.

Provocam alterações positivas em quem toca e em quem é tocado.

Aumenta a vontade de viver aos enfermos.

É importante saber que os abraços são necessários para o desenvolvimento, para manter-se são,e para crescer como pessoa.

O que nos dá um abraço?

PROTEÇÃO
O sentir-se protegido é importante para todos, mas o é mais para as crianças e os mais velhos, que, freqüentemente, dependem do amor de quem os rodeia.

SEGURANÇA
Todos necessitamos de nos sentirmos seguros. Se não o conseguimos, atuamos de forma ineficaz, e as nossas relações interpessoais declinam.

CONFIANÇA
A confiança faz-nos avançar, quando o medo se impõe ao nosso desejo de participar com entusiasmo em algum desafio da vida.

FORÇA
Quando transferimos a nossa energia com um abraço, as nossas próprias forças aumentam.

SAÚDE
O contato físico e o abraço partilham uma energia vital, capaz de sanar ou aliviar enfermidades.

AUTO – VALORIZAÇÃO
Através do abraço, podemos transmitir uma mensagem de reconhecimento do valor e excelência de cada indivíduo.

UM ABRAÇO
faz e diz muitíssimo:
Abrace o seu amigo.
Abrace os seus entes queridos.
Abrace os seus filhos.
Abrace o seu animal de estimação…

ABRACE-OS A TODOS!
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Autoria: desconhecida
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Colaboração:
Daniela Marchi – Araçatuba-SP
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Publicado em: SinapsesLinks
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