Orquídeas

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Orquídeas

Orquídeas vivem bem dentro de casa com pouca água, ventilação e claridade

Ventilação, pouca água e claridade são os três principais requisitos para manter orquídeas vivas e floridas em casa.

De acordo com Elza Kawagoe, presidente da Associação Orquidófila de São Paulo, aquelas compradas em floriculturas normalmente florescem de duas a três vezes ao ano. Mas, para isso, são necessários alguns cuidados.

Ela explica que a espécie mais vendida no mundo é a Phalaenopsis -orquídea com haste longa e várias flores. “É uma flor que dura bastante e vive bem em apartamento.”

Quando as flores caírem, Kawagoe recomenda cortar a haste quase rente às folhas para que a flor volte a nascer com mais vigor. Ela diz que a planta só deve ser molhada se o vaso estiver seco.

“Para conferir, basta apalpar o local. A orquídea não gosta de local encharcado. Se a água ficar acumulada, a raiz morre.”

Outra dica é adubar a planta a cada 15 dias para manter a floração. O adubo é solúvel e deve ser borrifado nas folhas.

Kawagoe diz ainda que as orquídeas não gostam de terra – elas crescem em substratos feitos de fibras de coco, casca de pinus e musgos que devem ser trocados anualmente. “É no substrato que a orquídea guarda suas “vitaminas”. Se ele estragar, a raiz apodrece.”
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Original:
Jornal Folha de São Paulo
Caderno Equilíbrio
29out2009 pág.10
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Texto:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2910200908.htm
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Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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Saúde

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Saúde

.. .Não são os que gozam saúde que precisam de médico.
– Jesus. (Mateus.9:12.)

Aqui e ali encontramos inúmeros doentes que se candidatam ao auxílio da ciência médica, mas em toda parte, igualmente, existem aqueles outros, portadores de moléstias da alma, para os quais há que se fazer o socorro do espírito.

E nem sempre semelhantes necessitados são os viciados e os malfeitores, que se definem de imediato por enfermos de ordem moral, quando aparecem.

Vemos outros muitos para os quais é preciso descobrir o remédio justo e, às vezes, difícil, de vez que se intoxicaram no próprio excesso das atitudes respeitáveis em que desfiguraram os sentimentos, tais como sejam:

*os extremistas da corrigenda, tão apaixonados pelos processos punitivos que se perturbam na dureza de coração pela ausência de misericórdia;

*os extremistas da gentileza, tão interessados em agradar que descambam, um dia, para as deficiências da invigilância;

*os extremistas da superioridade, tão agarrados à idéia de altura pessoal que adquirem a cegueira do orgulho;

*os extremistas da independência, tão ciosos da própria emancipação que fogem ao dever, caindo nos desequilíbrios da licenciosidade;

*os extremistas da poupança, tão receosos de perder alguns centavos que acabam transformando o dinheiro, instrumento do bem e do progresso, na paralisia da avareza em que se lhes arrasa a alegria de viver.

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Há doentes do corpo e doentes da alma.
É forçoso não esquecer isso, porque todos eles são credores de entendimento e bondade, amparo e restauração.

Diante de quem quer que seja, em posição menos digna perante as leis de harmonia que governam a Vida e o Universo, recordemos as palavras do Cristo:

-Não são os que gozam saúde que precisam de médico.
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Emmanuel / Chico Xavier
do Livro Benção de Paz
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Bezerra de Menezes

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Bezerra de Menezes

Um dia, perguntei ao Dr. Bezerra de Menezes, qual foi a sua maior felicidade quando chegou ao plano espiritual.

Ele respondeu-me:
–  A minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Santíssima, se aproximou do leito em que eu ainda estava dormindo, e, tocando-me, falou, suavemente:

–  Bezerra, acorde, Bezerra!
Abri os olhos e vi-a, bela e radiosa.
–  Minha filha, é você, Celina?!
–  Sim, sou eu, meu amigo.

A Mãe de Jesus pediu-me que  lhe dissesse que você já se encontra na Vida Maior, havendo atravessado a porta da imortalidade.
Agora, Bezerra, desperte feliz.

Chegaram os meus familiares, os companheiros queridos das hostes espíritas que me vinham saudar.
Mas, eu ouvia um murmúrio, que me parecia vir de fora.
Então, Celina, me disse:
–  Venha ver, Bezerra.
Ajudando-me a erguer-me do leito, amparou-me até uma sacada, e eu vi, meu filho, uma multidão que me acenava, com ternura e lágrimas nos olhos.
– Quem são, Celina?
perguntei-lhe ?
– não conheço a ninguém.

Quem são?
São aqueles a quem você consolou, sem nunca perguntar-lhes o nome. São aqueles Espíritos atormentados, que chegaram às sessões mediúnicas e a sua palavra caiu sobre eles como um bálsamo numa ferida em chaga viva; são os esquecidos da Terra, os destroçados do mundo, a quem você estimulou e guiou.
São eles, que o vêm saudar no pórtico da eternidade…

E o Dr. Bezerra concluiu:
 
A felicidade sem lindes existe, meu filho,
como decorrência do bem que fazemos, das lágrimas que enxugamos, das palavras que semeamos no caminho, para atapetar a senda que um dia percorreremos.
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Extraído do Livro
“O Semeador de Estrelas”
de Suely Caldas Schubert.
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Colaboração:
Irvênia Prada – São Paulo-SP
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Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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Medicina e Espiritualidade

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Medicina e Espiritualidade na USP
(segunda-feira, 26 de outubro de 2009)
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Faz alguns anos o curso de Medicina e Espiritualidade existe em diversas Faculdades de Medicina em nosso país e pelo mundo afora. A própria OMS*** – Organização Mundial da Saúde – leva em consideração o tema espiritualidade como um sistema autônomo de tratamento em parceria com a medicina oficial. Um dos nomes no Brasil responsável por tal integração, conferindo uma visão holística ao tema da medicina, da cura e da espiritualidade é o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira.

Abaixo estão links para vocês baixarem essas aulas sobre medicina e espiritualidade dadas na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo que são muito interessantes por quebrarem o paradigma materialista dentro do mundo acadêmico. Segue texto sobre o tema medicina e espiritualidade no mundo.

Em 1993, menos de 5 escolas médicas dos Estados Unidos tinham a disciplina de religião – espiritualidade em medicina. Em 1994, 17 das 126 escolas médicas americanas ofereciam cursos sobre Espiritualidade. Em 2000, este número subiu para 65 escolas, oferecendo cursos não eletivos, optativos. Em 2004, atingiu-se a importância de 84 escolas médicas.

Mesmo assim, apenas uma pequena percentagem dos médicos norte-americanos (menos de um terço) se sente à vontade para perguntar aos seus pacientes quais são as suas opções religiosas; nos outros dois terços, muitos, alegam falta de tempo, outros, incapacidade para lidar com o assunto, e outros ainda, pensam que a Espiritualidade não é relevante para a prática da Medicina(21).

Existem entidades que se preocupam com esta relevante questão, como a John Templeton Foundation, oferecendo apoio financeiro às escolas médicas que iniciam o curso de Espiritualidade e Medicina.

Na Escola de Medicina da Universidade de Harvard, no projeto de criação da disciplina Espiritualidade e Cura na Medicina: proporcionando suporte individualizado aos pacientes durante as crises de adoecimento , lê-se o seguinte: esperamos treinar os estudantes de medicina de Harvard a serem melhores ouvintes, comunicadores e profissionais, mais hábeis em proporcionar suporte às capacidades de cura do paciente em sua espiritualidade.

Nos Estados Unidos existem muitos Centros de Pesquisa sobre Saúde e Espiritualidade ligados às principais Universidades como: Duke University’s Center for Spirituality, Theology and Health, The George Washington Institute for Spirituality and Health, Center for Spirituality and Health – University of Florida, Center for the Study of Health, Religion and Spirituality Indiana State University, Medical University of South Carolina Center for Spirituality and Health, Center for Spirituality and Healing at University of Minnesota, Higher Education Research Institute at UCLA, Health Sciences Library System University of Pittsburgh Medical Center – Doctoral Dissertations on Religion and Medicine e Harvard University.

No Brasil destacam-se os seguintes Centros de Pesquisa sobre Espiritualidade e Saúde: Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos, na Universidade de São Paulo, o Grupo WHOQOL-Brasil, instalado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora e o Núcleo Avançado de Saúde Ciência e Espiritualidade, na Universidade Federal de Minas Gerais.

A primeira Universidade brasileira a introduzir um curso de extensão universitária sobre Saúde e Espiritualidade foi a Universidade Santa Cecília (Santos-SP), no ano de 2002. A primeira Faculdade de Medicina a abordar curricularmente a questão da Espiritualidade foi na Universidade Federal do Ceará no ano de 2004, no ano seguinte, a Faculdade do Triângulo Mineiro iniciou disciplina optativa sobre Saúde e Espiritualidade, juntamente com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e em 2006 a Universidade Federal do Rio Grande do Norte iniciou a Disciplina optativa de Medicina, Saúde e Espiritualidade.

Paralelamente a estas atividades institucionais, outras escolas médicas também possuem grupos acadêmicos que realizam Seminários sobre Saúde e Espiritualidade, como na Universidade de São Paulo, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, na Universidade Estadual de São Paulo / Botucatu, no Centro Universitário Lusíada (Santos) e na Universidade Federal de São Paulo, cujo Simpósio ocorreu de 09 a 13 de abril de 2007, tendo um público médio de 300 pessoas por dia, demonstrando o grande interesse que este tema desperta na comunidade acadêmica, estimulando a criação do Núcleo Universitário de Saúde e Espiritualidade da Unifesp.

Opinião pessoal

Eu não sou espírita. Sigo um caminho pessoal que já passou em certas épocas por escolas diferentes como a Umbanda, o Espiritismo (Kardecismo), a Teosofia, a Gnose, o Quarto Caminho e por aí vai. Mas a abordagem que o Dr. Sérgio Felipe faz nessas aulas que aqui disponibilizamos é revolucionária dentro dos moldes da ciência acadêmica porque permite a investigação do fenômeno mediúnico e paranormal como elemento coadjuvante no processo de cura. Quem gostou da palestra do Dr. Sérgio sobre a glandula pineal poderá apreciar o valor de um curso acadêmico de pós-graduação dentro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, uma das mais conceituadas no país. Fato este que ajuda a romper com o preconceito de alguns com relação a fenômenos que merecem ser investigados pelos verdadeiros cientistas.
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Vide texto completo em:
http://esteste.blogspot.com/2009/10/medicina-e-espiritualidade-na-usp.html
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Nota do Leal:
Em 1997 e 1998 fui aceito como aluno-ouvinte do Curso de Psicobiofísica ministrado pelo Dr. Sérgio Felipe de Oliveira.
O conteúdo programático de cada aula promoveu incontáveis benefícios à minha pessoa e à minha Família. Uso aqueles conhecimentos até hoje. Agradeço ao Dr. sérgio. Muito!
É o Espiritismo na sua melhor forma: Ciência, sem misticismo, tudo em bases epistemológicas.
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Alforria do John

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De pernas para o ar

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Na confusão da boate, uma morena de saia justa parou desafiadora diante dele e sorriu
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UM CONGRESSO no Rio e uma visita à boate Help viraram de pernas para o ar a vida do cientista britânico.

John nasceu há mais de 50 anos numa cidadezinha no norte da Inglaterra. Neto de um pastor anglicano, foi criado dentro dos princípios rígidos da educação inglesa daquele tempo, que lhe custaram disciplina férrea em casa e oito anos de internato em colégio religioso, para onde foi mandado assim que nasceu a irmã caçula.

Tinha cinco anos de idade quando o pai o deixou na sala do diretor do colégio com uma malinha de roupas e um nó na garganta. Só conseguiu conter o choro por causa do ar de reprovação antecipada estampado no cenho do progenitor.

De terninho e gravata, assim que tocou o sino do recreio no primeiro dia de aula, louco de vontade de urinar, perguntou a um colega mais velho onde ficava o banheiro. De maldade, o menino disse que costumavam ir atrás de uma árvore próxima. Morto de vergonha atrás do tronco, enquanto os coleguinhas riam e apontavam para ele, John foi agarrado pelos cabelos pela supervisora de disciplina e espancado com uma régua de madeira, companheira inseparável da educadora.

Quando contou que o local havia sido indicado pelo aluno mais velho, a mulher não teve dúvidas: largou-o com as pernas cheias de vergões, agarrou o outro menino pelos cabelos e repetiu a cena de espancamento didático.

Formar-se em medicina foi um custo. Não que lhe faltasse interesse, era fascinado pelos processos biológicos envolvidos no funcionamento das células, sua dificuldade era com a clínica: não tinha a menor vocação para lidar com doentes. Dizia que se não fosse necessário conversar com eles nem aturar suas famílias, de bom grado teria se dedicado à infectologia; diante da perspectiva contrária, no entanto, escolhera relacionar-se com os vírus, seres infinitamente mais silenciosos.

Ao receber o diploma, mudou-se para Cambridge, contratado para trabalhar com vírus causadores de câncer em seres humanos e outros animais. Pesquisador talentoso, quatro anos mais tarde recebeu um convite irrecusável de uma universidade da Califórnia.

Lá, casou com uma americana de família tradicional com quem teve três filhos, mulher de temperamento enérgico, fanática pela organização metódica da rotina, que cuidava dos meninos e do lar como se o marido não existisse. Os afazeres domésticos, a educação dos meninos a cargo da esposa, a vida emocional sem sobressaltos e o talento como pesquisador permitiram que ele publicasse mais de 300 trabalhos científicos e realizasse a proeza de fazê-lo pelo menos uma vez por ano em revistas como “Cell”, “Science” ou “Nature”, nas quais publicar um único artigo durante a vida inteira é motivo de orgulho para qualquer mortal.

Então, aconteceu a viagem para a Conferência do Rio de Janeiro.

Na primeira noite, no saguão do hotel, quando estava prestes a se recolher, dois conterrâneos sugeriram o tal programa na Help. Cansado da viagem, John hesitou, mas a voz do destino falou mais forte.

Na confusão da boate, uma morena de saia justa, braços de fora e uma flor lilás no cabelo parou desafiadora diante dele, sorriu e tirou-o para dançar.

John quase perdeu a aula que deveria dar, no dia seguinte. No sábado, adiou por cinco dias a viagem de volta. Nos seis meses que se seguiram, veio três vezes para o Brasil, foi apresentado à família da moça na favela da Maré e aceitou todos os convites para congressos na Europa, com a única finalidade de encontrá-la, já que a moça não conseguia o visto do consulado americano.

Num domingo de manhã, John acordou com a casa em silêncio. Fez um café e foi para a janela ver a neve que revoava. O mundo estava branco, em ordem, e ele com o coração apertado de saudades do Brasil, da mulher que amava, da bagunça das ruas, do ritmo dos sambistas do Carioca da Gema, na Lapa, e do sexo com a morena, a experiência que jamais havia imaginado viver.

Quando o encontrei dois anos mais tarde num congresso internacional, contou que, naquele instante, diante da neve sentiu ter a vida uma dimensão desconhecida. Disse que a ex-esposa havia ficado furiosa com a separação e contratado o escritório de advocacia mais renomado de Los Angeles. Todos os bens do casal agora eram dela.

Ainda assim, estava feliz, como nunca na vida, casado com a morena.
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Autor:
Drauzio Varela
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2410200922.htm
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Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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Matrimônio Sacerdotal

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Entre Bento e Paulo

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A forte resistência de Bento 16 ao direito de padres se casarem ignora a radical mudança de costumes dos últimos cem anos
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WALTER CENEVIVA

O TEMA VEM , em via indireta, dos milhões de fiéis que homenagearam o Círio de Nazaré e a padroeira do Brasil no curso deste mês. Eles prestaram o respeito, dos que têm fé, à mãe do Cristo, em um tempo no qual o catolicismo anda abalado pelos escândalos da pedofilia, entre comportamentos irregulares de seus sacerdotes.

A forte resistência de Bento 16 ao direito de padres se casarem ignora a radical transformação de costumes dos últimos cem anos. Traz à memória os séculos de oposição ao abandono do dogma de que o sol girava ao redor da Terra. A permissão do casamento teria duplo efeito benéfico: acolheria o retorno da solução bíblica e contribuiria para diminuir abusos contra menores.

Na busca desse efeito encontra-se o apoio do apóstolo São Paulo, que foi para os cristãos o arauto original dos ensinamentos do Cristo.

Apesar da insuficiência de seus dados pessoais, é sabido que se notabilizou por suas cartas (as epístolas do Novo Testamento). Uma parte delas teve a autenticidade reconhecida pelos doutores do catolicismo, entre as quais a primeira endereçada a Timóteo. O pontífice contribuiria para a adequação do pensamento católico ao padrão de comportamento atual se lhe desse atenção para admitir o matrimônio sacerdotal, forma segura de ajuste à doutrina paulina e de redutor da delituosidade sexual por padres.

Colho a lição de Paulo em seis edições de textos bíblicos, aceitos pela Igreja Católica, com variações próprias de traduções diferentes. São referidas adiante, apenas no essencial do terceiro capítulo da carta. Elas falam por si mesmas. Indico, em cada caso, a versão entre aspas, só a primeira em maior extensão.

São elas:

1ª – Bíblia em tradução ecumênica, Edições Loyola, 1995: “O epíscopo deve ser irrepreensível, esposo de uma só mulher, sóbrio, ponderado, de maneiras corretas, hospitaleiro, capaz para ensinar, nem dado ao vinho, nem briguento, porém, manso”;

2ª – “Bíblia de Jerusalém”, Novo Testamento, Edições Paulinas, 1976: “Se alguém aspira ao episcopado, boa obra deseja. É preciso, porém, que o epíscopo seja irrepreensível, esposo de uma única mulher…”;

3ª – Bíblia Sagrada, Edições Paulinas, 1966: “O episcopado, deseja uma obra boa. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, que tenha esposado uma só mulher…”;

4ª – Novo Testamento, 1938, com “nihil obstat”, sem indicação de editora: “Importa que o pastor seja irrepreensível, casado só uma vez”;

5ª – Bíblia Sagrada, Edições Paulinas, 1971: “É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, que tenha esposado uma só mulher…”;

6ª – Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, Sociedade Bíblica Católica Internacional e Paulus, 1995: “É certo que se alguém aspira a um cargo de direção, está aspirando a uma coisa nobre. É preciso, porém, que o dirigente seja irrepreensível, esposo de uma única mulher…”.

É evidente que o sacerdote casado ocupará parte de seu tempo com a família. É certo que a pedofilia não será extirpada de vez com o matrimônio. Parece certo, entretanto, que essa mancha será substancialmente reduzida, com a liberdade do casamento. Será bom para o direito e para a religião, em capítulo no qual Paulo tem mais autoridade que Bento.
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2410200906.htm
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Publicado em: Sinapseslinks
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As 7 maravilhas do mundo

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As 7 maravilhas do mundo

1. As Pirâmides do Egito
2. Os Jardins da Babilônia
3. O Templo de Artemis em Ephesus
4. A Estátua de Zeus em Olympia
5. O Mausoléu em Halicarnassus
6. O Colosso de Rodes
7. O Farol de Alexandria
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As Sete Maravilhas do Mundo compreendem as grandes realizações da tecnologia e arquitetura do passado de acordo com os autores Gregos e Romanos.
Esta relação pouco mudou desde de seu surgimento no ano 130 a.C.
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Bibliography: Berthold, Richard M., Rhodes in the Hellenistic Age (1984); Clayton, Peter, and Price, Martin, eds., The Seven Wonders of the Ancient World (1988; repr. 1990); Cottrell, Leonard, Wonders of Antiquity (1959); Dinsmoor, W. B., The Architecture of Ancient Greece, rev. ed. (1950; repr. 1975); Fraser, Peter Marshall, Ptolemaic Alexandria, 3 vols. (1972; repr. 1984); Gruben, Gottfried, and Berve, Helmut, Greek Temples, Theatres, and Shrines (1963); Hodges, Peter, How the Pyramids Were Built (1989); MacKendrick, Paul, The Greek Stones Speak, 2d ed. (1983); Muller, Artur, The Seven Wonders of the World: Five Thousand Years of Culture and History in the Ancient World, trans. by David Ash (1966); Oates, Joan, Babylon (1986)
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Fora da curva

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Charmes do celibato

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Deixar saudade e fazer falta é menos arriscado e mais prazeroso do que estar presente dia a dia
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ALGUMAS SEMANAS atrás, uma leitora, Lucila Almeida, comentou minha coluna sobre “Casamentos Possíveis” observando que, paradoxalmente, o artigo a levara a “refletir sobre aquelas pessoas que não casam porque não conseguiram ou porque optaram por uma vida mais descompromissada”. “Essas pessoas”, acrescentava a leitora, “são cruelmente cobradas pela sociedade por não terem seguido o comportamento padrão”.

Seguia um pedido: que eu escrevesse um pouco sobre os “que saem da curva”, “por não casarem ou por não ter escolhido a profissão que dá mais dinheiro ou ainda por ter optado não ter filhos -enfim, por uma série de atitudes que não são consideradas padrão pela sociedade”. Por que eles parecem ser cobrados? E qual é a parte de inveja na cobrança?

Passei o último fim de semana no Rio Grande do Sul, numa celebração dos 20 anos da Associação Psicanalítica de Porto Alegre, da qual fui um dos fundadores (desde a metade dos anos 80, quando cheguei ao Brasil, até 1994, a capital gaúcha foi o lugar onde escolhi morar). Bom, senti saudade, mas o que mais importa aqui é que fui comovido pelas marcas da saudade que deixei nos outros. No avião que me levava de volta a São Paulo, essa experiência produziu em mim algumas reflexões que se aplicam, em parte, ao celibato. Mas vamos com calma.

Certamente, casar-se ou juntar-se (com ou sem filhos) é um padrão, e quem “sai da curva” recebe uma cobrança dos próximos e da sociedade em geral. O fascismo italiano, por exemplo, desejoso de braços para ampliar e fortalecer a nação, instituiu um imposto sobre o celibato: “Não quer se casar? Paga multa”. Alguns dirão que é natural que seja assim: o casamento serve ao interesse da espécie; para que ela continue existindo, é necessário que a gente se reproduza ou, no mínimo, adote formas de divisão do trabalho que facilitam a sobrevivência: desde “Vamos dividir o aluguel?” até “Você cuida do fogo enquanto eu luto contra o urso que insiste em querer recuperar a caverna na qual a gente se instalou”.

O problema, claro, é que, às vezes, o urso mais perigoso é o outro com quem decidimos coabitar. Deve ser por isso que o celibato é, ao mesmo tempo, estigmatizado como um desvio (“E sua filha, coitadinha, encontrou alguém, enfim?”) e idealizado, invejado (“Você não casou? Sorte sua, fique firme e livre.”).

Diante dessa ambivalência, quem persiste no celibato vive sentimentos desagradáveis. Ele pode se sentir em falta com a família, a sociedade ou a espécie e pode também envergonhar-se por ser objeto de inveja enquanto, na realidade, sua vida não lhe parece invejável: às vezes, onde os outros enxergam liberdade, ele enxerga apenas sua incapacidade de encontrar alguém com quem compartilhar a vida e o medo de ficar sozinho para sempre.

Mas deixemos de lado as dificuldades de achar um par e a chatice de lidar com as cobranças sociais. E examinemos as razões pelas quais alguém, homem ou mulher, persiste no celibato.

Há a explicação tradicional: quem não casa se mantém fiel à sua família de origem -a menina, fiel ao pai; o menino, fiel à mãe. Ela vale em muitos casos, e note-se que é uma via de mão-dupla: frequentemente, é o desejo dos pais que mantém um filho ou uma filha no celibato, como companhia ou, quem sabe, como enfermeiros para a velhice dos genitores.

Outra explicação me foi dada por um amigo, anos atrás. Como ele não parava de descasar e casar-se com mulheres diferentes ou, mais de uma vez, com a mesma, ele me disse, para se justificar: “Não sou sádico”. Como assim? Pois bem, ele achava que recusar o casamento ao outro de quem gostamos (e que gosta de nós) só pode ser uma maneira de torturá-lo com uma privação: “Amo você, mas há algo que nunca lhe darei”.
Enfim, as emoções da viagem a Porto Alegre me sugeriram uma terceira explicação, que não é universal, mas é a que prefiro. Há homens e mulheres que podem persistir no celibato porque deixar saudade e fazer falta é prazeroso e certamente menos arriscado do que estar lá a cada dia. Eles pensam: “Melhor ser o parceiro com quem o outro lamenta não se ter casado do que ser o parceiro com quem ele lastima ter se juntado”.

De fato, nos instantâneos que imortalizam encontros breves que parecem prometer futuros radiosos (e irrealizados), a gente é sempre mais bonito e sorridente do que nos longos reality shows das convivências conjugais.

CONTARDO CALLIGARIS
ccalligari@uol.com.br
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2210200917.htm
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Centro Espírita

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O centro que não era espírita…

Wellington Balbo – Bauru-SP

Gervásio, orador espírita há mais de 20 anos fora convidado para um ciclo de palestras em região distante. Não obstante as dificuldades geográficas, aceitou o convite com muito prazer, porquanto apreciava conhecer pessoas e divulgar os ensinamentos do Cristo tão bem explicados por Allan Kardec.

Ao chegar a um dos municípios para a palestra teve recepção calorosa. Aquilo o deixou animado. Gervásio, admirado com tanto carinho, sensibilizou-se. Retribuiu a cada abraço de maneira efusiva demonstrando enorme gratidão.

Depois da costumeira conversa de boas vindas, os anfitriões levaram-no para o local da palestra. O orador estava ansioso para conhecer o centro espírita. Mas, lá chegando, para sua surpresa constatou que o centro não era espírita, se é possível dizer que existe algum centro que não seja espírita.

Sim, os amigos que calorosamente receberam Gervásio não eram espíritas, mas sim umbandistas.

Gervásio não sabia, afinal, fora convidado para falar em centro espírita, mas…
Mas, o orador não se fez de rogado.

Se pensa que ele foi embora, caro leitor, está enganado. Gervásio ouviu com atenção os hinos entoados pelos amigos da Umbanda e, posteriormente trouxe a todos sua mensagem, obviamente que fundamentada nas lições de Allan Kardec, afinal, ele era espírita.

Ao término da palestra, aplaudido de pé pelos amigos umbandistas, despediu-se levando consigo as benção de Pai Joaquim…

Espiritismo e Umbanda são diferentes, qualquer mediano conhecedor da Doutrina Espírita sabe disso, portanto, ocioso relatar. No entanto, qualquer mediano conhecedor da Doutrina Espírita sabe da essência caridosa e humanitária do Espiritismo.

A Doutrina Espírita ensina que o importante é fazer o bem, agir corretamente. Divulgar e exemplificar o amor são princípios fundamentais que sobrepujam qualquer crença. Justamente este assunto foi abordado por Kardec em O Livro dos Espíritos, indicamos ao leitor consultar a questão de 982 para maiores informações, todavia, podemos adiantar que o bem é sempre o bem.

A verdade é que somos irmãos, caro leitor! Gervásio agiu corretamente! Respeitou a crença alheia. Fez melhor: interagiu sem criar preconceitos ou lamentáveis barreiras impostas pela velha e triste discriminação.

Lembrei-me então de Mãe Menininha. Que maravilha sua existência! A mais famosa mãe de santo do Brasil foi a representação legítima do respeito às diferenças.

Freqüentava as missas da igreja católica. Nossa querida Mãe Menininha pela dignidade de suas ações tornou-se a grande responsável pela quebra de um paradigma: mulheres com saias e adereços poderiam assistir missas. Maravilha!

Gostaria muito de tê-la conhecido. Infelizmente não tive oportunidade. Aliás, tenho certeza que Mãe Menininha pelo seu apreço ao respeito deve ser grande amiga de nosso Chico Xavier. Aliás, eram de estados vizinhos, estavam próximos. Ela na Bahia, ele em Minas Gerais.

Também não tive a oportunidade de conhecer Chico.

Quem sabe no futuro, quem sabe no futuro eu não tenha a chance de encontrar em alguma esquina do universo esses baluartes do respeito ao próximo.

E o Gervásio? Ah, sim, o Gervásio está bem, com certeza perambulando por esse mundo a falar das glórias do Evangelho em centros espíritas ou nem tanto…
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