Aprendi

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Aprendi

Que crescer não significa fazer aniversário.
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim.
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face!
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela…
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada.
Que a natureza é a coisa mais bela na vida.
Que amar significa se dar por inteiro.
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.
Que se pode conversar com estrelas.
Que se pode confessar com a lua.
Que se pode viajar além do infinito.
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.
Que dar um carinho também faz…
Que sonhar é preciso.
Que se deve ser criança a vida toda.
Que meus filhos, na verdade são irmãos…
Que nosso ser é livre.
Que Deus não proíbe nada em nome do amor.
Que o julgamento alheio não é importante.
Que o que realmente importa é a paz interior.
Aprendi que também se aprende errando.
E, finalmente, aprendi que não é preciso morrer, para se aprender a viver!
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Colaboração:
Fernando Gomes de Souza
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Liberdade

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Liberdade!

Ao meu amigo filósofo Luciano Tykhé
Contemporâneo e Confrade,
Peço sua permissão para expor meu entendimento sobre:
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Religião:
A religião é semelhante a um ônibus.
Te pega num determinado ponto e você desce quando você julgar oportuno.
Toda religião é um ônibus.
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Liberdade:
Voltaire, o incrível Voltaire, disse:
“Não concordo com uma só das suas palavras, mas, defenderei até a morte o direito de dizê-las”. Amém!
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Fraternalmente,
Leal – aprendiz em todas as instâncias da Vida
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Preconceito Religioso

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Preconceito religioso

Vou descartar as questões doutrinárias, os dogmas, as instituições religiosas… nesta abordagem.

Vou descartar as pressuposições científicas que refutam as crenças, refutam as questões de fé, fazendo-o através dos mecanismos da lógica, dos métodos científicos.

Há um preconceito religioso indesculpável; De fato, ele não é essencialmente religioso mas se opõe à religião à medida que esta ameaça a Ciência fora de seus domínios.

Muito provavelmente a religião blefou ou equivocou-se todas as vezes que invadiu este mesmo terrítório onde se reconhece que a ciência é inapta.

Este território é o da não-idéia, do impensável ou seja lá como queiram chamá-lo! Refiro-me ao que não pode ser provado, nem não-provado. A tudo o que foge de uma referência ou analogia, à derivação de uma outra idéia; O não-dito.

A Ciência torce o nariz afirmando que aúnica possibilidade de questionamento será uma “pergunta absurda”. A religião, por sua vez, inventa, delira, mas arrisca explicações que tornam-se suas doutrinas, sua fé… E por serem falhas, são atacadas pela Ciência, já que agora há algo, uma idéia, para ser testado.

Quem inventou Deus? Que é o infinito? E eterno? Não me dê uma resposta, mas sim o que eu preciso saber!

Se eu perguntar “O que falta o Homem criar?”, a resposta: “tudo o que não foi criado ainda”, é apenas uma resposta, mas não fornece o que eu preciso saber. Afinal, que é esse “tudo”? Oras, esse “tudo” não pode ser dito!

Enquanto a Ciência considera um valor menor à Metafísica, a Religião, pelo menos, a considera pertinente; Fundamental!

É sob essa liberdade que a Religião sofre preconceito dos analíticos, dos cientistas. Ante a impossibilidade destes últimos oferecerem qualquer constribuição, desaprovam, à priori, qualquer elaboração neste sentido.

Antes mesmo da Verdade, a Liberdade.
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Autor: Luciano Tykhé
Site: http://lucianotykhe.blogspot.com/
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Allan Kardec

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Allan Kardec não deve ser lembrado no centro espírita…

O título acima pode ser estranho, no entanto, exprime indizível realidade.

Se alguém é lembrado, presume-se que em algum momento foi esquecido, e bem o sabemos que Allan Kardec não pode ser esquecido quando o assunto é Doutrina Espírita.

Sua presença deve ser constante nas instituições que estampam o nome de Centro Espírita.

Ele, além de ser o codificador, foi também o grande divulgador da Doutrina dos Espíritos.

Entrevistou as inteligências do invisível, escreveu, anotou, publicou obras, pesquisou com rigor e viajou em trabalho de divulgação.

Foram diversos livros dedicados a desvendar ao homem novos horizontes:
O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, Gênese…

Livros criteriosos, inteligentes, interessantes, didáticos…
A literatura de Kardec é simples e profunda, seus comentários são autênticas lições de sabedoria e percebe-se nele uma alma elevada, sempre preocupada com a finalidade da existência humana.

Em O Livro dos Espíritos, seu comentário tão bem feito em A Lei do Trabalho retrata de forma magistral a finalidade educativa da Doutrina Espírita. Eis parcialmente o que escreveu o notável cidadão francês na ocasião:

(…) Há um elemento que não se costuma considerar, sem o qual a ciência econômica torna-se apenas uma teoria: é a educação. Não a educação intelectual, mas a educação moral; não ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, que dá os hábitos: porque educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Quando se pensa na massa de indivíduos lançados a cada dia na torrente da população, sem princípios nem freios e entregues aos próprios instintos, devem causar espanto as conseqüências desastrosas que resultam disso? Quando essa arte for conhecida e praticada, o homem trará hábitos de ordem e de previdência para si e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos angustiado os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que uma educação bem conduzida pode curar; aí está o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, a garantia da segurança de todos.

Compreende-se, então, a constante preocupação social de Allan Kardec.
O codificador intentava despertar a criatura humana para a necessidade da educação de seus próprios hábitos.

A paz começa na educação dos hábitos.

Pais que cultivam o saudável hábito do diálogo conquistam a amizade dos filhos, criando um ambiente de bem estar e segurança.

Cônjuges que vivenciam o bom hábito da empatia experimentam mais momentos de felicidade do que de decepção no relacionamento conjugal.

Lideranças espíritas que fazem do estudo das obras básicas um hábito transmitem com mais fidelidade os princípios doutrinários.

Fácil de concluir que a evolução de nosso mundo dependerá de nossa disposição em semear hábitos saudáveis, como bem acentua Allan Kardec.

Hábitos saudáveis, vida saudável, existência plena e feliz.

Por isso imperioso não apenas lembrar de Allan Kardec, mas, sim, estudar e pesquisar a obra construída por intermédio de sua abnegada mão, pois assim todos aqueles que chegarem ao centro espírita terão uma melhor compreensão dos temas que o codificador tanto prezou.
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Wellington Balbo
http://wellingtonbalbo.blogspot.com/
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