Cientistas Espíritas

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Cientistas Espíritas
Willian Crookes sábio inglês e pesquisador de grande acuidade realizou durante os anos de 1870 a 1873, experiências, que se tornaram clássicas, com a médium extraordinária que foi Florence Cook; as mais completas do gênero demonstraram à sociedade que os fantasmas voltam e se tornam visíveis, tangíveis e examináveis, de modo a não deixar dúvidas quanto à imortalidade do Espírito e sua possibilidade de comunicação com os vivos. O Espírito Katie King deu a Crookes todas as oportunidades de exame, sério e cercado de todas as cautelas, de comprovação de sua imortalidade, mediante métodos rigorosamente científicos.

Frederico Zollner, notável físico alemão, utilizou-se, em 1877, de outro grande médium do passado, Henry Slade e, agindo como verdadeiro homem de ciência, que era, conseguiu extraordinários fenômenos de materialização, de transporte, de levitação e de escrita direta. Para explicar fenômenos de penetração da matéria pela matéria, imaginou uma quarta dimensão, característica dos seres que habitam o mundo invisível, ou dos Espíritos.

Willian Crawford é outro nome da Ciência, professor do Instituto Técnico e da Universidade de Belfast, que a história das pesquisas psíquicas apontará, um dia, como dos seus mais destacados e competentes cultores. A levitação de objetos foi estudada por ele com extremos cuidados e, graças aos componentes do “Círculo Goligher”, grupo de médiuns de que se destacava a senhorita Kathlen Goligher, pôde comprovar a formação de uma alavanca formada por ectoplasma – o cantilever, de que se valeriam os Espíritos para fazer levitarem objetos pesados (mesas etc.).
Depois de estafantes experiências realizadas entre 1916 e 1920, Crawford, diz René Sudre, “suicidou-se no dia 30 de julho de 1920, durante um acesso de febre cerebral, devido ao esgotamento profissional e às condições criadas pela guerra”.
Terminamos esta ligeira e incompleta citação de sábios, que se ocuparam com os fenômenos espíritas pelo nome glorioso de

Ernesto Bozzano, em cuja autobiografia confessa: “Nunca fiz outra coisa senão estudar.” Bozzano trabalhou, como sabemos, com a grande Eusápia Paladino, a extraordinária médium italiana, que lhe proporcionou a observação de numerosos fenômenos de efeitos físicos. É inestimável a contribuição de Ernesto Bozzano ao estudo da Ciência espírita. São numerosas as obras, todas esplêndidas, que escreveu, a respeito, muitas traduzidas para o Português:o
FENÔMENOS DE TRANSPORTE,
A CRISE DA MORTE, FENÔMENOS PSÍQUICOS, PENSAMENTO E VONTADE, ENIGMAS DA PSICOMETRIA,
XENOGLOSSIA, ANIMISMO OU ESPIRITISMO?, METAPSÍQUICA HUMANA, COMUNICAÇÃO MEDIÚNICAS ENTRE VIVOS, MATERIALIZAÇÕES DE ESPÍRITOS etc.

Friedrich Zöllner, professor de Física e de Astronomia na Universidade de Leipzig, ao lado de William Edward Weber, professor de Física, de Scheibner, professor de matemática e de Gustave Theodore Fechner, professor de Física e filosofia naturalista, se declararam “perfeitamente convencidos da realidade dos fatos observados (com o médium Henri Slade), e de que aí não havia nem impostura nem prestidigitação”.

Doutor Gustave Geley, professor da Faculdade de Medicina de Lyon, estudou o ectoplasma e os fenômenos de materializações. Obteve moldagens de cera, impossíveis de serem reproduzidas por outro processo e que estão conservadas no Instituto Metapsíquico International em Paris.

Charles Richet, professor da Faculdade de Medicina de Paris, prêmio Nobel de Fisiologia e autor do “Tratado de Metapsíquica”, participou nas experiências de Geley e naquelas da Comissão de Milão em 1892, com Cesare Lombroso, antropologista professor na Faculdade de Medicina de Turin, Alexander Aksakof, sábio russo conselheiro do kzar, e Carl du Prel, filósofo de Munich. Trouxe com ele, em 1894, a médium Eusapia Paladino, em companhia de Oliver Lodge, médico inglês, e de Frederic Myers. Este último chegou à conclusão de que a hipótese espírita era a única capaz de dar conta de todos os fenômenos que havia observado.

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