Dia Mundial da Saúde

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No Dia Mundial da Saúde,
alerta é para se cuidar

Alexandre Nascimento

Criado em 1948, o Dia Mundial da Saúde, comemorado hoje com várias atividades em Minas, serve de alerta para que as pessoas cuidem melhor da saúde e do bem-estar. Todos os anos, no Brasil, estima-se que 400 mil pessoas tenham doenças cardiovasculares e que outras 466 mil descubram novos casos de cânceres.

Segundo o Ministério da Saúde, boa parte destas doenças são causadas por descuidos com a saúde. Em Minas, as doenças cardíacas são as que mais matam, ficando à frente de todos os tipos de cânceres e das doenças de causas mal resolvidas. Muitas vezes, segundo especialistas, a falta de prevenção acaba agravando os problemas cardíacos. “O mais importante é a prevenção associada à dieta.

Consideramos que, acima de 40 anos, a pessoa deve fazer exames de coração pelo menos uma vez por ano. O problema é que tem fatores de risco que a gente não consegue evitar, como histórico familiar”, explicou o cardiologista Carlos Eduardo Pinto Coelho.

No tratamento de cânceres, a falta de prevenção também pode custar a vida. “Existem algumas recomendações básicas. Mais ou menos 40% de todos os cânceres podem ser prevenidos. Evitar tabagismo é a principal delas, já que 30% dos casos de câncer tem ligação direta com o cigarro, como de pulmão e estômago. A obesidade também aumenta a probabilidade de câncer”, alerta o oncologista Enaldo Melo de Lima.

O médico reforça ainda que a prevenção deve começar bem cedo, no nascimento da pessoa. “Para as mulheres, o exame de colo uterino precisa ser feito desde a iniciação da vida sexual. Já a mamografia é anualmente a partir dos 40 anos.

Para homens e mulheres, os exames de intestino e reto devem ser feitos a partir de 50. E os homens devem consultar o urologista a partir dos 50 anos”, explicou.

Publicado em: 07/04/2009
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Fonte:
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=107674
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Publicado em SinapsesLinks
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Carta de Princípios

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CARTA DE PRINCÍPIOS

Domingo, 05 de abril de 2009

Muitas vezes em nossa vida deixamos de lembrar princípios fundamentais que regem ou devem reger nossas vidas.

O Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre também tem princípios, tendo-os inclusive colocado em Carta.

Certas posições e assertivas que dizemos ou atitudes que assumimos faz pensar que ou nós ou os outros esquecemos que vivemos em um mundo diferente do anterior: estamos em um mundo de responsabilidade. Responsabilidade, já disse alguém, é responder com habilidade aos desafios que se nos aparecem.

As palavras muitas vezes são armas que atacam sem deixar rastros, mas que ferem e matam: também as palavras podem enaltecer e nos consolar.

O Espiritismo tem dois princípios básicos: consolo e esclarecimento. Muitas vezes o consolo se encontra na atitude de estar junto, de sentir junto, de consentir. Mas o esclarecimento é importante, pois ele nos revela a verdade. Jesus já dizia: “Conhecereis a verdade e ela vos salvará”.

Por tal, consideramos de suma importância relembrar a Carta de Princípios do Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre. É um documento precioso, aplicável à vida diária, e serve para todos indistintamente, sejam autoridades, sejam pessoas simples como nós.

“Carta de Princípios do Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre

– O Grupo de Diálogo Inter-religioso reafirma que o caminho para reverenciar a Deus é respeitar a vida amando o próximo, aceitando as crenças, as culturas, as etnias e a própria integridade do planeta.

– Acredita que a unidade é possível, respeitando-se a diversidade de cada religião, e que a paz é a vocação de todo o Universo. – Expressa o sentimento de dor e solidariedade pelas vítimas da violência e do ódio e de compaixão pelos causadores dessa violência e desse ódio, chamando-os ao arrependimento. Afirma igualmente ser necessário opor-se ao mal e à injustiça.

– Considera que as grandes mudanças devem vir do interior de cada pessoa a partir de sua sintonia com a Verdade Última.

– Busca atuar, para que seja construída na Terra uma cultura de paz, tolerância, fraternidade e convívio harmonioso entre os povos de diferentes costumes, e tradições religiosas.

– Defende que o direito de auto-constituição dos povos em estados livres e soberanos deve ser respeitado.

– Confia na humanidade, na capacidade de comunhão e de serviço existente em cada ser humano.

– Entende que o ser humano e o meio-ambiente natural estão inter-relacionados e são mutuamente interdependentes.

– Afirma o dever humano de proteger o meio-ambiente natural e ajudar na manutenção do equilíbrio ecológico. E que a poluição de locais públicos, a poluição do ar, da água, as devastações ambientais são um crime. Portanto afirma ser necessário assegurar o uso responsável dos recursos da natureza, reconhecendo a dignidade de todo o universo.

– Acredita que um mundo sem violências, guerras, devastações, poluição e desrespeito é possível através da conscientização das gerações atuais e futuras. E que ela se dará mais por ações do que apenas por palavras.

– Compromete-se em manter vivo o movimento inter-religioso através da unidade de testemunho, entendendo-se instrumento da paz de Deus no Brasil e no mundo e sendo também um promotor da Verdade Ultima.

– Busca sempre reavivar a visão da unidade para que todos possam vivê-la no tempo presente.

– Conclama a todos à oração pela paz, à renovação interior e à busca do espírito de reconciliação e de harmonia, diante das rupturas no mundo atual, onde existem muitas nações quebrantadas, religiões e famílias divididas.”

Tendo-se presente os ensinamentos registrados nesta Carta de Princípios, na última reunião do Grupo manifestamos uma total rejeição a todo e qualquer ato ou palavra discriminatória a respeito de povos e religiões, ou tentativa de desconhecimento de fatos históricos, o que não enaltece a condição humana de ninguém. Outrossim, expressamos a alegria de ver o registro posterior de existência de diálogo esclarecedor com busca de entendimento entre representantes de credos.

Que Deus ilumine a caminhada de todos nós na busca da verdade e da realização do Bem e da Lei de Amor, que é a Lei de Deus.

Por: Cristina Canovas de Moura
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Fonte:
http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=18&template=3948.dwt&section=Blogs&post=167228&blog=544&coldir=1&topo=3994.dwt
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O Livro dos Espíritos

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Homenagem a “O Livro dos Espíritos”
Eduardo do Couto Ferreira

O mês de abril é sempre de extrema importância para os espíritas, pois nele comemoramos o aniversário de publicação de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. Essa obra foi publicada em 18 de abril de 1857 e marcou o fim de uma era e início de outra, e, forçoso é reconhecer, alterou a estrutura do pensamento moderno da cultura, da ciência e civilização, bem como da filosofia e da fé. A uma observação superficial, poderá parecer ao leigo uma supervalorização de um livro. Porém esse foi o marco do surgimento do Espiritismo na Terra e, com ele, a mudança de paradigmas vigentes até então.

Antes dele, a fé encontrava-se aferrada aos dogmas de uma crença tradicional, imposta que era, como verdade, sem o real entendimento e elucidação dos principais enigmas da vida humana. Depois dele tornou-se a fé uma aliada fiel da razão, na qual o sentimento de religiosidade deve vir acompanhado das explicações que libertam e das respostas às dúvidas que surgem.

Antes dele, os princípios de crença eram vigentes no campo cultural, para não dizer da especulação intelectual, no qual careciam as bases sensatas de demonstrações para melhor fixação da crença. Depois dele todo crente encontra comprovações inequívocas da imortalidade e das verdades relativas ao mundo espiritual.

Antes dele a ciência caminhava materialista, pois não confiava na fé. Depois dele a fé uniu-se à razão, e nasceu uma ciência espiritualista que conecta as bases centrais de um método experimental, lógico, aos postulados de primeira grandeza que os interesses religiosos advogam.

Antes dele havia o perigo de que as ideias materialistas e de negação de Deus se espalhassem ainda mais pelo mundo e provocassem os danosos efeitos que a vulgarização dessa não-crença pode provocar. Depois dele o materialismo encontrou-se derrotado, vencido, sem base de argumentação, pois naquele momento as argumentações desabavam ante a lógica incontestável da Doutrina Espírita.

Antes dele os livros sagrados eram vistos por muitos adeptos como instrumento de divisão entre as religiões. Depois dele essas correntes religiosas começaram a marchar na direção de uma unificação de bases de fé, de um único Deus, de um só rebanho e de um só Pastor.

Antes dele muitas passagens da vida de Jesus e seus ensinos eram de difícil interpretação, pelo simbolismo que apresentavam. Depois dele tudo se tornou mais claro e compreensível, cumprindo a promessa de Jesus de que o Consolador traria coisas novas e relembraria outras que por certo ficariam esquecidas.

Quando veio a lume, em Paris, foi um marco para as futuras conquistas intelectuais e morais, que abriria a era do século XX e dos séculos porvindouros. Na atualidade, ante as crescentes iniciativas de união entre os povos, de aproximação entre ciência e fé, de amadurecimento religioso, percebemos “O Livro dos Espíritos” cumprindo seu papel na evolução do mundo. E, em face disso, agradecidos a Deus nos haver concedido a todos o benefício de desfrutar dos seus abençoados ensinos, saudamos mais uma primavera entre nós.
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Fonte:
http://www.oclarim.com.br/?id=7&tp_not=1&cod=392
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Estudando o Espiritismo

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ESTUDANDO O ESPIRITISMO

Estudo de: Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves

O tema acima nos chama, logo de início, a algumas reflexões: O que é estudar? O que é espiritismo?

Segundo o dicionário Aurélio, o verbete estudo significa, entre outras coisas: Aplicação do espírito para aprender. Seria o voltar-se, com dedicação, para um objeto que é foco de nossa atenção, debruçando-se sobre ele para entendê-lo.

Qual seria esse objeto, no nosso caso? Seria o Espiritismo.

No livro O que é o Espiritismo, Kardec (sobre quem também nos debruçaremos mais adiante) traz: “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

“Ninguém, pois, se iluda: o estudo do Espiritismo é imenso; interessa a todas as questões da metafísica e da ordem social; é um mundo que se abre diante de nós” é o que nos alerta Kardec, no Livro dos Espíritos.

Como podemos, então, estudar o Espiritismo?

Será que basta pegarmos um livro e abrir ao acaso, lendo uma mensagem ou uma pequena parte? Kardec (ainda no Livro dos Espíritos, Introdução) contribui também para essa reflexão: “Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado.” E continua: “Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das idéias. Que adiantará aquele que, ao acaso, dirigir a um sábio perguntas acerca de uma ciência cujas primeiras palavras ignore? Poderá o próprio sábio, por maior que seja a sua boa-vontade, dar-lhe resposta satisfatória? A resposta isolada, que der, será forçosamente incompleta e quase sempre por isso mesmo, ininteligível, ou parecerá absurda e contraditória.”

Assim, nossa proposta, nesse espaço proporcionado pela Internet e pelo C.E.C.A., é desenvolvermos juntos uma forma organizada e sistemática de estudar o Espiritismo.

Claro que essa não é a única forma, mas é uma opção viável para tal empreendimento.

O material aqui apresentado será basicamente extraído das Obras Básicas, de Kardec, sempre entre aspas e com referência bibliográfica, para que haja possibilidade de aprofundamento do leitor no texto citado.

E para começar, propomos estudar primeiro sobre como surgiu o Espiritismo, o que estava acontecendo no mundo quando ele surgiu, quem estava à frente desse movimento, e como ele aconteceu. Vamos conhecer Kardec, quem era, o que fez e como fez para codificar a Doutrina Espírita. Em seguida, partiremos para o estudo dos princípios básicos do Espiritismo (Deus, imortalidade, reencarnação, comunicabilidade entre os espíritos, pluralidade dos mundos habitados), buscando conhecê-los a partir das explicações de Kardec e de exemplos concretos. As Leis Divinas, fundamentais para a compreensão das relações que movem o mundo em que vivemos, vem na seqüência.

Prontos para embarcar nessa proposta?

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O INÍCIO

Quando Kardec ouviu falar pela primeira vez das mesas girantes (passatempo baseado em manifestações que atraíram a atenção das pessoas na Europa) respondeu ao seu amigo:

– Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula. Até lá, permita que eu não veja no caso mais do que um conto para fazer-nos dormir em pé.¹

Para que possamos entender essa “resistência” de Kardec, temos que voltar no tempo e encontrá-lo ainda menino, estudioso e atento à lição de seu mestre Pestalozzi. Voltando mais ainda, saberemos que Kardec se chamava na verdade Léon-Hippolyte-Denizart Rivail, nasceu em Lião, na França, em 1804, numa família que pode encaminhá-lo para os estudos da ciência e filosofia.

Numa época conhecida como o século das revoluções, num ambiente em que a ciência aparecia e ia ganhando seu espaço contra o misticismo e fanatismo, este menino cresceu. Teve a oportunidade de estudar em Yverdon, com Pestalozzi, importante educador na época e que até hoje é reconhecido como pioneiro na reforma educacional, com seu método pedagógico que parte do mais simples ao mais complexo.

Assim o menino foi crescendo e se destacando, passando muitas vezes a auxiliar seu mestre na função do ensino. Tornou-se educador como ele, foi para Paris lecionar e fazia traduções de obras inglesas e alemãs para o francês.

Com apenas 18 anos escreveu seu primeiro livro (Curso Prático e Teórico de Aritmética)² voltado para propiciar aos estudantes o conhecimento. Esse jovem professor enumerou, neste primeiro trabalho, alguns princípios a serem seguido na educação: Valorizar a observação das crianças; cultivar a inteligência para que o aluno descubra por si mesmo as regras; evitar toda atitude mecânica, levando o aluno a conhecer o fim e a razão de tudo o que faz; só deixar à memória aquilo que a inteligência já conquistou. Produziu outras obras, fundou uma escola, casou-se, continuou lecionando, pesquisando e fazendo projetos para a reforma do ensino francês.

Com este espírito científico e sério, já é possível compreender sua frase quando soube daquela brincadeira européia que atraía nobres aos salões desde 1853: as mesas girantes. Vários grupos de experimentadores se formaram, muitos com o intuito apenas de se divertir. Daquelas primeiras atividades, que poderiam ser atribuídas apenas ao magnetismo, surge a brincadeira de se fazer perguntas às mesas, que passaram a responder através de códigos, como por exemplo duas pancadas para sim, uma pancada para não.

Foi convidado a participar dessas reuniões diversas vezes, não aceitava. Mas em 1855, como foi convidado por pessoas sérias que viam ali mais do que uma mera brincadeira, o professor começa a freqüentar essas reuniões, sem contudo, deixar seu espírito investigador de lado.

Como ele mesmo diz: Foi ali que fiz os meus primeiros estudos sérios sobre espiritismo, não tanto pelas revelações, como pelas observações.³

Na seqüência vamos ver como se deu, então, a codificação espírita; como Kardec, a partir desse encontro com os fenômenos espíritas, organizou as obras básicas.

Referências Bibliográficas

1. AUDI, E. Vida e Obra de Allan Kardec. RJ: Lachâtre, 1999, p.46.

2. WANTUIL, Z. & THIESEN, F. Allan Kardec. RJ: FEB, 1979, p. 85

3. KARDEC, A. Obras Póstumas, SP: LAKE, 1998. p. 217
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Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves
mfcgoncalves@uol.com.br
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