Existência da Alma

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Provas da existência da alma

O resultado de pesquisas sistemáticas no campo da hipnose/sonambulismo e da mediunidade, há mais de dois séculos, aponta para a natureza trina do homem: a alma e o seu envoltório sutil, mas material, e o corpo físico.

Deleuze e antes dele Puységur, em 1784, já anunciara a existência da clarividência em seus sensitivos submetidos a transe profundo, isto é, apresentavam a faculdade extrassensorial de ver a distância, a telepatia, a previsão e a capacidade de ver ou sentir sem a utilização dos sentidos normais.

O fenômeno da transposição dos sentidos, quando, por exemplo, se vê com os dedos ou se cheira pelo joelho, foi bastante estudado e relatado por Cesare Lombroso, o célebre psiquiatra e criminalista, em suas experiências com hipnose em determinados sensitivos.

Antes dele, quase um século, Petetin, em 1808, estudou oito mulheres catalépticas nas quais os sentidos externos eram translocados para a região epigástrica ou para os dedos das mãos ou dos pés. Mais importante do que isso, como observou Charles Richet (prêmio Nobel de Medicina em 1913), a consciência pode ser projetada a distâncias aparentemente ilimitadas e “ver” e descrever o que ali se passa. Para estudos mais detalhados, remeto o leitor para o livro de Cesare Lombroso Hipnotismo e Mediunidade.

Ora, o fato de o homem em situação de expansão dos sentidos, como bem estudado por Richet, Albert de Rochas e outros, poder abster-se dos sentidos físicos para ter percepções corretas no âmbito desses mesmos sentidos prova haver outro meio pelo qual a simples impressão olfativa, por exemplo, possa ser individualizada e separada de todas as outras impressões sensoriais. Há que se ter um órgão espiritual para a individualização de cada percepção e, conseguintemente, um corpo espiritual completo que reúna todos estes órgãos e que possa se projetar a distância.

Experiências de quase-morte (EQM) comprovam cumulativamente esses fenômenos, quando demonstram que alguém clinicamente morto – sem o concurso, portanto, dos sentidos e do cérebro – consegue relatar, após sua reanimação cardiopulmonar, tudo o que se passou durante a reanimação e, às vezes, fatos de outros ambientes. Isso comprova a existência de uma percepção e memória extracerebrais, pois tais lembranças não se originaram da impressão dos sentidos e do seu processamento cerebral.

Deduz-se, pois, que há algo além do corpo físico e que responde pela consciência e pela personalidade, bem como há estruturas nesse “algo” que podem individualizar os sentidos. A esse “algo”, o Espiritismo chama de espírito ou alma e, às estruturas que a envolvem, de perispírito ou corpo espiritual.

Este corpo constituído de matéria em outro estado, não ainda identificado pelo homem, mas intuído pela física quântica, pode explicar todos os fenômenos parapsicológicos ou espíritas, bem como outros do domínio da Biologia e da Medicina, ainda obscuros na cadeia das causalidades.

O estudo aprofundado do perispírito é matéria relevante na ciência espírita, tendo sido objeto da maior parte do conteúdo dos livros da série de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, que conseguem estabelecer uma importantíssima interface com a Medicina.

Pode-se dizer que, a partir da citada obra, depreende-se um novo paradigma médico, aquele que leva em conta não somente o corpo, mas também o perispírito e a alma, seja em sua economia íntima, seja nas relações com o meio, em sua acepção mais ampla.
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Luiz Antônio de Paiva é médico psiquiatra, vice-presidente da Associação Médico-Espírita do Estado de Goiás e consultor legislativo inativo do Senado Federal
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Fonte:
http://www.dm.com.br/impresso/7791/opiniao/66151,provas_da_existencia_da_alma
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Publicado em:
SinapsesLinks:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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Conheça:
Janelas da Alma:
https://sites.google.com/site/eudisonleal/
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Decepção

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Decepção

Caro Mano Eudison :

Decepção é um movimento da vida que nos tira da área de conforto e nos leva a pensar. A grande verdade é que temos que pensar em decorrência da mudança.

Podemos decidir sobre as nossas escolhas, mas não podemos decidir sobre as escolhas dos outros, das instituições e do mundo.

A decepção é como aquele remédio com paladar desagradável e efeitos colaterais bastantes desconfortáveis, mas se devidamente processado poderá proporcionar expressivos benefícios.

Abraços . Mano Marinho
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Autor: Mário Leal Filho – marioleal.adv@terra.com.br
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