52 ESE Capítulo 22

*

Não Separar o que Deus Juntou

Fonte:
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec
Capítulo XXII – Não Separar o que Deus Juntou – Jesus
Transcrição literal:

1. Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? Ele respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse: -Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne? – Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus juntou. Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse? – Jesus respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. – Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.)
*
*
***

54 Cérebro e Moral

*

Cérebro e Moral
*
Cérebro tem área ligada à moral, aponta pesquisa
RAFAEL GARCIA da Folha de S.Paulo
22/03/2007 – 10h14
*
Para agir de maneira ética, basta pensar de maneira racional ou é preciso se deixar envolver também pelas emoções? De acordo com um estudo publicado ontem, julgamentos morais que as pessoas fazem quando estão diante de um dilema são mais emocionais do que se imaginava –sinal de que a moral não é baseada só na cultura e faz parte da natureza humana.

Para lidar com essa questão, um grupo liderado pelo psicólogo americano Marc Hauser, da Universidade Harvard, e pelo neurologista português António Damásio, da Universidade do Sul da Califórnia (ambas nos EUA), submeteu diversos voluntários a um questionário com situações imaginárias de deixar qualquer um arrepiado.

A maior parte delas envolvia decisões do tipo “escolha de Sofia”, como sacrificar um filho para salvar um grupo de pessoas. Que mãe permitiria isso?

Para tentar inferir o peso da emoção em julgamentos morais, os cientistas incluíram entre os voluntários seis pessoas que haviam sofrido lesões numa área específica do cérebro, o córtex frontal ventromedial. Entre as diversas funções dessa estrutura está a integração de sentimentos à consciência.

O resultado do experimento foi que os portadores da lesão tiveram tendência a pensar de maneira mais “utilitária”. Eles escolhiam, da maneira mais fria, a decisão que prejudicasse um número menor de pessoas.

“Em alguns casos –dilemas de grande conflito moral– a emoção parece ter papel significativo nos julgamentos”, explicou à Folha Michael Koenigs, colaborador de Hauser e Damásio. “Como os pacientes com a lesão que estudamos presumivelmente carecem de emoções sociais/morais apropriadas, seus julgamentos são mais baseados em considerações utilitárias do que em fatores emocionais.”

Uma das questões usadas pelos cientistas envolvia uma situação imaginária na qual famílias vivendo num porão se escondiam de soldados que procuravam civis para matar. Um bebê começa a chorar, e a única maneira de calá-lo para evitar que todos sejam encontrados é tapar a respiração da criança por tempo suficiente para matá-la. O que fazer?
Para os pacientes portadores da lesão estudada, a decisão correta era matar a criança.

Sem empatia

A resposta, de certa forma, era o que os pesquisadores esperavam. “Pacientes com essa lesão exibem menos empatia, compaixão, culpa, vergonha e arrependimento”, disse Koenigs, que foi autor principal do artigo que descreve o experimento hoje no site da revista “Nature”.

Ao contrário do que se podia imaginar, porém, essas características não tornaram essas pessoas “más” ou “cruéis”. Para situações sem dilemas, as respostas dos pacientes lesionados foram bastante semelhantes às dos voluntários sadios.

Na opinião dos cientistas, o estudo é uma forte evidência de que pensar de maneira puramente utilitarista simplesmente vai contra a natureza humana. O córtex frontal ventromedial, afinal, seria um produto da evolução que ajudou a moldar a forma como as pessoas se relacionam.

“Ele parece ser uma “parte emocional” inata do cérebro, e parece ser crítico para certos aspectos da moralidade”, diz Koenigs. O pesquisador afirma, porém, que não é possível separar a influência do ambiente na ética. “A reação da maquinaria emocional com respeito a questões morais é sem dúvida moldada por forças culturais.”
*
Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16155.shtml
*
*
***

54 Internet no Brasil

*

Internet no Brasil

São Paulo – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios aponta elitização no público que acessa web, mais jovem e rico que os que não têm hábito.
Estudo divulgado nesta sexta-feira (23103) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística OBGE) indica que 32,1 milhões de brasileiros acessaram a internet em 2005, o que significa que 79% da população nunca acessou a rede.

Parte da pesquisa “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. (PNAD) de 2005, os dados indicam ainda que usuários que não usam a internet são mais velhos, têm menos estudo e ganham menos que os acostumados a usar a web em casa ou no trabalho.

Segundo a pesquisa, o internauta médio brasileiro tem 28 anos, sendo 10 passados como estudante, e apresenta ganho médio de mil reais per capta, enquanto o brasileiro sem acesso ultrapassa os 37 anos, com apenas 5 anos de estudo, e recebe média de 333 reais.

Entre os motivos listados pela falta de hábito em acessar a internet foram citados o alto preço do computador (37,2%), a falta de necessidade ou desejo (20,9%) e a falta de instrução (20,5%).

A relação entre educação e acesso à internet fica ainda mais evidente na comparação de acesso à rede entre brasileiros que estudaram e não: enquanto 76,2% dos que estudaram 15 anos ou mais usam a rede, apenas 2,5% dos que tiveram até quatro anos de educação tiveram o mesmo privilégio.

o meio de acesso doméstico também reflete a condição socioeconômica brasileira, com acessos por modem (52,1%) mais populares que os feitos por banda larga (41,2%).

A utilização da internet no pais se mostrou também uma tendência esmagadoramente jovem, com a taxa de uso aumentando sensivelmente à medida que a faixa etária diminuía.

Do grupo de internautas entre 15 e 17 anos, 33,3% do total já haviam usado a rede, enquanto a taxa caiu para 7,3% entre brasileiros com mais de 50 anos.

A separação entre sexos pendeu para o lado masculino, com 22% dos homens revelando já ter acesso à rede, enquanto o porcentual feminino ficou em 20,1%.

Geograficamente, as regiões Sudeste (26,3%), Sul (25,6%) e Centro-Oeste (23,4%) apresentam taxas de uso de internet que dobram os números de Nordeste (11,9%) e Norte (12%).

Mesmo que federações maiores, como São Paulo (29,9%) e Santa Catarina (29,4%) tenham ultrapassado a média nacional, foi o Distrito Federal que registrou o maior uso de internet com 44% de sua população com acesso à rede.

Como computa dados de 2005, o PNAD não registra mudanças na população online brasileira de programas de inclusão digital, como o Computador para Todos, o Governo Federal, ou a popularização da banda larga, que cresceu 40% no número de pontos durante 2006, segundo a Cisco.
*
Fonte:
http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/03/23/idgnoticia.2007-03-23.0206348546
*
*
***