52 Reencarnação Raciocinada

Reencarnação Raciocinada

De: Luciano de Almeida Peruci
Para: ep-leal@uol.com.br
Data: 12/01/2007 22:27
Assunto: Reencarnação

Reencarnação

Leal,

Obrigado por sempre me encorajar a escrever e manifestar minhas opiniões a respeito de assuntos diversos, mas que objetivam quase sempre descortinar nossas próprias facetas. Muitas delas são especulativas, mas acredito que ao escrever, interajo, criando a oportunidade para que outros mostrem meus tremendos erros e também (por que não?), alguns acertos.

Posto que as argumentações contrárias ou favoráveis, calcadas no respeito e na real vontade de sempre estimular um ganho coletivo, sempre devem ser bem-vindas, não é mesmo?

Bem, visitando seu Blog, aproveito para deixar mais um curto comentário, desta vez sobre a reencarnação.

Realmente o assunto é polêmico, pois nossa razão não alcança qualquer encadeamento de idéias bastante sólido. Argumentações bem estruturadas em contrário, como você enfatizou quando comenta sobre a postura de outras doutrinas, somadas ao fato de que a nossa ciência bastante materialista não conclui amplamente o assunto, chego a entender que mesmo aos mais espiritualizados ou simpáticos às doutrinas espiritualistas, torna-se bastante complicado “jurar de pés juntos” que a reencarnação exista.

Infelizmente, outro ponto relevante nesta questão é falta do hábito de ler (sem restrições, é importante que se diga) opiniões, estudos, livros, etc que combatam ou procuram evidenciar a continuidade do espírito em adquirir nova vestimenta densa.

Cheguei a vascilar algumas vezes, ora dando-me o direito à duvida, ora confirmando com algum júbilo dissertações que pareciam clarear meu entendimento. No fim, como que procurando “voltar a fita”, procurei buscar a precaução. Precaução de não me aceitar passiva e exclusivamente posições doutrinárias, nem opiniões alheias…

Rememorei, contudo, fatos que vez ou outra ocorreram em minha vida, época em que me orientava pela religião católica (comum em minha família por gerações) e percebi que os havia “engolido sem digeri-los” pois a estranheza de tais fatos não teriam respostas nem na vida acadêmica e muito menos na doutrina que professava.

Enfim, saltei no tempo, tentando analisar os mesmos fatos, agora sob aquilo que compreendo da doutrina espírita e percebi que, neste intento, obtive algum sucesso.

Àquele exercício somei outros que se sucederam durante os anos em que já estava conhecendo a teoria espírita e, mesmo que tentasse desprezar muitas de suas definições, elas teimariam em se confirmar; validar.

De modo que em parte, por questões de fé, cada qual tem o direito, a sensibilidade própria de duvidar ou acreditar na reencarnação.
Comigo, não!

Mesmo sem poder explicar laboriosa, ou melhor, eloqüentemente os mecanismos pelo qual o fenômeno se dá, me vejo sereno ao afirmar que há reencarnação.

Pode acontecer, sugiro a todos, de procurarmos algumas confirmações ou respostas em nossa própria experiência de vida e para isto temos de procurar alargar a visão sobre todos os conhecimentos possíveis, com humildade.
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