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Memória

Cem bilhões de células nervosas e 100 trilhões de interconexões entre elas não fizeram do cérebro humano uma máquina perfeita, apesar de reconhecido como o fenômeno mais complexo do universo.

Em O Cérebro do Século XXI (Editora Globo, 376 págs. R$ 39), o neurocientista inglês Steven Rose, que passou 45 de seus 68 anos pesquisando os mistérios da mente, adverte que a euforia sobre “cérebros melhores” no novo milênio tem de ser contida para que seres humanos não sejam confundidos, no futuro, com entes neuroquímicos.

Condenando o uso indiscriminado de drogas como o Prozac, ministrado contra a depressão, ou o Ritalin, para jovens acometidos por déficit de atenção, ele investe contra psicólogos evolutivos e prova por que se transformou num dos professores mais populares de biologia das universidades de Londres e Cambridge em sua bem-humorada entrevista concedida ao Estado.

Nela, Steve Rose fala ainda sobre a relação do homem contemporâneo com o mundo da informática.

Diz que cérebros não funcionam como computadores, alertando para o perigo de se confundir a mente humana com uma máquina destinada ao ferro-velho. “Cérebros não trabalham com informação, mas significado”, diz. E esse significado é formatado pela história, conclui. (Transcrição parcial).

Antonio Gonçalves Filho
Jornal O Estado de São Paulo – 16set06 – Caderno2
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Colaboração: Mário Leal Filho – São Paulo-SP – Brasil
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