52 Piu-Piu

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Piu-Piu

Caro Eudison,

Bom dia.

Parabéns pela iniciativa (Blog)!!
Temos (cada um fazendo a sua parte) de realizar uma verdadeira revolução cultural.
Difundir incessantemente idéias, valores, e princípios que tenham como meta a evolução humana em sentido lato, sem nenhuma
discriminação, preconceito, etc.

Lembro de uma curta historinha pra ilustrar:

Houve um grande incêndio na floresta. Todos os animais, apavorados, recuavam atônitos diante do fogaréu, que tudo destruía. Um pequenino ser — um passarinho — levava, sem parar, em seu minúsculo bico uma gotinha de água e a jogava naquele fogo avassalador.

Os outros bichos olhavam o gesto dele estupefatos, perplexos, observando estáticos aquela atitude aparentemente descabida e tola.
Então, um deles o inquiriu:

— Por que está fazendo isso? Você não vai conseguir!! Você não acha que é inútil?

O pequenino ser respondeu:
— Eu estou fazendo a minha parte!!!!

Um grande abraço.
Ubirajara Idoeta Cará
São Paulo-SP
Brasil
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52 Curso da Maísa

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CURSO MEDIUNIDADE & ESPIRITUALIDADE – 2ª fase

Professora: Maísa Intelisano (entrada franca)
Dias 3, 10, 17 e 24 de outubro de 2006 das 20h às 22h30
IPPB – http://www.ippb.org.br
Tópicos abordados na 2ª Fase:

DESENVOLVENDO A MEDIUNIDADE

1. Percebendo o duplo, a aura e os chacras
2. Trabalhando a aura e os chacras
3. Identificando e modificando energias
4. Usando o pensamento e os sentimentos
5. Manipulando energias
6. Método das cinco fases – Edgard Armond

EXERCENDO A MEDIUNIDADE

1. Harmonização inicial, limpeza e encerramento
2. Acoplamento ou envolvimento com espíritos elevados
3. Conversando com espíritos elevados
4. Acoplamento ou envolvimento com espíritos perturbados
5. Conversando com espíritos perturbados
6. Cura espiritual ou energética
7. Assistência à distância
8. Analisando e interpretando mensagens mediúnicas escritas e faladas

MEDIUNIDADE NA PRÁTICA

1. Estudo
2. Mediunidade e compromissos
3. Disciplina
4. Ética
5. Autocontrole mediúnico

INFLUENCIAÇÃO ESPIRITUAL

1. Espíritos simpáticos
2. Assédios e ataques espirituais
3. Defesa espiritual ou energética
4. Obsessão
5. Desobsessão
6. Vampirismo energético
7. Larvas astrais
8. Bloqueios energéticos
9. Parasitas ovóides

LENDAS ou FATOS?

1. Patuás, amuletos e talismãs
2. Magia, bruxaria e despachos
3. Umbanda e Candomblé – semelhanças e diferenças
4. Exus, pombas giras e afins
5. Aparelhos parasitas
6. Fluidoterapia: evidências científicas
7. Evidências científicas sobre a eficácia do passe
8. Umbral
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52 Os Sons do Shofar

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Os Sons do Shofar

Ouvir o toque do shofar, um instrumento feito de chifre de carneiro, no início do Ano Novo judaico é um preceito bíblico. Alexandre Leone explica que se trata de um som que reúne o júbilo e o lamento.

O tom triunfante do toque que marca o início do Ano Novo é contrabalançado pela melancolia e pela tristeza ante as falhas cometidas e ante a irreversibilidade do tempo

Em Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, os judeus se reúnem nas sinagogas do mundo inteiro para ouvir o toque do shofar. Três diferentes sons deste instrumento feito de chifre de carneiro são ouvidos. O primeiro, a tekiá, é um som simples e longo. A seguir vêm os shevarim, três toques curtos, e por fim a teruá, uma série de nove toques em staccato.

Qual será a razão de serem ouvidos três diferentes tipos de toques quando a Torá ordena apenas um deles, a teruá? Haverá, por trás desta tradição, algum significado simbólico? E que emoções deve provocar o som do shofar?

A origem da tradição dos diferentes toques de shofar em Rosh Hashaná encontra-se no Talmude. No tratado de Rosh Hashaná 33b
lê-se que Abaye, um dos grandes sábios do período talmúdico, ensinou que a controvérsia com relação ao som de teruá está ligada à interpretação do versículo de Números 29:I, que trata sobre os toques do shofar em Rosh Hashaná. Lê-se, aí, que “este deverá ser o dia de tocar a teruá”. O dia de Rosh Hashaná é, por isto, chamado na Bíblia de Yom Teruá (O Dia do Toque do shofar).

Na tradução para o aramaico, que era o idioma judaico no período talmúdico, porém, o dia é chamado de Yom Yevavá (o Dia do Lamento). Para explicar esta discrepância de nomes, os rabinos recorreram ao próprio texto bíblico. No Livro de Juízes 5:28, onde se narra a luta dos israelitas contra seus inimigos comandados por Sisrá, lemos que a mãe do general Sisrá, quando recebeu a notícia da morte do filho, ficou parada na janela e chorou, em hebraico, vativav. A teruá, portanto, seria o som do choro de uma mãe. Nas discussões talmúdicas entre os rabinos sempre se encontra uma multiplicidade de opiniões. Sobre este tema, especificamente, um grupo de sábios sustentava que o choro da mãe de Sisrá se parecia com um suspiro e deste modo o toque da teruá deveria se parecer com o de shevarim, cujos três sons seguidos lembram um suspiro. Outro grupo de sábios era de opinião de que seu choro se parecia com uma serie de soluços e, deste modo, com aqueles sons curtos da teruá atual, que lembram soluços.

Esta não é apenas uma discussão abstrata, nem tampouco deveria ser entendida apenas em seu aspecto tecnicista, sobre o modo como a mãe do general Sisrá pranteou seu filho. Ao relacionar o som do toque do shofar ao choro de uma mãe, os sábios parecem querer passar uma mensagem mais profunda. O que será que se deveria ouvir, no íntimo, ao escutar os toques do shofar? Que emoções estes sons deveriam despertar em nós?

O toque de tekiá, constituído de uma simples e longa nota, é um chamado, um toque de convocação. Era usado na Israel bíblica para reunir o povo em assembléias ou convocar os homens para a guerra.

Segundo a tradição mística judaica, esse será o toque que soará no início da era messiânica. É também esse toque simples que anunciava, nos tempos bíblicos, o ano do Jubileu (Yovel), quando a redenção de todas as dívidas era proclamada e, finalmente, é este toque que, hoje em dia, encerra o Yom Kipur, ou Dia do Perdão, que se celébra dez dias depois do Ano Novo. O Yom Kipuré um dia severo, de jejum e de introspecção, e à medida que se aproxima o seu término, ao entardecer, os celebrantes, cansados, anseiam pelo som do shofar, que marca o fim do período de abstinência. Ao final do dia, há também uma sensação de triunfo, em função da elevação espiritual alcançada por meio das preces e da introspecção.

É comum trajar roupas novas na cele­bração do Rosh Hashaná. No jantar, com familiares e amigos, tradicionalmente comem-se coisas doces, como que para propiciar um ano bom e doce. Porém os Yamim Noraim – ou Dias Terríveis ­como são conhecidos os dez dias que separam o Rosh Hashaná do Yom Kipur­despertam outras emoções. Trata-se de um período de autocrítica, em que a tradição prevê que cada um faça um balanço de sua vida e de seus atos no ano que terminou. Essa introspecção é uma fonte de energia interior e de auto­renovação, bem como de busca por novos comportamentos e atitudes. O trabalho espiritual que se inicia em Rosh Hashaná chega à sua culminação no Yom Kipur, o dia da expiação e do jejum, em que se toma consciência da fragilidade da existência humana, e dos limites das forças que muitas vezes não bastam para que se realizem as expectativas.

Não surpreende, portanto, que os toques do shofar expressem essa dualidade também. O toque de alegria e triunfo da tekiá é contrabalançado pelos toques quebrados ou suspirados da teruá e shevarim, que parecem imitar o pranto.

Segundo o Livro dos Juízes, Sisrá era um general cananeu que oprimiu Israel. Débora, a profetisa, reuniu um exército e Sisrá foi derrotado. Em sua fuga, acabou sendo morto pela jovem Yael quando buscava refúgio. A Bíblia celebra esse momento no Canto de Débora. Na interpretação midráshica das narrativas bíblicas, os rabinos debatem sobre o que se reconhece como o choro da mãe de um inimigo. O que nele se reconhece é o humano, aquilo que têm em comum todos os seres humanos. Alguns rabinos diziam que esse clamor, vindo do interior, deveria soar como o shevarim, isto é, como um suspiro. Outros, que se parecia com uma série de soluços, a teruá. Mas todos concordavam em que tal som deveria expressar a dor e o sofrimento daquela mãe. Essa mãe do outro.

Débora agiu de modo a salvar Israel e fez o que era necessário naquela hora. E ainda assim, em Rosh Hashaná rememora­se não apenas o orgulho da vitória, mas também a dor que foi causada à mãe dos inimigos de Israel.

Em vários midrashim, ou interpretações do texto bíblico, o som do shofar é comparado ao som da redenção final, como anseio pela era messiânica.

Quando chegará o momento da redenção? Quando todos forem capazes de ter compaixão, de incorporar e de sentir a dor da mãe de seus inimigos. Esse é o caminho da humanização. A Torá, a mensagem espiritual de Israel, tem como objetivo a humanização. É preciso saber ver os dois lados da história: a própria necessidade e humanidade e a necessidade e humanidade do outro, que pode mesmo ser o nosso inimigo.

E estes preceitos são válidos tanto nas nossas vidas individuais quanto nos assuntos coletivos, dos quais se toma parte, voluntária ou involuntariamente.

Autor:
Alexandre Leone, mestre em Cultura Judaica pela USP, Master of Arts e Rabino pelo Jewish Theological Seminary of América, Nova York; atualmente é o rabino do Centro Bnei Halutzim, em Alphaville, e doutorando em Cultura Judaica na USP. É autor do livro A Imagem Divina e o Pó da Terra – humanismo sagrado e a crítica da modemidade em A. J. Heschel, Ed. Humanitas. No primeiro semestre de 2006 está ministrando o curso Eu Diante do Outro: uma introdução à filosofia de Emmanuel Lévinas, no Instituto Sedes Sapientiae em S. Paulo
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Fonte: Revista 18 – Ano IV – número 17 – set/nov2006
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52 Coexistência Pacífica!

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Coexistência

Não deixe de ver na Praça da Paz (com muito verde),
no Parque do Ibirapuera – São Paulo-SP, a exposição que exalta a convivência entre os povos.

Mostra de arte com 45 painéis gigantes medindo 15 metros quadrados. Os trabalhos foram feitos por artistas de todo o planeta e o tema é único:

A coexistência pacífica entre os homens.

As imagens fortes expressam a importância do diálogo e do respeito ao outro. A idéia surgiu em 2001, em resposta a um ciclo de violência que acometia certas regiões de Jerusalém.

Uma das imagens, a do polonês Poitr Mlodozeniec,
acabou virando símbolo da exposição:

a palavra “coexist” escrita com os símbolos do islamismo, do judaísmo e do cristianismo

Todos os dias no mundo inteiro, milhares de pessoas são alvo de discriminação ou violência por diferenças religiosas ou étnicas, pela cor da pele, gênero ou orientação sexual. Para mostrar que as diferenças podem e devem conviver em paz, o Centro de Cultura Judaica lança o projeto Coexistência, contribuindo para a conscientização da sociedade e estimulando o diálogo como forma de conflitos.

O projeto tem como principal ação em 2006 a exposição gigante Coexistence.

E graças às pessoas que acreditam que a arte pode influenciar ações e comportamentos individuais, o Centro da Cultura Judaica traz para São Paulo estas obras carregadas de mensagens de igualdade, fraternidade e respeito a qualquer indivíduo.
A viagem da exposição itinerante Coexistence começou em Jerusalém, em maio de 2001, em resposta ao ciclo de violência na região. Desde então, passou por cidades importantes no mundo inteiro, reunindo artistas para expressar seus sentimentos e desejos de fazer diferença através da arte.

Arte vista como linguagem universal que fala a todas as idades, religiões e nacionalidades.

45 painéis gigantes criados por artistas de várias partes do mundo, com textos de filósofos, ativistas e poetas (Ghandi, Martin Luther King, Fernando Pessoa, Einstein, Albert Camus, Arcebispo Desmond Tutu, Pablo Casals, John Lennon, e outros).

Há também uma programação paralela à exposição, que reunirá atividades culturais e de entretenimento durante os meses de
agosto e setembro (música clássica, entre outras).

“Se o coração pudesse pensar, pararia.” Fernando Pessoa

“(…) Nossa missão deve ser a de ampliar o nosso círculo
da solidariedade para compreender todos os seres vivos e a natureza em sua plenitude.” Albert Einstein

“E para todos aqueles que só conseguem viver em uma
atmosfera de diálogo e de amizade entre os homens,
esse silêncio é o fim do mundo.” Albert Camus

“O caminho para a paz é demarcado com o conceito
de coexistência e coabitação mundial.” Arcebispo Desmond Tutu

“Somos todos folhas de uma árvore, que respresenta
a humanidade.” Pablo Casals

“Não há entendimento sem diálogo e não pode haver diálogo
sem uma tentativa de coexistência.” Raphie Etgar
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Colaboração: Ubirajara Idoeta Cará – São Paulo-SP – Brasil
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54 Tendências 02

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Tendências!

Posso contar com você?
Por favor, observe o gráfico acima, atentamente.

As três palavras-chaves “Cristianismo”, “Judaismo” e “Islamismo” quando analisadas no período de 2004 até 2006 (setembro), revelam serem muito pesquisadas, e, muito importante, com a mesma freqüência!

Universo pesquisado: Brasil

Qual o significado da informação?
Qual seria a quarta palavra-chave a ser inserida na pesquisa?
Você pode opinar?

Aguardo sua comunicação.
Fraternalmente,
Leal – ep-leal@uol.com.br
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52 Rosh Hashaná

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Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico

Em Rosh Hashaná comemoramos a criação do homem, que foi criado só, diferentemente de todas as outras espécies.

Nossa crença é que cada um, independentemente de tempo, lugar e poder, tem a capacidade de atingir o seu objetivo pessoal – ao mesmo tempo em que pode conduzir o Mundo ao seu objetivo.

Quando festejamos Rosh Hashaná, somos lembrados dessa capacidade. Rosh Hashaná nos reanima com energia para produzir harmonia, de acordo com a vontade do Criador.

Esta é a época que comemora nosso surgimento, que relembra que somos todos irmãos, que somos todos filhos do Único Criador. E somos lembrados de que um único indivíduo pode melhorar o mundo inteiro.

Nesta época temos um privilégio – o de poder expressar um desejo a todos os irmãos: Paz! Feliz Ano Novo!
Shalom!
Shaná Tová!
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Colaboração: Ricardo Ajzenberg – São Paulo-SP – Brasil
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