52 Transe (Psicologia)

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Transe
(Curso de Psicologia)

É o estado de sono provocado artificialmente ou de maneira anormal, quer seja por meios mesméricos, hipnóticos, médicos ou outros; oresultado é sempre o mesmo no que se refere ao corpo físico, mas os resultados nos outros planos (astral, mental) dependerão do estado de consciência individual adquirido nesses planos. O discípulo de linha esotérica não permitirá o emprego de métodos hipnóticos ou de drogas, a menos que se trate de um anestésico em caso de operação.

Durante o estado de transe, a consciência está separada do plano físico, já não percebe as vibrações do mundo exterior; não obstante, a consciência liberta do físico e submersa no plano astral permanece em comunicação com o corpo físico e pode transmitir com nitidez as percepções do plano em que se acha imersa.

O físico é utilizado, pois, como transmissor, mas não como receptor direto com prioridade sobre o psíquico.

O discípulo, quando está em transe, abandona o seu corpo com plena consciência e explora os mundos supra-físicos com total possessão das suas faculdades e, quando regressa ao seu corpo, imprime no seu cérebro a lembrança das experiências por que passou. Mas o indivíduo pouco evoluído neste campo, imerso no estado de transe, “perde o conhecimento”. Se a consciência não está desenvolvida nos planos superiores, o seu poder de percepção não se abrirá nesses planos: está por assim dizer, tãoadormecido nesses mundos astral e mental como no plano físico, e quando desperta do transe não sabe absolutamente nada do que sucedeu à sua volta.

Não obstante, o homem que possui um mínimo de desenvolvimento no plano astral poderá responder às perguntas que lhe forem formuladas durante o estado de transe, porque, quando esse estado é provocado artificialmente, o cérebro, ao não estar sujeito aos objetos circundantes, torna,-se, por muito imperfeito que seja, num instrumento da consciência onírica.

O estado de transe fecha voluntariamente todos os acessos aos sentidos. As forças que normalmente voltam-se através deles para o mundo exterior permanecem agora à disposição da “consciência onírica”, prontas a servir. E, no meio desse silêncio imposto às atividades externas, as vozes dos planos astral ou mental podem fazer-se ouvir.

No transe hipnótico, observa-se uma grande intensificação dos poderes mentais. A memória abarca um campo muito mais vasto. O sujeito recorda pessoas ou acontecimentos que tinha esquecido por completo no estado de vigília, ou então volta a falar idiomas que conhecia na sua infância e que entretanto esquecera. Às vezes, a atividade dos poderes de percepção vê-se intensificada de maneira extraordinária, e o indivíduo tem conhecimento de acontecimentos que se estão a desenrolar num lugar afastado: a sua visão atravessa os obstáculos físicos, escuta palavras pronunciadas a grande distância. Alguns fragmentos dos planos superiores tomam-se por vezes visíveis para ele, misturados com as formas mentais do estado de vigília. Não obstante, o transe hipnótico ordinário não deixa marcas no indivíduo quando desperta e perde toda a lembrança ou noção das experiências por que passou.

No transe magnético os fenômenos superiores aparecem mais facilmente do que no transe hipnótico; pode-se obter assim informações precisas no plano astral e até no plano mental. Quando o sujeito é muito evoluído, chega-se inclusive à memória de vidas passadas.

Tanto no Oriente como no Ocidente, o que se procura obter é esta paralisia da consciência ou estado de vigília, de maneira a poder recolher os testemunhos da consciência onírica, ou então, como se chama no Ocidente, do “inconsciente” do homem.

O êxtase e as visões dos santos, em todos os tempos e em todas as religiões, oferecem-nos um exemplo dessas irrupções do “inconsciente”. Neste caso, é a oração prolongada que permite colocar o cérebro nas condições requeridas; os acessos dos sentidos encontram-se fechados pela intensidade da concentração; o místico alcança o êxtase por intermitência. Por isso vemos que os místicos de cada religião atribuem as suas visões ao favor da divindade respectiva, sem se aperceberem que eles próprios provocaram um estado de passividade do cérebro, permitindo à consciência superior (ou inconsciente) imprimir nele visões e sons que emanam dos planos astral e mental.

Estas manifestações produzem em certas pessoas transtornos do sistema nervoso. É evidente que o cérebro não está ainda
suficientemente desenvolvido para receber sem preconceitos as
vibrações às vezes demasiado violentas dos planos superiores, ou de responder às vibrações que os fenômenos exteriores provocam no seio dos veículos sutis. Amiúde, a alegria, a dor, a tristeza, o medo são demasiado fortes para o cérebro e provocam violentas dores de cabeça ou depressões nervosas. Não é surpreendente que a emoção violenta provocada pelo que chamamos uma “visão” ou uma “voz” I transformem brusca e totalmente o curso da vida de um homem, acompanhados freqüentem ente por uma afecção nervosa qualquer. O importante é que o afeto permaneça depois do transtorno nervoso ter passado: uma atitude diferente ante a vida.

H.P.Blavatsky, na sua “Doutrina Secreta”, fala-nos da diferença entre o estado de transe provocado pelo próprio discípulo e o estado de hipnose resultante de uma influência exterior. No primeiro caso; o sujeito está desapegado das influências do quaternário; o seu Manas não está em comunicação com os corpos inferiores. Pelo contrário, nos indivíduos em estado de transe hipnótico ou mesmérico provocado por meios artificiais (forma de magia negra, inconsciente ou até consciente, a menos que seja provocado por um adepto), todo o conjunto de princípios inferiores está presente com o Manas completamente paralisado; quanto ao corpo astral, está inteiramente sob o domínio do kama-manas. Esta diferença de condições, que observamos nos sujeitos em estado de transe, traduz-se seguidamente numa diferença de vital importância quanto a resultados ulteriores.
Conclusão
Os breves pontos analisados nessa primeira aproximação a
parapsicologia têm como finalidade permitir ao estudante Acropolitano a ampliação da sua visão do homem visível e invisível que habita em nós.

Desejamos igualmente que esta síntese ajude a compreender que todos os fenômenos dos planos superiores ao físico são extremamente complexos e que toda a busca de experiências no plano astral ou mental sem uma verdadeira formação espiritual e sem a direção de um Mestre não podem conduzir senão ao erro e ao afastamento da via filosófica.

No nosso século de materialismo, diferentes grupos que se autodenominam esoteristas acreditam que a “manifestação dos
fenômenos” do plano astral possa contribuir para provar cientificamente que o homem e a vida não se detêm no plano material. Porém, constatamos que o apoio científico não é capaz de despertar a consciência da humanidade para os planos superiores. Este despertar é o fruto de um trabalho de crescimento em cada indivíduo, de uma dedicação altruísta e de uma séria investigação.

Não esqueçamos que estamos dedicados a construir um futuro melhor, em que o homem será espiritual… ou não será.
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Fonte:
Apostila de Psicologia
Escola Nova Acrópole
Autor: Jorge Angel Livraga Rizzi
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Observação do Leal:
A finalidade da inclusão desta informação no blog é a de evidenciar que são muitas as “linhas” de en
tendimentos que aceitam a Realidade Espiritual – tão segregada pela ciência estabelecida!
Você está convidado a opinar. Muito obrigado.
Fraternalmente,
Leal
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